Gênero, Prisão e Potência

Por Pedro Moraes*, Biscate Convidado

A invenção do sujeito
Um homem é uma invenção de si mesmo. Uma narrativa, uma personagem construída pra se comunicar com o mundo e lidar filosoficamente com a própria existência, com a vida nua. Essa construção é tanto menos livre quanto mais nos são impostas amarras sociais, e parte importante da luta por direitos humanos consiste em deslegitimar algumas dessas amarras, em afirmar que é possível e razoável ser outras coisas, sem prejuízo de direitos. Vou falar, no entanto, do mundo dos privilegiados: o que é que somos quando podemos ser tudo? Se tais barreiras normativas são brandas ou ausentes, o que é que resta por querer, o que é que se escolhe? Pretendo demonstrar que esse dever-ser majoritário, hegemônico, não é o melhor que a vida tem a oferecer, e é, também, uma prisão. Não me interessa se auto-imposta ou não: elencar culpados e beneficiários parece, nesse caso, uma operação ociosa e essencialista, que desastradamente anula a historicidade, a culturalidade e a chance de criticar no plano ideológico esse estado de coisas (se se tratasse mesmo da essência de alguém, combater o fenômeno seria uma operação fascista; pelo contrário, é pura ideologia e desconstruí-la é um gesto libertário). Isto não é um ato cínico, indiferente à dor de quem tem sua igualdade negada – pelo contrário: o que proponho é que é vantajoso libertar-se dessa prisão e que por efeito esse gesto será também, necessariamente, pela liberdade alheia.

Interlúdio
Se tratamos de fronteiras complexas como poder e potência, diferença e igualdade, é bom esclarecer de onde se parte: como bom comunista comedor de criancinhas, acredito na igualdade como um positivo. Ela não é, porém, um fim em si, um absoluto: ela é a condição em que as potências humanas podem melhor se realizar. Tratamos da horizontalidade da estrutura social. Tratamos, noutras palavras, da igualdade política, que já se pode inferir, em verdade, nas ideias de república ou democracia (para mim, dizer-se comunista é levar às últimas consequências – comme il faut – essas ideias clássicas, que de outro modo seriam apenas cavalos de troia). É a diferença (ou a diversidade de modos de vida, de fenômenos e experiências) que eu assumo como um fim em si, um bem em si. Do surgimento da vida e multiplicação das espécies à criação acelerada de sentido pela arte, o que acontece de extraordinário no mundo é produção de diferença. O avesso é o deserto, a repetição, a estéril paisagem lunar, a morte. Então, tomemos a distinção entre poder e potência em Deleuze e a valorização da diferença e (não paradoxalmente) da igualdade política como parâmetros.

Liberdade
O princípio da liberdade está na negação, na recusa, na revolta, e sua melhor antítese não está na prisão, no cárcere, mas na obediência. Constituir-se sujeito é tomar para si as rédeas da vida, assumir o próprio desejo, os riscos e as escolhas, em oposição ao que se possa esperar de cada um, em oposição ao poder e à alienação. E é assim que opera a heteronormatividade: ela não diz que não podemos ser alguma coisa (ela é mesmo muito anterior às identidades sexodivergentes que hoje reclamam aceitação – de modo que sequer poderia ser definida por sua recusa), o que ela diz é o que devemos ser. Não é só quem se desvia que está sob os efeitos, portanto, desse regime: quem não está sendo punido pelo desvio está também em sujeição, em obediência. As figuras prescritas num regime normativo não são opressor e oprimido mas, mais propriamente, desviante – quem se deve punir ou eliminar – e obediente – quem está ocupado em seguir as normas, e portanto deve ser aceito. E nem mesmo os papéis do fiscal e do fiscalizado são fixos: o desvio ou o cumprimento das regras são usados nas constantes disputas por superioridade moral e poder, e todos se fiscalizam mutuamente e esperam benefícios quando obedecem e prejuízo para seus competidores pegos em falta. (Obviamente, contudo, a vantagem é de quem já está em posição de ascendência social – este estará menos sujeito ao escrutínio e a punições, e poderá mais facilmente se aproveitar do desvio de um subalterno para reforçar sua inferioridade, sua submissão).

