Expurgos

Fins de ano… Fins. As vezes me parece que reunir frustrações, esperanças e desejos em um momento especialmente preparado para encontros, acordos-desacordos e expectativas seja um trabalho um tanto quanto estóico. Essa “reunião” (confesso já fiz muitas, pois sou desses), não raro, só trouxeram a aparência de um “recomeço” de ano de ilusões e, por isso, de uns anos pra cá, aderi aos expurgos.

Dalí - Sobre expurgos

Dalí – Sobre expurgos

Sim, expurgo. De coisas boas, de coisas ruins, de expectativas não cumpridas, de metas não realizadas (eita parte difícil), mas expurgo. E expurgar não significa, aqui, abrir mão do próprio desejo, mas sim não tentar forçar questões, encontros e lançar expectativas sobre ele apenas porque se está chegando ao “fim de um ciclo” (ciclo de rola é cu, se me permitem a subversão do trocadilho).

Expurgar pra começar leve. Tipo tomar um laxante simbólico… Deixar no fim desse “ciclo” tudo aqui que foi preparado pra ele e, justo por ter uma preparação forçada, não cumprido. E, principalmente, expurgar “metas” que estão sendo repaginadas, pois nunca foram cumpridas. Que, se o fim de ano serve para alguma coisa, sirva para o expurgo das ilusões de que coisas que nunca foram, possam, num dia ainda que longínquo, ser.

Se é que algo recomeça a cada virada de ano, que comece leve… Que cada virada de ano não seja uma nova luta a ser travada para se impor o próprio desejo, mas sim uma forma de reaprender a viver o próprio desejo. Que a virada de ano seja terreno fértil para novas sementes fecundarem e não um bando de pequenas mudas enxertadas em pedra quente. Que o novo ano seja um espaço de livre aprendizado! Como diz o filósofo, “Deixa acontecer naturalmente”, que acontece bem!

Por que criminalizar o aborto e quem o auxilia?

Nesta quinzena vamos falar de interrupção da gravidez no nosso clube. Aborto. É hora de parar de punir as mulheres que fazem sexo. O silêncio é cúmplice. Por culpa do seu, do nosso moralismo, uma mulher está morrendo a cada dois dias em um aborto inseguro e violento.

#AbortoSemHipocrisia

O Aborto é uma imbecilidade burocrático-patriarcal. E eu poderia passar a noite inteira em claro reconstruindo argumentos (porque eles já existem aos montes) pra justificar a liberação irrestrita da prática da interrupção da gravidez, poderia usar os mais secos e “capitalistas” de questão de saúde pública, diminuição da pressão carcerária, etc. Além disso, muitos dos bons argumentos a favor do aborto serão trazidos na nossa Quinzena #AbortoSemHipocrisia

10003601_731581413544313_6508586692480142502_o

Garota com um Feto (2005) by Paula Rego

Essa quinzena tomou fôlego com as notícias, recém divulgadas do crescente número de crimilização de pessoas que prestaram apoio a mulheres que buscaram o aborto (veja aqui). E é sobre isso que me debruço nesse post inicial. E não, não vou escrever um tratado jurídico pra explicar a situação. Basta saber que nossa legislação permite, sim, criminalizar quem presta qualquer auxílio à mulher que faz aborto – e, sim, é qualquer auxílio mesmo, desde indicar o remédio abortivo, comprá-lo, levar à clínica, pagar o médico clandestino, tudo isso é participação no crime.

Agora, sendo sensatos no assunto (ou tentando, pelo menos). A nossa sociedade é prolífica em demonstrar que historicamente nossa liberdade sobre o próprio corpo é quase nula. Quando se trata de mulheres (cis ou trans*) essa autonomia sobre o próprio corpo é menor ainda e isso não é uma mera questão legal… isso é cultural, algo incutido na nossa formação e que reprime qualquer atitude que tomamos em relação ao nosso corpo, desde a masturbação, exposição do corpo nu, passando pelo sexo, até o aborto.

O legado da nossa sociedade é de opressão ao corpo e de oprimir o corpo do outro. Agora, imagine o quão difícil não é tomar o ato de liberdade desse contexto cultural e decidir fazer o que é considerado “crime” por essa mesma sociedade. Agora, imagine fazer isso sozinho. É não só cruel, como irresponsável. A prática do aborto requer assistência! A mulher que, não importa o motivo, resolve dispor do próprio corpo e se submeter a esse procedimento médico precisa de auxílio: moral, financeiro, afetivo, profissional. E o que o nosso Direito Penal Arcaico faz? Isso mesmo, criminaliza que quer que esteja disposto a dar suporte a esse mulher, seja ela consciente-empoderada, inconsequente-vítima do contexto social, seja ela simplesmente o que tem que ser uma mulher que aborta: alguém que decidiu dispor do próprio corpo.

