Rafaelita

“Seu rosto é o rosto da mãe Africa, sempre pronta a nos abraçar, com sorriso no rosto e alegria no olhar.”

RAFAELITA, Mulher, migrante, empregada doméstica, moradora de cortiço, com 2 filhos já em universidades públicas, [usp e unifesp] e com seus 64 anos é uma entusiasta defensora do reaproveitamento dos alimentos.

Lembrando que em 25 de julho será comemorado o Dia Internacional da Mulher Negra na América Latina e Caribe, reflita sobre a importância da instituição deste dia:

1. A Mulher negra é vitima de uma dupla discriminação: de gênero e de raça em todos os países da América Latina, tanto na cidade como no campo. Portanto, a trabalhadora rural negra é vitima de mais uma discriminação;

2. As mulheres negras chegam a receber mensalmente cerca de 66% menos nos salários quando comparados com os homens não negros principalmente no Brasil, na Colômbia e na Venezuela;

RAFAELITA

3. A grande maioria das mulheres, 93%, encontram-se no trabalho domestico, o que representa 8 milhões de pessoas; destas 80% não possuem a formalização do vínculo empregatício;

4. Estes problemas enfrentados pelas mulheres negras brasileiras fazem parte, com poucas diferenças de fundo cultural e históricos, da vida de suas irmãs nos demais países da América Latina e do Caribe.

RAFAELITA

E você o que fará dia 25 de julho?

Na corda bamba!

O post de hoje fala sobre minha vida de Biscate-equilibrista. Ando na corda bamba desde que o assunto em meus planejamentos se transformaram em Dia 8 de março. Como explicar que não quero fazer flores de artesanato para presentear as mulheres? Então estou tentando ser o máximo política, pode poesia, pode flor, mas a poesia passa pelo meu crivo e a flor vem com uma mensagem de luta colada em seu caule.

Sou chata? De acordo com meus alunos adolescentes eu sou! De acordo com minhas alunas adolescentes eu sou justa e correta! É incrível ver como ainda vemos educadores resistentes. Enquanto as educadoras dão ideias para mostrar que a luta vale a pena, os educadores falam de florzinha e bombom. Enquanto minhas alunas falam de divisão de tarefas, meus alunos falam que mulher só serve pra cozinhar!

Porque é tão difícil sair do lugar confortável de homem machista para alguns homens? Seria tão melhor e mais simples a vida se todxs lutassem pela liberdade… Como abrir a mente de pessoas conformadas? Preciso de muita força de vontade e amor a minha profissão para continuar tentando modificá-los.

Sei que ser educadora e feminista é ser a Biscate da corda bamba, como na música do Bêbado e o Equilibrista, o show tem que continuar, eu não posso nem pensar em parar. E assim continuo o meu caminho na corda bamba, equilibrando as obrigações do serviço de lembrancinhas com as mensagens que falam de nunca deixar delutar, de manifestação pacífica (afinal, sou pacifista) e conhecimento de como se defender e ser independente!

corda-bamba

Orgasmo: é à brinca ou é à vera?

Por Renata Lins e Sílvia Sales*

Acho que não é nem novidade, quando se fala de orgasmo, começar lembrando a ótima cena do filme “Harry e Sally” (1989), quando, numa lanchonete de beira de estrada, Harry diz a Sally que nenhuma mulher nunca fingiu com ele. E ela desafia: “Como é que sabe?” “Porque sei”. Ela olha, dá um sorriso de lado. Ele insiste, e ela parece que desiste da discussão. A cena continua com Sally dando uma mordida em seu sanduíche e começando a gemer. Devagar, primeiro. Depois mais profundamente. Respirando forte. Balança a cabeça, mais forte, enquanto geme ainda. Sacode, estremece, bate na mesa, diz: “assim, assim”, e continua sob o olhar incrédulo de Harry até o clímax, com um gemido maior, a respiração ofegante se normalizando… para finalmente olhar para Harry, triunfante. A cena termina com uma senhora na mesa vizinha dizendo ao garçom: “eu quero o mesmo que ela está comendo”.