Insuficiência
Somos todos, em última instância, desviantes. Mesmo os mais obedientes ou mais adaptados a essa prisão ainda viverão sob o signo da falta, da insuficiência, sob o fantasma do deslize. Os papéis de gênero consagrados pela heteronormatividade estabelecem alguma interface com o natural, mas numa leitura engessada, simplista e caricata, enquanto esse natural é fluido e instável; refletem ainda uma divisão social do trabalho já há muito anacrônica e a ordem patriarcal da tradição judaico-cristã, com profunda assimetria entre o homem, concentrador de todo o poder, sóbrio e infalivelmente forte, e uma mulher pura, submissa e cuidadora. Esses não são apenas papéis inaceitáveis moralmente – são papéis impossíveis de desempenhar, e a malograda tentativa que todos levamos até algum ponto é um processo violento e trágico. Sempre falharemos: nunca machos o suficiente, nunca santas e maternais o suficiente; e sabemos o que acontece a quem é posto nessa situação: uma vez em dívida, estamos coagidos a obedecer mais ainda, a ceder mais terreno, mais liberdade, e propensos a cometer violências covardes em nome da ordem que é nossa credora.

Recusa e escolha
A recusa desses papéis, portanto, deve ser uma operação libertadora mesmo para quem não foi condenado, de saída, à subalternidade (como o são as mulheres), nem teve sua expressão sexual ou de gênero reprimida e sufocada. Falamos da renúncia a um poder triste, limitador da experiência, e da busca de potências em liberdade. Entre as expressões que costumamos atribuir à masculinidade existem potências que estimo e de que não me sinto ou sentiria constrangido a abdicar (a própria busca da autonomia, injustamente, é uma delas), entre outras manifestações que são pura barbárie e boçalidade, das quais busco me libertar – num processo que teve início tardio, o que lamento, mas que tem sido invariavelmente recompensador. De forma análoga, há expressões de um feminino arquetípico que me seriam negadas e de que eu busco, com grande prazer, me apropriar, tanto quanto me convenha. Se o machismo não é outra coisa, em sua operação mais fundamental, senão a hierarquização do masculino sobre o feminino, não acredito num antimachismo que não passe pela valorização do feminino – e isso num processo de deixar-se afetar, deixar-se envolver. Se sou capaz de postular que o Outro me é igual em valor, seria difícil explicar que não quisesse para mim nada, absolutamente, daquilo que o constitui. Como disse meu ídolo Gil: “Todo artista tem de aprender uma certa viadagem…” Ele o diz, ouso elaborar, porque muitas das potências que deve buscar um artista – citaria a abertura para a alteridade, a sutileza, a comunicação empática – estão, em nossa cultura, atribuídas a um feminino.

Contradição e coragem
Não raro, penso em quantos dos meus amigos mais próximos, pessoas muito inteligentes, são aberta e veementemente favoráveis à igualdade de gênero, ao reconhecimento e defesa dos transgêneros e das orientações sexuais divergentes e, no entanto, ainda constituem sua própria subjetividade num clichê conformista e não conseguem abandonar expressões anacrônicas do machismo – entre chavões, renúncias e piadas tacanhas. Não se deve cair no protesto banal que sugere que essas contradições anulam a opção política acertada, é importante dizer. No mínimo, essa opção tem resultado presumível na conquista de direitos para as minorias e serve para colocar quem quer que seja em xeque quanto a suas posturas: um machista convicto sendo machista não poderia sequer ser dito incoerente. Ou será que os movimentos identitários, tão afeitos a coerências, preferem um machista coerente a alguém trilhando um caminho cheio de contradições mas na direção certa? A escolha, me parece, deveria ser óbvia e não é – mas, assim caminha a humanidade. De todo modo, o que me interessa é provocar esses amigos, que tanto estimo: a fragilidade que demonstramos nessas expressões, nessas sobrevivências do machismo chega a ser melancólica. O medo de ser “visto como veado”, o medo de não dar conta da masculinidade que devemos ao mundo salta à vista, e é risível. Por isso os provoco, os chamo a exercer uma potência tida, nessa tradição anacrônica, como masculina: a coragem. Tenhamos a coragem de recusar esse papel e esse medo.