Hoje, nosso sistema político e jurídico transforma a questão do aborto em uma questão de coragem, de clandestinidade e de resistência. Mulheres Livres e seus “Camaradas”, seus auxiliadores, se põem no lugar de uma guerrilha a ser combatida de forma abrupta e truculenta. Se tornam, mais que criminosos por um sistema injusto e arcaico, vítimas de um estado que os deviam acolher e dar assistência. E é muita infelicidade para uma sociedade não conseguir entender e chegar a este estágio de civilidade, porque é isso… nos falta civilidade, compreender a dor e as questões do próximo e, sobretudo, apoiá-los nesses momentos. Contudo, nós e nosso Estado irascível preferimos criminalizar vítima e quem quer que a auxilie…

Não nos basta reconhecer que estamos passos atrás, nosso problema é, depois disso, pedir para sermos cimentados nesse lugar atrás.

************

Participe, não se cale. Assine a petição para Regular a interrupção voluntária da gravidez, dentro das 12 primeiras semanas de gestação, pelo Sistema Único de Saúde.

Pequenos Prazeres Biscates: Beijo Grego

Essa quinzena, nas entrelinhas, tem gemidos baixinhos, suspiros, um tanto de saliva, arrepio na pele, sorriso largo, memórias e desejos. Vem com a gente, conhecer nossos pequenos prazeres biscates…

#PequenosPrazeres

Cunete, anilingus, rimming, cuzete, beijo negro, beijo natalistico, beijo baruerense, beijo allanistoico, beijo tianical, tulipa roxa, folhinha verde. SIM, ele, o BEIJO GREGO.

123

Disembodied Lips – Julia Randall

Talvez um dos maiores tabus da vida sexual contemporânea média. Pois é, um dos melhores Pequenos Prazeres Biscates, Ele é, sim, o mais castigado pelas convenções. Sujo, imundo, anti-natural…

Expressões de ódio e ojeriza ainda estão pra ser criadas, cada vez mais aviltantes, para designar, por referência, o Beijo Grego. Se foram os gregos mesmo quem o inventaram, pouco me importa… A pluralidade de designações é suficiente pra mostar que origem não é o problema, o que importa é a prática!

Receita simples: 1 cu e 1 boca. Junteo-os e exercite a gosto! Mulher em homem, homem em mulher, mulher em mulher, homem em homem. Não importa a orientação de gênero, nem a identidade de sexo, sequer sexualidade. Sim, o beijo grego é, talvez, o pequeno grande prazer sexual 100% passível de prática entre todos os seres humanos dispostos nesse planeta! Beijo, democracia!

1234

Disembodied Lips – Julia Randall

Não… esse post não é uma manual de Beijo Grego, para isso convidamos vocês à prática, tampouco um serviço de saúde pública (para isso recomendamos gente especializada, por exemplo, urologistas e ginecologistas). Esse post é, sim, um serviço de felicidade!

O Beijo Grego, esse nosso pequeno prazer, nossa maior expressão Biscate, é a liberdade de se permitir atingir o ponto amplamente negado pela história da atividade sexual. Sim, não se trata simplesmente de ser um cu e uma boca… Trata-se de ser a junção apaixonada desses parceiros anatômicos e fisiológicos.

Pontas de um mesmo sistema, cu e boca (e que fique claro que línguas e dentes – sim, dentes – também participam) promovem o encontro do êxtase… Revelam, em si, a autonomia fundamental: a de se permitir fazer o sexo que tiver vontade!

12

Disembodied Lips – Julia Randall

Por isso, amigxs biscates, tome o Beijo grego como um ato de liberdade, como um ato de auto-conhecimento e de conhecimento do parceiro. Não se trata de concessão, de prova de amor… Trata-se de descobri uma fonte de desejo. Beije!

Você deveria votar em, ou a buceta é de quem mesmo?

Se tio Eric Hobsbawn tivesse vivo, certamente rafaria o livro Tempos Interessantes e o escreveria de novo. Certamente o chamaria “Tempos Interessantes: uma ode ao chorume e à cagação de rega”, como caso, nossas eleições de 2014. Por isso, resolvi escrever esse post pra ensinar como uma biscate deve votar.

Bz4QvfqIgAA-9x0O processo de votação é simples: você vai à urna se quiser, digita se quiser e confirma se quiser… é tudo no consentimento. Mas na hora de escolher o candidato você tem um problema. Problema fundamental! A escolha do candidato é algo tão intrínseco e íntimo  que merece uma pergunta em especial: A buceta é de quem mesmo?

Isso mesmo, leitor amigo! Ao pensar em votar, pense na sua buceta. Se você não tiver buceta, deixe de pensar em termos normativos de sexo e incorpore uma buceta ao seu físico. Agora, pergunte comigo: A buceta é de quem mesmo?

Exato! Seu voto, sua escolha nessa e em qualquer eleição é como a sua buceta (real ou figurativa). Você escolhe que quiser, se quiser e, mesmo, não escolhe. Buceta e voto, na biscatagem, é coisa sagrada! Dar, pra quem quiser, ou não dar depende apenas da sua vontade. Isso mesmo VON-TA-DE.

Pode parecer chula e inapropriada a comparação entre voto e buceta, mas eu te garanto que não é! Ambos repousam cálida e contemplativamente sobre um mesmo princípio, a liberdade. Isso mesmo, a liberdade de dar o seu voto é a mesma de dar a sua buceta.