O cinema inteiro vinha abaixo nesta cena. Risos, risos. Risadas de homens, com uma ponta de dúvida ou, quem sabe, generoso desapego autocrítico. Risadas cúmplices de mulheres: quem nunca?

Quem nunca? Essa é a incômoda questão tratada no texto de Silvia Pilz, “Mentiras Sinceras”. Tratada, acho, com bastante honestidade. A autora não pretende dar lições, ensinar regras, repreender as mulheres. Ela conta a história. “Mulheres aprendem a simular orgasmos antes mesmo de aprender a gozar”. Eu diria que está sendo otimista no “antes mesmo”: acredito que muitas vezes o “antes mesmo” vire para sempre — vire “em vez de”. Ou, pelo menos, dure muito tempo.

Porque, né, aí é que mora o busílis: quem ensina a mulher a gozar? Onde se aprende os meandros do prazer feminino, recôndito, encapuzado, recolhido em dobras abafadas por tantos pudores e pelos? A mãe? Claro que não. Mãe não é pra isso. As amigas, as irmãs mais velhas, as primas? Bom, uma coisa ou outra pode ser. Mas acredito que no geral, pra valer, você esteja por sua conta. “You’re on your own”, como dizem os gringos. Seu prazer é seu e ninguém vai te ensinar esse caminho. É da sua conta e de sua responsabilidade.

E aqui você me para: não faltou mencionar o outro? O parceiro? Pois é. Não entrou na história ainda o parceiro. Porque nessa hora, o homem muitas vezes está mais perdido do que cego em tiroteio. O homem brasileiro, digo. Importante especificar agora. O homem brasileiro, país latino, onde para o hetero ser 100% macho ainda é uma questão 24 horas por dia. Onde sempre foi fundamental comer a mulher, matar a cobra e mostrar o pau — e, hoje em dia, fazê-la desmaiar de prazer.

Só que a ele também não ensinam como se faz.

Talvez se ensine menos ainda: porque nas revistas femininas, apesar de tantas vezes o foco estar no “como tornar-se uma deusa do sexo e proporcionar uma experiência super-mega-hiperclimática ao seu homem”, (tão aí as “Sextas de Nova” da Srta.Bia que não me deixam mentir), há de vez em quando um texto que fala de prazer feminino. Como. Onde. O quê. Um que ensina vibradores. Outro que mostra toques aqui ou ali. Pouca coisa ainda. Mas tem.

E os homens? Quem diz a eles como dar prazer às mulheres? Só as próprias mulheres mesmo. A experiência. A prática. A paciência. A humildade, até porque gozar no sexo a dois se aprende junto e a cada vez.  Mas na primeira, nas primeiras, e às vezes até nas nem-tão- primeiras-assim, há aquele pânico atávico nos homens. O de não dar conta. O de não conseguir. E, muitas vezes, as mulheres fingem. Fingem pra acabar logo. Fingem pra não deixar o cara mal. Fingem porque é melhor deixar pra outro dia, porque tiveram prazer no sexo mas estão cansadas e sabem que o gozo feminino precisa ser cuidado, cultivado, e que ali não vai rolar. Fingem por educação, porque pegaram o cara na noite e a partir de certo momento viram que não ia dar em nada mesmo. Fingem por generosidade e preocupação com o outro. Fingem porque estão de saco cheio e na verdade nem estavam tão a fim daquilo naquele dia.

Como também no começo: às vezes, a gente finge quando a gente ainda está aprendendo o caminho do orgasmo: uma forma de deixar o homem tranquilo, enquanto a gente se dá um tempo para conhecer melhor o próprio corpo, os ritmos, jeitos e intensidades de toque.