Liberdade e potência do não
Por fim, e numa tentativa de sintetizar minha proposta e expandir seu alcance, eu trato aqui de que o gesto radicalmente livre está na recusa peremptória das identidades – que são, impreterivelmente, um dever ser, um regime normativo. O espírito comunitário, destruído pela colonização ocidental/cristã/capitalista do mundo para que esta se afirmasse como poder único, precisa ser reconstruído sob um novo tipo de identificação, um encontro na diferença, e não na homogeneidade fascista. Reconheço ainda, é claro, que os oprimidos se orientam e se reúnem em vínculos identitários como forma de reagir a opressões sistêmicas e conquistar direitos. Isto tudo é, sim, legítimo, provou-se eficaz até certo ponto, e deve ser apoiado, em suas demandas legítimas, por quem quer que se pretenda libertário. Esses vínculos não podem ser, no entanto, o modelo final da ação política, pois, primeiro, não oferecem um caminho para a libertação de seu próprio conteúdo normativo: a tentativa de dar conta deste efeito colateral tem sido – o que é um evidente fracasso – a fragmentação sucessiva em novos agrupamentos identitários, numa espiral sectária que já beira a esquizofrenia; e então, sobretudo, porque não oferecem um caminho para o encontro entre os diferentes devires minoritários com que precisamos – e esse é o grande desafio da política contemporânea – constituir uma maioria política diversa, igualitária, libertária e antifascista.

Para além do fenômeno dessas identidades reativas, é certo que existe um encantamento, uma tentação em servir, obedecer, conformar-se: ser livre tem um custo terrível, não é nunca um processo indolor, nunca um processo de que saímos impunes, ao menos sem conhecer a solidão – o maior dos terrores, talvez, da condição humana. O pertencimento traz algum tipo de recompensa psíquica primordial e o buscamos mesmo nas mais estúpidas fontes, como atestam torcidas organizadas e outras seitas fascistóides que escancaradamente só existem para e pela nivelação e identidade de seus membros, sem nenhum conteúdo positivo, sem nenhuma intenção perceptível senão o estabelecimento de uma fronteira Nós/Outros e a consequente tentativa de destruição do Outro.

A liberdade não é panaceia ou éden, mas o inferno da alteridade, da experiência, do risco e do desconhecido; não o fim das dificuldades, mas seu começo – é sempre mais fácil obedecer. A liberdade é a dor inenarrável da recusa, o terror do enfrentamento que é dizer: Não. E o único terreno em que a vida pode verdadeira e radicalmente florescer.

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*Pedro Moraes, o moço à esquerda, é programador e editor da Revista Baderna. Os gritos de ódio devem ser encaminhados à seção de reclamações do site naofo.de

Metamorfoses

Lembra daquele professor de física lá do ensino médio que dizia que alguém muito importante um dia disse que “nada se perde, tudo se transforma?”. Bom, o alguém importante era Lavoisier e o tal professor (ou professora, no meu caso tive uma professora linda, que tinha sido modelo e tal) só queria começar um conteúdo sobre a bendita Lei de Lavoisier.

Bom, claro que o moço francês estava falando sobre a conservação das massas e anyway, mas penso eu que podemos trazer isso para os nossos sentimentos e as relações atravessadas por eles. O Amor, assim com letra maiúscula, quase uma entidade em si mesma, é um tanto estático conforme os contos de fada querem nos fazer acreditar. O amor (esse com letra minúscula, construído todo dia, com seus laços renovados ou, por vezes, esgarçados) muda. O tempo todo. Não amamos as pessoas do mesmo jeito ao longo do tempo. O amor que sentimos pela mãe, os avós, irmãos e irmãs não é o mesmo desde que nascemos e nem poderia ser. O amor muda porque nós mudamos, os outros mudam e o mundo que nos rodeia, idem.