A formação de uma consciência política dorme junto e se inquieta justo no meio de suas pernas, na sua tímida bucetinha do voto secreto, normativo, regrado, representativo, mas seu. Ou no seu bucetão militante aberto, reganhado e vociferante de uma posição sólida, ideológica e partidária. Ou ainda, na sua buceta virgem, ou na cansada, que não querem ou não se dispõem ao trabalho de se abrir a proposta do candidato e simplesmente não querem votar!

Por isso, amigues, nesses tempos tão interessantes de estupros políticos generalizados, toda vez que vierem enfiar um candidato buceta, digo voto abaixo em vocês, perguntem: A buceta é de quem mesmo?

E lembrem-se: ninguém é obrigado a votar em alguém, ninguém é obrigado a aceitar ou concordar com qualquer posição política ou candidato e todos estão aptos a expressar as opiniões mais esdrúxulas possíveis e serem arduamente criticados por elas. Afinal, ninguém é obrigado a gostar da sua buceta também… Aliás, tem até gente que prefere outros sistemas, como o cu, por exemplo… mas daí são outros casos…

Por isso, amigues, argumentem, ou não. Se ofendam, ou não, mas lembrem-se que assim como a sua buceta, seu voto e tudo o que está em torno dele é pra ser objeto do seu gozo. Se não for pra gozar muito, melhor não ficar cagando regra na internet…

Beijo no coração.

Movimento e corpo em descompasso

Não, este post não é pra falar de safadagi, embora quando se trate de corpo, só o movimento sexy é o que importa, ou o vulgar sem ser sexy , ou o sexy sem ser vulgar… sei lá. Este post, na verdade, sem qualquer pretensão, é pra discutir os rumos de militância. Sim, rumos. E não é de nenhum movimento em específico, mas especificamente daqueles em que o corpo de seus membros é a reivindicação em si da liberdade! Daí que este post, quer entender e talvez queira mais perguntar que entender: em que medida a intervenção do movimento, da militância, no corpo do sujeito – ativo ou passivo na causa –  é legítima?

by Goya

by Goya

Isso é algo que me preocupa… Não é incomum ver movimentos ditando regras sobre as formas como o corpo de seus militantes devam ser. FEMMEN; outros grupos que se dizem feministas e que vinculam o feminismo a certos padrões de sexo feminino e não de gênero; grupos LGBT que direcionam campanhas apoiadas em exposição corporal estereotipada, ou que vinculam a homossexualidade a determinados padrões – ursos xiitas, por exemplo, ou barbies; grupos negros que rechaçam seguidores que não adotem traços físicos – principalmente cabelo – e culturais – religiões e cultos – que não sejam afro; grupos a favor e contra modificações corporais e sua luta incansável em dizer o que seus seguidores tem ou não podem fazer, como certos grupos punk que só identificam como membros pessoas com tatuagem, piercings e alterações corporais, ou grupos naturistas radicais que não permitem qualquer tipo de intervenção estética em seus membros…

by Paula Rego

by Paula Rego

A lista é imensa e, talvez, inesgotável, mas nem é o propósito expor toda ela. Me intriga o seguinte. Apenas fazendo uma pequena digressão histórica, dá pra chegar à época das reformas religiosas. Romper com a idade média e caminhar rumo à modernidade –  que deus ou o diabo ou Cher a tenha – teve muito, senão tudo, a ver com o corpo.

Sim, a modernidade foi o momento de rompimento. Foi no seu nascimento que, ora vejam só, por uma cisão religiosa – Beijo, Lutero – abandonou-se o modelo de domínio completo de corpo e alma pelo poder absoluto da igreja e se iniciou, de um ponto de vista ideal, a separação entre poder civil e poder divino. Assim, a Fé teria domínio exclusivo sob a alma-intelecto e o Estado passaria, então, a ter o domínio mediante a lei, do corpo.

Bom, ruim ou mais ou menos, ou mais pra mais, menos pra menos, nasce dessa divisão o ponto em que o ideário iluminista – que que não seja iluminista quem o queira, mas não negue que nossa sociedade o seja – nos permite a mobilização e a militância e, mesmo, a luta contra o Estado para garantir a nossa autonomia sob esse poder civil pelo próprio corpo! Ou seja, tão certo quanto dizer que o Estado passou a ter a gestão do nosso corpo de aí por diante, mais certo ainda é dizer que se fortaleceu a nossa luta pelo nosso próprio corpo até ela tomar a forma de movimentos organizados.

E é aí que mora o perigo. Não sei em que falha de entendimento da história, das questões sociais e da própria sociabilidade, se perde a noção de que a porra do corpo pertence apenas ao seu dono! Não sei se alguns movimentos não foram capazes se avançar ou se regrediram no debate e começaram a olhar com certa nostalgia pra era medieval e começaram a dogmatizar sua militância, começaram a transformá-la em fé e, agora, querem se firmar como seita, ocupando o papel perdido muito a contra gosto pela religião: o de domínio de corpo e alma-intelecto.

dali-egg

by Dali

E é isso, enquanto faltar entendimento de que A PORRA DO CORPO É MEU, vai sobrar espaço pra gente gritar pelo fim desse descompasso! Militância nenhuma é, de fato, libertária se ela não é capaz de reconhecer a autonomia indistinta de qualquer pessoa sobre o próprio corpo. E  isso não é uma mera questão retórica. Isso é, talvez, a maior conquista do que se possa chamar “humanidade”. E enquanto houver pudor, vergonha ou, mesmo, castração, ainda que auto-castração, da nossa autonomia corporal, estaremos aqui para lutar e lembrar que é essa a única liberdade que nos convém. É por essa liberdade que estamos aqui! Pois essa é a única liberdade que temos o direito e a capacidade indistintos de realizar, sem qualquer intervenção. A nossa existência depende só e somente da autonomia na gestão do próprio corpo. É livre o nosso corpo!