O problema é que enquanto a gente finge, eles continuam não sabendo. Continuam — os que se interessam, claro — achando que estão no caminho certo. Que é aquilo mesmo. Lembrem: ninguém mostrou ou ensinou a eles. Corpo de mulher continua sendo mistério, território inexplorado, em pleno século XXI. No Brasil do século XXI. E não é porque tantas vezes se dizem donos, não é porque se vangloriam de terem derrubado tal ou qual fêmea, não é porque posam de garanhões que eles necessariamente têm a tranquilidade ou a segurança de reconhecer que precisam aprender. De pedir ajuda. De tentar escutar o corpo das mulheres. De aceitar que sexo é caminho, é trajetória, é parceria. E às vezes eles até querem: só não sabem como. E, se a gente continuar fingindo, eles vão achar que tá bom assim.

Então, quem sabe, talvez seja melhor parar com o faz-de conta, com o fingimento que perpetua a ignorância masculina e a mediocridade das trepadas.  Vamos mostrar a eles como, onde, quando. Toques, jeitos, gostos, posições. E pra mostrar, é claro, a gente tem que aprender. Se aprender, se conhecer. Se tocar. Encontrar o caminho do gozo. Para, então, conduzir, inclinar. E ensinar. Porque do prazer da gente, a gente é que sabe. Do prazer da gente, a gente é que é dona. Quando a gente topa ir pra cama ou rede ou escada ou pro banho ou balcão da cozinha, a gente tem, sim, a expectativa do prazer ou do gozo – então, porque não ir atrás? Aos homens sempre coube o papel de ser o “bom de cama”. O que não pode “falhar” nunca, e com a obrigação de levar a mulher à lua. Muita pressão pra pouco resultado. Bobagem, né?

Vamos nos permitir passear sem pressa ou ânsia por esse caminho de descoberta. Abrindo o jogo, com tranquilidade. E se não rolar dessa vez, há diálogos ou alternativas para apimentar a brincadeira. Para mais gargalhadas. Até porque às vezes, a gente pensa com as nossas saias: orgasmo é, também, um pouco aquela campainha da escola que toca avisando que terminou o recreio. É bom? Claro que sim, mas, poxa, antes tem tanta coisa que ajuda esse bom a ficar ótimo. Preliminares, que não são só preliminares: já fazem parte do todo. E, paradoxalmente: tudo pode ser bom se não precisar dar certo. Se a gente se permitir estar presentes, testar, dizer, reclamar (é, às vezes reclamar também, porque não?). Experimentar, desse, de outro jeito. Ensaiar tempos, movimentos, toques, intensidades. Com muita presença, sem fazer de conta. Vamos brincar de sexo, que brincar é o que há de mais sério. Brincar e se divertir pelo caminho do orgasmo à vera. Vai que dá.

E, como lembra o lindo Caetano…

Mas bem que nós
Fomos muito felizes
Só durante o prelúdio
Gargalhadas e lágrimas
Até irmos pro estúdio
Mas na hora da cama
Nada pintou direito
É minha cara falar
Não sou proveito
Sou pura fama….

Não me queixo
Eu não soube te amar
Mas não deixo
De querer conquistar
Uma coisa
Qualquer em você
O que será?

Nada tem que dar certo
Nosso amor é bonito
Só não disse ao que veio
Atrasado e aflito
E paramos no meio
Sem saber os desejos
Aonde é que iam dar”

.

*Renata Lins é uma carioca tranquila e bem humorada, economista e tradutora, que já esteve exilada, socialista e de uma sensibilidade ímpar, apaixonada por livros, filmes e música e que, acima de coisas, gosta de pessoas. Saiba mais dela no seu blog Chopinho Feminino ou a acompanhe no tuíter @repimlins.

* Sílvia Sales é jornalista, botafoguense, generosa e expansiva que  não tem papas na língua e nem amarras, não gosta de meias verdades, papo-meia-boca ou vida-mais-ou-menos. Uma paraense pai d’égua na luta desde sempre, bordando na areia,  bebendo do rio. Feliz. Uma pessoa como as outras, que você pode conhecer melhor no  Facebook ou seguir no Twitter @silviarsales.

