Pequenos prazeres: a barba

Essa quinzena, nas entrelinhas, tem gemidos baixinhos, suspiros, um tanto de saliva, arrepio na pele, sorriso largo, memórias e desejos. Vem com a gente, conhecer nossos pequenos prazeres biscates…

#PequenosPrazeres

A barba é um dengo. Gosto dela rala, farta, média, comprida, cerrada, aparada ou não. De todo o jeito. Barba selvagem, meio bagunçada, barba até imberbe, feita sob medida para que as mãos possam se perder em afagos e carinhos.

A barba excita. Dá cartaz. Arranha os lábios quando beija. E é tão gostoso… Tem o poder de invocar cheiros e delícias quando resolve passear lá. Lá embaixo. Naquele lugar. Úmido. E todo o tesão recomeça num beijo que retorna cheio de fluidos, salivas e línguas.

Perdição define esse momento.

Johny Hendricks, lutador do UFC, com essa dobradinha matadora: barba e óculos...

Johny Hendricks, lutador do UFC, com essa dobradinha matadora: barba e óculos…

A barba, mes amis, é muito mais que a simples presença de pêlos no rosto. Ela é capaz de pintar cenários de erotismo, projetar sacanagens e sugerir trepadas inesquecíveis. Gente com barba é gente que promete deleite na pele e arrepios no pescoço.

E acho que ainda não inventaram nada melhor pra conservar o cheiro lascivo do sexo que os pêlos. Faciais ou não.

Ouso dizer que a barba tem até o poder de curar todas as feridas narcísicas da alma.

A barba é quase um sex shop. Propaganda de sexo bom e safado 24 horas por dia. Tara (minha) pura?

A barba é uma posição político-ideológica. De esquerda, que dá mais charme. Denota uma suposta ausência de frescura, coisa muitíssimo bem-vinda nesses tempos assépticos e de corpos infantilizados. Saudade dos tempos mais peludos e menos ditatoriais (para todxs).

Apenas sigam esse conselho

Apenas sigam esse conselho

O que circula por aí é a mais absoluta verdade: faça amor, não faça a barba. Porque ela é  uma preliminar ambulante. Um chamego a mais. Um cheiro que se pede.

E eu só posso assinar embaixo. Lá embaixo, de preferência…

Pequenos Prazeres: Brincadeiras

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 #PequenosPrazeres

Eu o abraço e ele reclama: “estou suado, deixa eu trocar a camisa do uniforme.” Mas ele não compreende que eu não ligo. Nem chega a ser suor, é só o cheiro do dia todo que eu gosto. Assim como eu também amo aquele cheiro de cama e a cara amassada, parece que, pela manhã, o tesão só aumenta e adoro acordar com seu pau encostado na minha bunda. Pra falar a verdade, é bem por isso que curto dormir de conchinha.chocolate

Mas não é só o cheiro, o gosto dele também me excita, tem dias que me perco no gosto do corpo dele, lambo, mordo e chupo cada pedaço dele, acabo esquecendo do resto do mundo. Ele gosta de 69, eu gosto do beijo dele depois que ele me chupa, os sabores se misturam. E sugo a boca dele inteira, enquanto ele me penetra com força, ele gosta de gozar beijando, eu também.

Um dia, ele decidiu jogar óleo nas minhas costas, cheiro doce de pêra, ele massageava e me apertava com suas mãos grandes. Tem mulheres que não gostam de ficar de quatro, eu adoro, ainda mais se tiver óleo de massagem. E o cheiro fica preso no meu nariz, misturado com o cheiro de sexo.dk_Boca_com_morango

Gosto de melar a barriga, o peito, as pernas e o pau dele com gel ou óleo comestível, adoro sabores doces com o gosto do seu suor e do seu gozo. A gente ri, se mela, depois um banho e mais uma trepada, quem sabe, ou só umas brincadeiras. Todas tão comuns, mas tão nossas!

Pequenos prazeres biscates: faça você mesma

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 #PequenosPrazeres

masturbação

Ouviu seu grito de gozo e viu que era bom. E aí se fez uma paz e uma alegria tão grande dentro dela que adormeceu. Ali ao seu lado, repousavam os objetos companheiros daquele orgasmo todo: seu vibrador e o já quase findo, lubrificante.