A culpa é sua sim!

A culpa é sua sim! Quem mandou nascer, crescer, ser alfabetizado em uma sociedade patriarcal e que reproduz na educação doméstica e formal esse patriarcado, começar a trabalhar, ser independente, casar, ter filhos e, depois disso tudo, sair por aí, do jeito que quer, cacarejando acriticamente o que aprendeu a vida toda? Sim, a culpa é sua!

Na semana em que o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas – IPEA – divulga uma pesquisa que retrata a opinião favorável de 65,1% dos entrevistados de que a mulher vítima de abuso sexual contribui, de alguma forma, para a agressão, não é a sensação de “pare o mundo que eu quero descer” a mais apropriada. Tampouco, a sensação de “isso é um absurdo” é válida! Sabemos com certeza matemática, pelo menos isso o dizem pesquisas como essa e dados produzidos por agentes públicos, que a violência contra a mulher, principalmente de cunho sexual, no Brasil é monstruosa.

Retratos de um Brasil Agressor

Retratos de um Brasil Agressor

E o porquê de “a culpa é sua”? Simples! Porque você é capaz de achar isso normal, de concordar com o resultado da pesquisa e de dizer: “Mas é claro! Mas se ela não fizesse/tivesse/vestisse/dissesse ‘isso’, não seria abusada”. Se você tem domínio desse discurso, parabéns, este post é para você. Esse post é para te conceder um pouco de compaixão. Compaixão por entender que você não foi capaz, por algum motivo que não vem ao caso, de pensar criticamente o contexto social em que cresceu.

Além disso, é um post para te permitir um pouco mais de amplitude a respeito das causas do estupro, como mostra o gráfico abaixo:

Causas do Estupro

Causas do Estupro

Ou ainda, é um post pra te conscientizar a partir de exemplos correlatos e que levam para uma realidade paralela a essa sua forma de pensar, como na imagem abaixo:

estupro 1

Como os agressores pensam

Parece absurdo, não é? Pois é! E não entender isso só quer dizer uma coisa: você falhou em entender seu processo de socialização. Você pode ser uma “pessoa de bem”, pagar seu impostos, trabalhar dignamente, contribuir para o futuro do seu país. Tudo isso é ótimo. Contudo, se você não conseguiu entender que o corpo de cada pessoa pertence apenas a ela e que nada, leia novamente NADA, justifica qualquer tipo de agressão contra ela. Foi nisso que você conseguiu falhar. Você falhou em reconhecer o outro como um ser humano livre e capaz, dotado de direitos e deveres tal qual você é! E pior, ao dizer “mas se ela não”, você acabou de justificar e legitimar o agressor. Você acabou de ser conivente com a agressão. Você acabou de ser cúmplice. A culpa é sua sim!

Ps. Não é a primeira vez que falamos sobre o tema, alguns posts podem ser encontrados clicando aqui.

Ainda Mais Biscate

Reunir a biscatagem. Biscatear. Arregimentar biscates. Ser Biscate. Ser cada vez mais Biscate. É isso, é o nosso club, a nossa dança, é o jeito que a gente dirliza na sociedade.

Entender o jeito de se biscate, o propósito de ser biscate e a vontade de se tornar e estar biscate é o nosso trabalho, o nosso sacerdócio, a nossa sina! Optar, politicamente, pela biscatagem é o que nos move coletivamente, é o que nos faz uma corja! Sim, porque se quiséssemos ser família, também seríamos, mas queremos ser corja!

Queremos e tentamos subverter os padrões, somos o buteco incômodo do debate político-trollador, libertário-afetivo, artístico-militante e nada, mas nada modestos! A regularidade não nos importa! A conformidade não nos apetece! O discurso pronto, pelo discurso, não nos elabora! E apontar dedos, não nos cabe!

20140215_AntonioMiotto_livroLURJ-23

Nossa Cor Biscate (foto: Antonio Miotto)

O Biscate é o espaço do nosso conforto enquanto sambamos na lama, na cama e na passarela. Descalços, de salto, de sapato alto! Gloriosos ou tristonhos. Mas sambando num mesmo tom furta-cor!

E são nesses tons, que não são 50 nem 250 – contar pra quê? – que damos a nossa tônica. Que reunimos a nossa esbórnia. Que compartilhamos a nossa sanha! Sim, porque ser biscate é ter sanha de viver! Ser biscate é acontecer, onde quer que esteja!

E quando queremos acontecer, o melhor que seja junto, que seja misturado, que seja agregando amigos-leitores. É assim que a gente gosta! Se espetando e se amando, em processos profundos de afofamentos! Na mesa, na cama, no banho e no feno! Rolando no chão e mordendo de tesão. Tesão pela vida, tesão pelos outros, tesão por si mesmo, tesão em ser biscate.