Imagem de Mariana Palova

Imagem de Mariana Palova

Assim também são as relações que construímos ao longo da vida. Gosto sempre de pensar naqueles amigos de infância, da época da escola ou do time de vôlei da rua, ou aqueles primos e primas que te fizeram tão feliz (quando você nem sabia disso), que não encontramos mais. É claro que recordamos com muto carinho deles quando lembramos da nossa infância querida que os anos não trazem mais. (Oi, Casimiro!). E, possivelmente, também temos espaço na memória afetiva dessas pessoas. Mas fico me perguntando se ainda nos amaríamos se convivêssemos hoje. Todos mudamos, e ao longo dos anos, isso é ainda mais perceptível.

Às vezes, penso que prefiro amar essas pessoas com o amor que já está reservado para elas. O amor da saudade, do tempo que faz tudo ficar tão bom, da distância que seleciona as boas lembranças e dá uma mascarada nas partes ruins. Por isso, sempre fujo dos encontros do tipo “turma do pré-alfabetização do Colégio Bosque Encantado”. Muito provavelmente, se nos víssemos com mais frequência, o amor ia mudar e eu prefiro manter as boas memórias.

E aí, me pego pensando nos amores (aqueles mais carnais mesmo) que se transformam em outras tantas coisas. Não acho que quando um relacionamento acaba é porque o amor acabou, necessariamente. Acho que Lavoisier diria assim: “o amor não se perde, se transforma”. Tem amor que vira amizade, tem amor que resta só (?) tesão, tem amor que vira memória. Penso que o amor (ainda o minúsculo) muda o jeito de gostar, mas não perde sua essência quando uma relação se esgota. (Claro que há os que se transformam em ressentimentos, mas isso é assunto pra outro texto)

O amor deixa de ser o amor da paixão, da carne, para ser o do companheirismo, do pega na minha mão e vamos resolver isso. O amor vira bem-querer, muda para aquele sentimento de felicidade pelo outro, de saber que o outro está feliz. O casamento, o namoro, o noivado acaba, mas ainda fica aquela ternura no peito de reconhecer que existe um certo tipo de amor ali pelo que foi, pelo que representou e que, paciência, não é mais.

Antropofagia – ou: “Tudo anda tão diferente por aqui…”

Por aqui, por ali e por todos os lugares que passo e passei desde quando me tornei Biscate! Ultimamente vejo o mundo com novo olhar, olhar amplo e passível de mudança. Algo que meu Eu-não-Biscate nunca tinha feito, mudar e questionar suas visões de mundo.

Houve uma época em que, na faculdadeo, tinha total ódio ao senso comum, tão falado na academia como algo 100% nocivo ao pensador que deve questioná-lo sempre. Nessa época eu era cabeça dura demais para ver defeitos para o pensamento “acadêmico”. Mas quem questiona o acadêmico que também é criador de preconceitos e clichês?

Abaporu de Tarsila Amaral - Trecho do Manifesto Antropófago – Oswald de Andrade “Nunca fomos catequizados. Fizemos foi Carnaval. O índio vestido de senador do Império. Ou figurando nas óperas de Alencar cheio de bons sentimentos portugueses.”

Abaporu de Tarsila Amaral – Trecho do Manifesto Antropófago – Oswald de Andrade “Nunca fomos catequizados. Fizemos foi Carnaval. O índio vestido de senador do Império. Ou figurando nas óperas de Alencar cheio de bons sentimentos portugueses.”

Foi quando conheci pessoas plurais ao meu mundinho superior de pessoa que não assiste novela e reality show; que não ouve música do gosto popular, que não pula atrás do trio eléctrico; que ignora a própria saúde e não pratica exercícios físicos pois o intelecto é a única coisa que importa; e que ignora culturas religiosas de seus ancestrais. Nesse momento entendi como era preconceituosa e cheia de certezas vazias. Entendi que não só poderia como deveria absorver conhecimentos de todas as pessoas a minha volta sem julgá-las, assim como pessoas que eram doutoras e mestras se interessavam por minhas opiniões, sem me julgar inferior.

