Casulos

Riso fácil, vivacidade, liberdade. Ser/estar/descobrir-se bisca é bem legal, né povo?

Maria_Sibylla_Merian-728x993É, eu também acho. Fantástica essa ruptura das amarras que uma galera chatona aí insiste em nos colocar. Ser o que se é, sem pudores, desconfortos ou medos. Sentimentos normais, mas que podem nos fazer sofrer  –  na maioria dos casos – mais pelos outros do que por nós mesmxs.  E a gente deixa.

As mesmas amarras que tentam nos impedir de mostrar a nossa verdadeira essência, são as que tentam nos obrigar a acreditar que a felicidade (desde que seja comedida e sem escândalos. Bem coxinha mesmo, tipo comercial de margarina) é  estado normal  e intrínseco a todas as pessoas e pelos mesmos motivos. Parece até que ficar triste ou precisar muito de uns momentos de reflexão quanto à própria vida é crime…

Sei lá. Acho que nós, humanxs, precisamos tanto de casulos (no nosso caso, “casulos sentimentais”) quanto as lagartas. Um tempinho para nos fecharmos e ficarmos quietinhxs até que a metamorfose aconteça. Até que melhoremos. Até que surjam novas cores e que possamos criar asas para voarmos, biscatemente livres. Como as borboletas.

sybillaClaudinha está lagarta. Meio feinha, perdidinha e esfomeada. Preparando um casulo quentinho, bom para aquecer meu coração e renovar meus pensamentos. Quando eu finalmente for uma borboleta, só espero uma coisa: que minhas asas sejam grandes. Para que eu voe mais longe. Para que eu possa ver e mostrar como sou leve e bonita.  Para que eu repense meus caminhos. Para que eu sinta que mudar é bom. Mudar… Mudemos.

* As imagens que ornamentam este post são de autoria de Maria Sibylla Merian, naturalista e ilustradora científica alemã. Pioneira, num tempo em que as Ciências Naturais eram “coisa de homem”. Conheci os trabalhos dela no ano passado e coincidentemente, hoje seria seu 366º aniversário e o Google fez um doodle lindo em sua homenagem. Veio a calhar com o texto de hoje: Sibylla dedicou sua vida a registrar por meio de sua arte as metamorfoses dos insetos, principalmente das borboletas. Que danada, né? Em pleno século XVII, justo uma mulher se destacar por fazer essas coisas!  

😉

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