Tinha muito tempo que a moça se esquecera desses pequenos prazeres solitários. Há muito tempo que não gozava assim, para a casa toda ouvir. As paredes e seus tijolos e tintas, o sofá, o criado-mudo, as janelas e as cortinas. Havia, novamente, gozo naquela casa. Havia prazer.

Achava que não sabia mais gozar sozinha. Tinha tanto tempo que não se tocava, que não se amava, que não sentia tesão por si mesma. Andava muito ocupada com o mundo lá fora, que se esquecia que era necessário gozar a vida. Em todos os sentidos.

Naquele dia preguiçoso, em que não precisava trabalhar nem lavar louça, nem cuidar do mundo um segundo sequer, podia se dar ao prazer, ao desfrute, às carícias. Lembrou do último moço com quem havia se encontrado e lembrou o quanto foi bom. Levou a mão até a buceta e começou a mexer devagarinho, sentindo os pelos e a pele tão macia. Estava molhada, mas ainda não era suficiente. Lembrou da sua caixinha guardada no baú.

Acordou de um sonho daqueles tão bons que nem dá vontade de sair dele. Sonhara com um moço alto, moreno, de sorriso largo e uma moça de camisola transparente preta. Eles não se falavam, mas se conheciam e transavam os três ali numa espécie de esteira, numa sala aberta com muitas pessoas passando.

Acordou molhada. De novo. Sentindo um tesão enorme. Não teve dúvidas de que era chegada a hora de gozar, gozar como se o mundo fosse se acabar todo ali, estupefato com seu sexo molhado, inchado, macio e ávido para botar fim naquela deliciosa agonia, ansiando pela petit-mort.

 

Pequenos Prazeres: 69

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#PequenosPrazeres

Por Larissa Santiago*, Biscate Convidada.

Ah, não gosto não. Na verdade eu não me concentro!
Precisa tá tudo depilado porque se não, nem vem.

panoramio Não estranho, essa prática é pouco relatada e mencionada com amor.

Quando excitadamente relato os “cases de sucesso”, as pessoas se impressionam e até pedem as lições aprendidas de como encarar o 69 com mais naturalidade.

Na minha lista de posições, ele está no topo! Swingado, sincronizado é o que há quando há cumplicidade, disposição e habilidade.

Aliás, disposição é preciso. Envergonhar-se não é preciso.

Uma mistura perfeita de chupar e ser chupado, ter e dar prazer alcançando os recônditos lugares erógenos.

Sempre que possível é bom tentar e experimentar, se dar essa liberdade [sou suspeita pra falar]. E logo perceberás que 69 se tornará uma paixão, um assessório essencial, uma posição que não poderá faltar.

Mas elx não quer nem tentar!
Parei tudo e deixei só a outra pessoa…

Sem tentar, realmente fica difícil: você só sabe que não gosta de chá verde até tomar chá verde, correto? Não significa que obrigar a pessoa a fazer o que ela não quer só pra provar que ela pode gostar é o caminho da salvação – obrigação e sexo nem combinam. Uma boa conversa e uma tentativa consentida garantem o primeiro passo.

Sobre parar, ahhhhh, essa é uma constante até para os mais experientes e amantes do 69. Aquele momento em que você respira fundo, olha pro teto e começa tudo de novo: faz parte do show!

69 é um pequeno grande prazer daqueles difíceis de se ter, mas quando se consegue, inesquecíveis.

69 devia ser instituído o pequeno grande prazer na lista das deusas do prazer na cama.

69 para todxs.

larissa*Larissa Santiago é baiana e publicitária.

Pequenos Prazeres: Todo dia

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#PequenosPrazeres

dia

Pequenos prazeres… me desculpem, não consigo associar o sexo a pequeno prazeres, sexo, pra mim, é um grande prazer. O pós-sexo também, a mão que descansa na bunda, ficar agarradinho, dedos que acariciam levemente as costas, beijos carinhosos. Tudo um grande prazer.

Pequenos prazeres para mim estão nas coisas comezinhas do dia a dia, pequenos gestos deliciosos e diários que vão às vezes numa sequência.

Chegar em casa e tirar o sapato, tirar o sutiã, tomar um banho gostoso e lavar o cabelo. Usar no banho um óleo de banho delícia. Pedir pizza de banana com borda de catupiry e coca geladinha para ver algo bacana floodando no twitter ( ultimamente o #Masterchef) .