Um Bicho Bem Bolado

GUEST POST por Gilson Moura Henrique Junior*

Escrever sobre Mulher não é nada fácil.

Apesar do mandamento pessoal de que nada, absolutamente nada, é simples, diante da multiplicidade  de fatores que a tudo influenciam e tornam praticamente todos os âmbitos de nossa vida sob o manto do subjetivo, o arcabouço de significantes que o objeto “mulher” tem, e não a mulher-objeto, não faz do assunto ser bolinho.

O meio de campo embola entre a estruturação de um “mulher” desumanizada, catalogada numa gaveta onde se lê “mãe, dona de casa e servil” e a divisão sistemática que o mundo masculino adora e nada de braçada ao abraçar entre “mulher pra comer ou pra casar”. Isso sem contar as diversas determinações que opõe ativismo feminista a delicadeza, força e agressividade vinculada a lesbianismo, etc.

Além disso tudo, a própria condição de macho, masculino, branco e hétero me torna automaticamente membro do grupo “de risco” da perpetuação de todos os rótulos e conceitos que generalizam a “mulher’”entre esta ser um bicho incompreensível misturado a uma eterna rebelde diante de papéis “fáceis” que esta “tem” de executar para ser uma “mulher respeitável”. As inúmeras aspas  já dão a linha do problema prático, científico, político e sensível, no âmbito pessoal, que falar sobre mulher traz consigo.

A partir dessa introdução plena de explicações que soam quase que como uma desculpa, resolvi mandar às favas os escrúpulos da consciência e declarar numa mistura de termo machista recuperado pelo bom-humor com um cinismo leve pra por a cachola pra sambar na cara da sociedade: Mulher é um bicho bem bolado.

Bem bolado para além dos desejos sexuais e estéticos do escriba, mas pelo arcabouço de significantes que essa belezinha traz pro dia a dia das cacholas plenas, diante do simples fato que mulher, este ser humano que precisa antes de mais nada driblar a la Neymar a perseguição de tantas camisas de força que a buscam despersonalizar, não é apenas um ser humano do sexo feminino, e sim a líder de um cortejo onde é perseguida pelas palavras “mãe”, “esposa”, “hétero”, “submissa”, “serva”, “irmã”, “filha” e fatalmente pelas expressões “deve obediência” e “pra casar” ou “pra comer”.

Mulher, apesar de bem bolado, é algo sempre visto sob ângulos que por vezes mal saem da bunda ou da prochaska. Ouvir uma mulher é algo que é considerado virtude pela sociedade. Quantas vezes não se ouve “esse homem é ótimo, é um bom ouvinte”? Ou seja, ouvir a mulher é considerado virtude pelo raro disso, pela voz da mulher ser considerada no âmbito social, e reproduzida no psicológico, como inaudível ou insignificante para a lógica das decisões cotidianas.

A estética para a mulher tem peso dois, a mulher não pode ser feia, sob pena de ter piadas a seu respeito indicando que estupro pra ela é bom. Homem feio ainda tem o migué de ser chamado de charmoso, mulher feia é quase colocada a ferros. Fora a necessidade atávica da beleza como pré-requisito, o rosto, a bunda, os peitos, as coxas são mais importantes que ela. É claro que como fenômeno social recente, de ao menos 60 anos, isso pega também pro lado macho, mas o peso maior é sobre a mulher que precisa ser bela “para arranjar bom marido”. Além disso tudo a lógica de ser “prendada”, de ter o domínio das “artes do lar”, em um papel restrito a ela, mulher, como se uma condenação, como se a casa fosse residência, mundo privado, dela, apenas dela. O mundo é dos homens, a casa é da mulher.