E é assim que aprendo não apenas ser, mas ser ainda mais! E é assim,  Biscate é a nossa amizade, a nossa familiaridade, o nosso amor. Amor pela nossa liberdade, juntos, separados, com os outros e com ninguém. Ser biscate é estar reunido nesse objetivo, ser biscate é a suruba da vida!

Sociedade de Exceção: Violência e Minorias

A idéia de excepcionalidade. A Exceção. Não no Estado, que é uma categoria jurídico-política específica, mas na sociedade. Ser uma excepcionalidade na sociedade, ser tratado como diferente, querer ser diferente, lutar pelo direito à diferença. Questões que se colocam e que perturbam justo quando ser essa diferença resulta em violência, marginalização, morte!

The Barn - Paula Rego, 1994. A normalidade e a Agressão

The Barn – Paula Rego, 1994.
A normalidade e a Agressão

Não é à toa que assistimos atônitos na última semana, o caso do jovem Kaíque (leia aqui), negro, homossexual, pobre, encontrado morto, com sinais de morte brutal e completa desfiguração. Ser diferente, em nossa sociedade resulta em ser exceção. Não apenas no sentido de ser excepcional, mas e principalmente no sentido de ser excluído e, por fim, eliminado.

A idéia de uma sociedade de exceção é justo essa que impede, mesmo que para isso seja necessário o extermínio, o diferente. Arraigada em preconceitos patriarcais, conservadores defensores de uma “normalidade” ou, no caso, uma heteronormalidade e heteronormatividade, essa sociedade nos apresenta quase que uma pulsão de morte, ou seja, para se integrar a ela, temos que excluir toda a individualidade e subjetividade do nosso ser, nos excluindo como pessoa. Participar de uma sociedade de exceção é minar a própria existência em prol de algo que sequer sabemos se valerá a pena!

É essa sociedade de exceção, também, que é capaz de classificar uma morte brutal como a do joven Kaique, que teve TODOS os dentes perdidos, traumatismo craniano e cerebral e fraturas expostas nas pernas como SUICÍDIO. E que não se alegue incompetência! A principal característica desse tipo de sociedade é a ocultação dos crimes de ódio, para que não se exponha a violência que sustenta sua normalidade.

longe_de_mim_ser_preconceituoso-laerte

by Laerte
“A Exceção: Anormais e Normalidade”

Essa sociedade, de uma forma perversa e deliberada, atua no combate ao diferente atuando, para além do seu extermínio, na sua ocultação. Essa decisão, para além de uma ação criminosa, é uma decisão política, certa e convalidada pelos membros dessa sociedade, que preferem, em seu estado de alienação ruminante, concordar com o dado produzido institucionalmente pela polícia de estado (ver sentido amplo de polícia como instâncias de controle da vida) a questionar quaisquer informações produzidas sobre o assunto.

E não sejamos ingênuos, uma sociedade de exceção não é formada por indivíduos pobres e analfabetos. A violência desta sociedade se encontra no fato de que seus membros têm a completa capacidade de entender a situação, porém, por alguma conveniência nefasta, escolhem acolher esse extermínio nem sempre velado em roca de seus privilégios. O Kaique, a juventude pobre e negra, homossexual ou não, os transexuais, as mulheres “não patriarcais”, os mentalmente incapacitados, os “diferentes” são todos vítimas dessa violência e essa violência é fruto dessa aparente normalidade instaurada e não combatida. Por enquanto.

Renovar

Repensar o velho. Tá aí um sentido porreta que eu nunca tinha parado pra imaginar de “Renovar”. Me falaram tanto em renovar expectativas, renovar experiências, renovar planos, que começar o ano me pareceu um pegar tudo que passou, dar um banho tcheco, e botar uma roupa nova pra ir na esquina.

Renovar

Renovar

E sabe que é por aí? Não que seja pressão, exigência, opressão social, ou seja… mas pensar em começar uma nova vida a cada ano que passa sem enfrentar os fantasmas do passado, reviver a delícias do passado, resolver os problemas do passado é o mesmo que tentar não ver, apagando a luz em pleno meio dia.

Mesmo que um “Ano novo” possa não nos dizer nada especial de especial em relação a um novo ciclo, as lembranças que esse período nos traz das possibilidades de renovar são, pra dizer o mínimo, interessantes. E é justo esse sentido de botar uma roupa nova no passado que importa.

Quem nunca se colocou uma roupa nova naquele adolescente franzino e desengonçado e foi pra uma baladinha pela primeira vez se sentindo bem pela primeira vez? Quem nunca se imergiu naquela leitura fantástica que estava há anos jogada no fundo da gaveta do criado mudo e que indicou aquela possibilidades? Quem nunca se deixou levar por aquilo que sempre imaginou que daria errado e deu certo?

 Pois é… Renovar é o simples que é complicado… Renovar é (re)aprender a lidar com as próprias oportunidades, com as próprias liberdades, com as próprias liberalidades e, porque não, com os próprios desejos. Renovar talvez seja, buscar os impulsos reprimidos do passado, entender a causa de sua repressão e fazê-los valer a pena, ou lidar com sua impossibilidade.