Me dei conta do quanto eu precisava aprender e esses aprendizados não estavam apenas em livros, monografias, teses e artigos científicos. Eu precisava aprender sobre gente com quem é gente também! Gente que tem doutorado. Gente que não sabe escrever seu próprio nome mas conhece contos e histórias do folclore, que tem receita do melhor xarope pra dor de garganta que eu já tomei, ou que conhece tão bem de cultura negra, capoeira e da vida de heróis que começaram a luta por igualdade entre brancxs e negrxs que coloca muito historiadorx no chinelo.

E com isso aprendi que achamos racismo, machismo e homofobia dentro do ambiente acadêmico, da mesma forma que cantoras de funk podem ser feministas e que numa família quem vai receber com mais carinho e respeito x seu (sua) parceirx homossexual é o seu avô de 80 anos de idade.

É vivendo e convivendo com a diferença que aprendo, aprender não é absorver tudo como esponja. Devemos engolir e digerir tudo a nossa volta, o que servir fica na gente, o que não servir a gente joga fora!

Dando Um Trato

Você, amig@ biscate que costuma vir aqui ler, discutir, divertir-se, discordar, aprender e etecéteras (viva a imaginação!) deve ter reparado que as coisas aqui andam de pernas pro ar (uêpaaaa!)…

É que estamos, por assim, dizer, trabalhando pra melhor servi-l@. Gente que vai, gente que chega, o clube anda sempre de pernas portas abertas. A partir deste sábado, tudo com cheirinho de estréia: nova colunista, horário de postagem mais cedo: 10horas, uma coluna pornô…

Continuamos recebendo sugestões, críticas, convites indecorosos e, inclusive, textos convidados no nosso mail: biscatesocialclub@gmail.com. Chega mais! Os textos podem ser depoimentos, impressões sobre a biscatagem, receitas, posts sobre cinema, música, pinturas e/ou qualquer produto cultural ligado à essa nossa vida Biscate.

Por agora (que a bisca-graúna-borboleta Lu promete post completinho), vamos deitando na cama que a gente fez a fama: o Biscate Social Club tava na televisão o/

Pode apertar aqui que chega lá…

 

Ela

Agora ela decidiu não se importar com nada, decidiu parar de sofrer, decidiu tomar banho de chuva e não se importar em gripar no dia seguinte. Viver sem medo do futuro, seja ele bom ou ruim, mergulhar de cabeça!

A partir daquele dia, ela não chorou mais de tristeza, não reclamou da falta de tempo, não falou da sua estafa, sorriu com mais facilidade. Suas bebedeiras não são mais em momentos de infelicidade, só bebe pra festejar e quando a tristeza bate, procura algo que lhe dê prazer para fazer e se distrair. Ela anda com um brilho novo nos olhos, ela vê a vida com um olhar otimista, ela acredita numa melhora, afinal, ela está fazendo por onde melhorar. Sim, ela não precisa de ninguém pra melhorar, somente dela mesma.

E não foi que as coisas começaram a melhorar? Ou será que ela começou a ver o excesso de trabalho, estudos e compromissos como algo bom? Um novo emprego em sua área, seu esforço começou a ser reconhecido! Problemas, ela ainda tem um monte, mas quem disse que são motivo de infelicidade? Ela trabalha, se esforça, corre atrás e consegue passar pelos problemas ilesa.

Ela aprendeu a se assumir, se amar e, a partir daquele dia, ela nunca mais desejou ser outra pessoa. Era completa, estando sozinha ou acompanhada ela se completa por si só. Ela sabe que enquanto ela não se amar por ser exatamente como é, ela nunca saberá amar outra pessoa ou ser amada por outra pessoa. Ela se viu preparada pra viver por si e apenas para si.

Ela finalmente entendeu que ela poderia conversar com amig@s, chorar com a psicologa, tomar remédios ou até mesmo se esconder da depressão dentro de um quarto trancado, se isolando do mundo, mas nada disso a curaria. A cura pra depressão estava dentro dela, estava em suas atitudes e em sua forma de ver e viver sua vida! Agora ela tá curada, agora ela é feliz novamente.

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