Esses são apenas exemplos isolados de um sem número de questões, a lógica própria  da sociedade produz outras como a culpabilização da mulher pela conquista de direitos e por estes, por óbvio, também trazerem, qual uma maldição de pandora, ônus, como o da maior mortalidade de mulheres por enfarto após maior participação no mercado de trabalho.

Claro que o senso comum que diz “elas não queriam direitos iguais? tá aí!”, finge não ver que os direitos ganhos não superaram o acúmulo  do novo papel advindo dos direitos com o velho papel nunca superado do macho-paxá incompetente que não lava louça ou se responsabiliza pela participação com culhões no trato com os filhos, ou seja, as moças seguram as pontas em duas frentes e a macharada ainda diz besteira. Fora que dói nos ovos o “elas não queriam direitos iguais? Tá aí!” porque pra mim direitos iguais deveriam ser norma, a diferença, a casta, é tolice de pau pequeno.

É nesse mundo que o “bicho bem bolado” resistente que só, inteiro, digno, se lambuza em ainda nos presentear vidas, artes, lições. É neste mundo de papéis rígidos, rosas, para mulheres e direitos amplos e liberdades totais, plenas, ao ponto de ter defesa prévia em caso da ignomínia do estupro, pro macho adulto, branco, que veste azul, que as fêmeas, por vezes chamadas de feminazis, nos dão o baile de produzirem Rosas, Joyces, Simones, Elis, Cássias, Fridas.

Em uma metáfora ruim: Elas nadam com camisas de força.

Filho que sou de Logunedé com Oxum resolvi escrever após ouvir uma inspirada Maria Bethânia cantando “As Yabás”, onde várias facetas do divino feminino são cantadas através das Deusas Iorubás: Obá, a guerreira forte, masculinizada, que “não tem homem que enfrente”; Euá, a “menina bonita” e virgem que não tem medo de nada; Iansã a guerreira que comanda os ventos, uma menina bonita sem principio ou fim e Oxum, minha  mãe, a mãe, a beleza, o rio.

Ouvi também “As Minhas Meninas” de Chico Buarque onde a longa educação do “macho protetor” é dita com sensibilidade que não o torna um ditador, onde “As meninas são minhas só minhas na minha ilusão” e no entanto “ E a solidão maltratar as meninas, As minhas não”.

Tudo isso gerou esse post imenso. Porque foram “As Minhas Meninas” que junto com um velho ogro, me tornaram o que sou. Foram elas, que me pertencem sem meu domínio, a quem pertenço, qual pertenço às deusas de minha fé, que  me fizeram irmão, amigo, amante, namorado, noivo, filho. E a cada minuto desses tendo de obrigatoriamente superar as  imposições que tornavam cada menina algo menor, desumanizado, ínfimo, parco, calado.

Os ogros tem camadas, e os velhos ogros sabem disso. O maior legado dos ogros é não ver nem dizer as biscates assim, como menos, como parte, como gueto, como sem alma.

Tantas as biscates são, tanto quanto as deusas, de tantos tipos, tantas são estas “Minhas Meninas”, com tantos rostos, formas, deslizes, acertos, risos, gritos, ódios. Como torna-las apenas mães? Como torná-las “devoradoras de homens”? Como dividi-las em “pra comer” ou “pra casar”? Cabe “pra amar”?

E “homens” somos só “homens”? Não somos grandes, pequenos, gordos, bobos, ogros, falsos, mortos, vivos, fogo, água? Somos pedras encaixadas ou seres?

Somos, antes de mais nada, um bicho bem bolado.

.

*Gilson Moura Henrique Junior é um ogro intolerante com altas doses de doçura, carioca, tricolor, da extrema esquerda incendiária que se define como “um malaco de classe poetizando respingos” e que veio a esse mundo para enfiar o dedo na ferida alheia. Quer conhecê-lo melhor (por sua conta e risco)? Ele escreve o blog Na Transversal do Tempo e você pode achá-lo no tuíter @redcrazydog.

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