Tá aí, se um  novo ano traz essa idéia de renovar, que essa idéia não se traduza em um único repensar e deixar morrer o repensado. Se esse sentido de renovar não se perpetuar todos os dias, aquelas, sete ondas, 12 uvas, prato de lentilhas, lingerie colorida não valeram de nada…

E que esse renovar possa, de fato, ser a oportunidade de pensar um novo momento de possibilidades. Falando de um jeito bem biscate, que esse renovar seja não ter vergonha de saber, ou querer saber, como se goza… E de gozar mais! Renove!

Feira Biscate: Dois Anos

 #FeiraBiscate #2anosBiscateSC

E as biscas estão em festa de novo!!! Comemorando *\o/* mais um anos em festa e, novamente, fazendo uma Feira Biscate! Porque, claro, somos biscas de respeito e sem vergonha e estamos aqui para responder às buscas que não demos conta ao longo do ano de nossos queridos leitores!

Festa Biscate

Festa Biscate

Porque, né! Nóis é Biscate das bom e damos *\o/* conta de tudo!

Então, vinde a nós os biscatinhos! ( ͡° ͜ʖ ͡°) E nossas delícia querem saber de que, de que? Pois é! DIS-PA-RA-DO, querem saber de “Casa de Swing, Suigui, Swift, Sunguisugui” e correlatos! Mas vejam só, seus safadinho! As bisca tem a seguinte D1K4, se joga! Casa de Siwuingue é onde a gente se esconde pra ser livre! É porque os #ReguladoresDaPPKAlheia costumam não deixar a gente se compartilhar, daí a gente usa a Casa de Çuinftingue! Só dizemos #VemGente e #ConvidaPô.

Também nos buscam muito por causa das “Gordinhas Gostosas” e só temos que dizer VOCÊS TÃO FAZENDO ISSO MUITO CERTO. Na realidade tem que lembrar que todo mundo é gostoso do seu próprio jeito, né! E cada um pode ser @ gostos@ de alguém! Então, #StayBeaultiful e #FogoNasParte para aproveitar a gostosura de todo mundo. Sem imposições estéticas, né! Porque cada um sabe a dor e a delicia ( ͡° ͜ʖ ͡°) que é ser do jeito que é! #ProveitaMinina

Feira Biscate

Feira Biscate

E desse jeito as bisca vai! E vocês vêm a nós buscando por “Saudade”. Claro! Porque é isso que todos Biscatix deixa no coracãozinho de vocês! E sentimos muitas também! /o\ #TodasXoraPorOndeSenteSaudade. Mas saibam que biscate que ama e sente saudade sempre passará #PorAíNaSuaRedondeza, quando vocês menos esperarem!

Porque nós biscates somos assim, do jeito que vocês nos buscam! “Flores Raras” que cruzam os caminhos e transformam a vida de vocês em um belo “Clube das Vadias”! #VemVadiar Pois assim, ou “Biscates Casadas” ou membros vitalícios do “Clube das Perversas”, basta por a luz no palco e abrir *\o/* a passarela que uma Boa Bisca vai pular na sua vida!

Isso tudo pela Festa, claro! Não há biscate que não goste de *\o/* FESTA *\o/*. Vocês que procuraram por “Biscates no Carnaval” saibam que nem tudo é suruba essa coisa toda! #MintiraÉSim Festa Biscate é Festa “todo mundo nu” e Festa do “bunda de fora”, coisas que atraem você ao nosso covil! <3 E falando em covil, nada melhor que Festa no melhor ponto de encontro Biscate: o querido “Boteco Sujo”.

E, claro! Na nossa Feira Anual não poderia faltar ELE, o maior órgão sexualmente transmissível das busca: O CU. E pras biscas, projetos de biscas e curiosos ( ͡° ͜ʖ ͡°) que buscam por ele temos a dizer: #TiremOCuDoPedestal. E, por isso, amigue, todas vez que você pensar um jogar no Google um “vontade de dar o cu”, não pense! Ligue pro boy magya, compre “vaselina”, “manteiga” #BjoMarlonBradon ou “gel” e vá de ladinho, que de ladinho é mais gostoso [dizem].

Aproveita, Jeit!

Aproveita, Jeit!

E aproveitando o mote do Cu, partimos para um quadro que todas ama, o Biscate Responde, para aqueles leitores que não se fazem de rogados e chegam a nós já empunhando a pergunta pronta! E pra você que é safadchenho e contesta: “vamos comer um cuzinho”? A gente só pergunta: De quem?, porque, afinal, a pessoa tem que querer, né! For a isso, VAMOS *\o/* ÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊEÊ. E a você, queridxs que pergunta: “fumar sem tragar faz mal”? Temos a dizer: fumar sem tragar é igual trepar sem gozar, dá prazer, mas tem que cuidar de todo jeito! Pois tem consequências! Por isso, fumando ou trepando, ou fumando depois de trepar, ou antes, ou durante, cuide-se e seje feliz porque com menas preocupação a vida é menas dificultosa!

E para a última grande pergunta dos nossos leitores: “como saber se ele só quer te comer”? ( ͡° ͜ʖ ͡°) Uma dica, amigue, eles [e elas também] só querem te comer. Se você não é do bonde do #PrimeiroAGenteFode #DepoisAGenteVê saiba que isso torna as coisas mais fáceis, gera menos expectativa e #VaiQueRola. Por isso, se ele só quiser te comer, vai levando, porque é justamente isso que pode fazer seu príncipe aparecer! #AcrediteNoInusitado

E pra acabar, falando em inusitado, algumas buscas que fazem a diferença! Temos que revelar que temos leitores infantis, ingênuos, poéticos, militantes e cientistas! E AMAMOS isso! Afinal, o Biscate Social Clube é terra aberta *\o/* e queremos todos com a gente! E vejam só, muitos chegam aqui procurando “passarinho”, que bunitinho! <3 Outros queriam “Ipê Vermelho” e temos a dizer, filho! Que parnasiano! E informamos: temos também ipê rosa, ipê amarelo, ipê roxo e o raro ipê aveludado da cabeça preta. Aos militantes, dizemos que nossa “Coluna Prestes” está em riste preste a te pegar! Porque Biscate é igual à cuca e te pega, e pega daqui e pega de lá.

Aos pudicos que procuraram “envelope de fermento biológico seco”, ressaltamos que envelope é muito importante! Afinal, o fermento biológico só não vai te encher barriga se tiver envelopado [ou for por trás] ( ͡° ͜ʖ ͡°) . Mas o mais importante! Seco NÃO! Porque assa, arranha e machuca! Lembrem-se da manteiga! #ÉNaManteigaManteogaManteiga. Ao cientista que procurou “imagens de vulvas virgens adolescentes” temos a dizer: menas, fio! A não ser que você esteja fazendo trabalho de escola, essa busca não te levará a grandes conquistas!

Por fim, a você que buscou pais de santo, mães de santo, padres cantores, freiras musicistas e paxás. E só queria saber como “livro a moça e seus problemas”, saiba que vieram ao lugar certo! No bisca nós trazemos a pessoa amada, fazemos amarração e tudo o que precisarem! #TrazemosOCuAmadoEmTrêsDias.

 Então, amigues, venham pra nossa Feira! O Bisca é de vocês! #BeijoNoCoração

Era uma vez

Era uma vez. Sempre quis começar algo assim… Era uma vez. Não pelo fato de ser tradição entre os contadores de história… Mas pelo fato de que “Era uma vez” é uma garantia… Uma garantia de ter sido… pelo menos uma vez!

Ser… já pensou em como é “SER”? Ser uma vez, ser sempre, ser o que quiser, quando quiser, na hora que quiser e com quem quiser… Ser uma vez e ser daí por diante…

era uma vez

era uma vez

Pois é, o “Era uma vez” é uma garantia… um conforto… Quando alguém diz “Era uma vez” está selada uma então possibilidade em um destino, um acontecimento histórico! E mais, um acontecimento para quem era naquela vez…

Por que dessa obsessão? Não sei… porque do nada me ponho a pensar, sem culpa, mágoa, pena, rancor, ou prosopopéias sobre quem não é, não foi… Lidar com quem não era vez nenhuma… coisa que não sei…

Coisas que procuro entender… Entender quem quer ser, mesmo não sendo… Isso até é fácil… o querer é muito bom de ser entendido, embora as vezes nem concordemos com ele… Mas entender o não querer ser de quem não é, a resignação, me inculca…

Já julguei, não minto… Já quis que todo mundo quisesse na proporção ou mais como eu queria, mesmo que não quisesse o que eu queria… Mas isso era querer para além de mim… Daí, passei a não intervir no não querer ser alheio… achei que não me cabia, mas continuei a não entender… seria isso resignação?

Não sei… quando penso em não querer ser, penso em tanta coisa… quando imagino que um não querer ser é a exclusão de um “Era uma vez”, me ponho macambúzio… meio que só pra usar uma palavra difícil… mas me ponho… Afinal, de que adiantam as palavras difíceis senão para engrandecer ou engraçar nossos “Eram algumas vezes”…

Mas daí me ocorre, não ser depende só de quem não é? Existe dor, opressão, imposição, dominação ou o raio que o parta que faça não ser? Que determine a “vontade” de não ser? Pois é… parece que tem…

Eita “vontade” que  não permite! Oxi, arre, situação que não deixa… “NÃO SER”, não! Não entendo… Quero que seja, mesmo que não seja do meu jeito! Que contar, mais de uma vez, do “Era uma vez” que eu quis ser…

Cutuco de Resultados: tutorial signos

Bom dia amigo, amiga, leitor biscate! Boa tarde, cutucadores de plantão! Boa noite zoroastristas que não tem mais o que fazer! [internet não tem horário, gente!] Pra vocês, amigos e acompanhantes biscates que leram nossa Ode ao Cutuco, ou pra você, curioso eventual, que veio aqui numa rapidinha, continuamos nosso serviço de utilidade pública pra você que vive uma vida lasciva nas redes sociais.

Esperamos firmemente que Nossa Senhora da Sombrinha de Velhas esteja provendo muitos cutucas a todos vocês, mas caso não esteja, estamos aqui para ajudar com algumas mandingas dicas das redes sociais para apimentar seu cutuco biscate [caso contrário, continue com seus cutucas-guerra-de-travesseiro]! Então vamos lá, anotem o passo a passo e deixem os resultados envolve-los [ou adentrá-los, sei lá].

1- Escolha o alvo! Mais importante de tudo, saber quem você vai cutucar é o mais importante! Encontre a pessoa, certifique-se que ela tenha a rede social do tio Zucka.

2- Cutuque! Não tem que esperar muito… Você pode até curtir  foto da capa, fazer um “hahaha” em um comentário aleatório para o qual não foi chamado [sob o risco de parecer retardado para a pessoa visada], mas cutuque!

3- Aguarde o cutuco-back. Se ele vier, o que mostra sua argúcia e sex appel em saber escolher o que é certo pra você. Vá para o inbox e mostre [ou convide para mostrar] que você é algo além de simples dedinhos mágicos!

Cutuco Zodiacal

Cutuco Zodiacal

Tá vendo, amigues biscates, sem muita lenha-lenga! Mas fiquem atentos para as variações dependendo do signo da pessoa visada! Isso pode fazer todo um diferencial e necessitar atitudes rápidas e certeiras para que Nossa Senhora da Hora Certa garante o seu #HojeTem. Por isso, vamos compreender o zodíaco e um beijo no coração de todos:

Áries: cutuque o ariano! Se ele estiver interessado, vai responder por inbox [cutuco-back pra quê?] com o telefone ou o endereço de onde será o #bote.

Touro: cutuco dado é cutuco respondido, afinal, rola educação! Mas na tréplica já rola o inbox te dizendo “E aí, seu cutucador, hein!”. É só pegar!

Gêmeos: É legal, não tá te dando mole… Sempre! Vai responder o cutuco porque é legal… e vai fazer um inbox com o emoticon ^^ [que significa, olha meu riso de desprezo]. Na segunda vez que você cutucar, vai mostrar as garras e falar do namorad@ no mesmo inbox. Aguarde que o geminiano te aborde.

Câncer: Vai ficar tão emocionado em ser cutucado que vai chorar. vai cutucar de volta e vai achar que isso é troca de carinho. Não demore em marcar o #bote, caso contrário você já terá plano para seus netos quando for rolar a pegarão.

Leão: Você vai cutucar, ele vai apagar. Você vai cutucar novamente, ele vai apagar de novo. Você vai cutucar outra vez ainda e vai mandar um inbox ressaltando que a sua persistência se deve às maravilhosas qualidades estético-sentimentais e de caráter do seu alvo leonino. Ofereça para lhe pagar uma bebida e pegue.

Virgem: Não se assuste se o virginiano não responder imediatamente. É sempre assim, eles têm que esperar um confluência especial do universo para responder, tais como: a mesma hora no dia seguinte ao cutuco inicial; você curtir algum comentário dele, ou uma foto nova do perfil que ele colocou propositadamente para que você curtisse e, então, ele cutucasse de volta. Vá seguindo a lógica do virginiano que você vai pegar!

Libra: Vai adorar ser cutucado, mas vai gritar às quatro redes sociais que foi cutucado e que as pessoas perderam a noção e que isso acontece porque ele é muito gostoso/bom/gente fina. Você vai se cansar e vai até excluir o cutuco inicial. Não traumatize, continue cutucando outras pessoas. Se quiser investir no Libriano, mande um inbox.

Escorpião: Nunca cutuque um escorpiano, ele vai te cutucar. Nunca deixe de responder a um cutuque escorpiano, mesmo que você não queira nada! Deixar um escorpiano no vácuo cutuquítico significa que ele vai pegar suas fotos, vai fazer montagens no photoshop e vai fazer com que isso chegue u aos seus filho [quando você os tiver] ou a seus pais [no leito de morte deles]. Ou vai arquitetar qualquer outra vingança!

Sagitário: Vai começar cutucando na amizade, na brincadeira e a porra vai ficar séria! Tome logo a iniciativa de marcar um barzinho, pois nessa pasmaceira de amizade, você só vai pegar na segunda ou terceira saída.

Capricórnio: Te cutuca como alvo e responde aos cutucos por rotina. Se não rolar logo uma iniciativa por inbox, vai ficar nisso o resto da vida. Não demore a marcar com um capricorniano e se marcar, não falte, adie ou coisa parecida. O tempo do capricorniano sempre é dele e na hora em que ele quer. Chatos e calados por natureza, vão te procurar para o próximo #HojeTem por cutuco, claro!

Aquário: Você vai cutucar, ele vai gostar. Mas vai ficar em dúvida sobre que tipo de mensagem estará mandando ao cutucar de  volta. Vai perguntar a 4 ou 5 amigos o que eles acham, ao final da enquete terá a decisão de que ainda não sabe o que quer, vai cutucar de volta e puxar conversa pelo inbox fazendo cu doce. caso você tenha paciência, vai pegar.

Peixes: Vai adorar ser cutucado! Se é que sabe o que o cutuco significa. Vai pensar nas possíveis conseqüências disso e vai esquecer de cutucar de volta! Pegue o telefone do pisciano e ligue [provavelmente ele esqueceu de ocultar no perfil do feissy] dá mais resultado!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...