Se não comer pizza no dia vale comer chocolate (o lacta  branco com oreo),  lambuzar o dedo e lamber o dedo. Melhor ainda se ganhar massagem nos pés e nas costas.

Na hora de dormir é delícia se for o dia que trocou a roupa de cama e ela estiver novinha e cheirosinha.

Mas seria um grande, imenso, incomensurável prazer mesmo se no dia seguinte fosse feriado. Não é. Boa noite, vou dormir tendo como pequeno prazer antes do sono meus dedos… Bons sonhos pra vocês também.

Pequenos Prazeres: Delicatessens

Essa quinzena, nas entrelinhas, tem gemidos baixinhos, suspiros, um tanto de saliva, arrepio na pele, sorriso largo, memórias e desejos. Vem com a gente, conhecer nossos pequenos prazeres biscates

#PequenosPrazeres

viva-a-intimidade

Então….

Poucas, mas poucas, poucas mesmo, cousas na via são tão boas como o cheiro dum refogar. A panela quente, o azeite. Aquele barulho. O barulho… Nem sei qual onomatopeia usar: zizzzzuuuuszizzzzz. A cebola, picada. Mais barulho. O alho…. E aquele cheiro que toma conta da cozinha, da casa, da alma. O que vai ser depois? Pouca importa, se tomate, se espinafre, se outro cozido qualquer. Aquele cheiro pela casa perfuma toda a vida….

Acordar. E encontrar lá aquele pó de café. Sim, nem máquina, nem mesquinharia em sachê, nem solúvel. O pó. Com cuidado no coador. A água quente, mas nem tanto borbulhar, esparramando-se pelo pó. Ouçam o cheiro… pergunto se pode existir cousa tão ébria quanto este primeiro cheiro de café. Não há, certamente. Não há.

Teus pés, descalços. Tua sola do pé brincando com as minhas. Teus pés me tocando. Tocam e retocam, panturilha, joelho, coxa, pau. Brincando. Teus pés, sem roupa. Aquele formato de pé, da parte alta. Sem salto, sobressalto. Sei lá, teria mil dias para me perder por ali.

Puxa, aquele filme comédia romance final feliz bobinho. Delícia, Demi Moore, Rob Lowe, ela não me aparece de madrugada para dar uma trepada com ele, benzadeusas! Filme bom… Como bolo de fubá com café. Como refogado de bife acebolado. Como pé com pé. Deita aqui, deita. Me faz um cafuné. Tem cheiro melhor que este do teu pescoço? Me faz um dengo, beijo. Aumenta o som. Abaixa o som. Ajusta a imagem, vai….

“Neguinho, tem um texto tão gostosinho no blogue de vocês… me deu um tesão, sabia….”.

Na vitrola, tocava Marvin Gaye, antes da ciumeira dos cabides….

Pequenos prazeres: Palavras

Essa quinzena, nas entrelinhas, tem gemidos baixinhos, suspiros, um tanto de saliva, arrepio na pele, sorriso largo, memórias e desejos. Vem com a gente, conhecer nossos pequenos prazeres biscates

#PequenosPrazeres

relações perigosas

“… as palavras, mesmo chulas, ganhavam contexto, prosa e poesia. Erotismo.”

Não me lembro a idade, nem na verdade o livro.

Mas lembro que ofeguei, escondi, e mais tarde retomei a leitura de um trecho que me arrepiou e estremeceu.

Depois disso, buscar esses pequenos prazeres, fontes de inspiração ou as vezes de uma repulsão magnética, se tornou comum.

Eles estavam onde menos se esperava. Nem tanto nos romances açucarados de banca quanto nos livros de Harold Robbins (esses, misto de fascínio e repulsa). As vezes, entrevisto em O Guarani, ou em Senhora, ou em outro “clássico”.

E quando descobri o reduto das revistas escondidas… bem, digamos que o que era entrevisto se tornou revelado. Mas as figuras explicitas, se excitavam (excitavam!) o corpo, não encantavam a mente tanto quanto as palavras, os relatos, os contos…

livro na cama

De uma outra época, onde existiam revisores,copy desk… as palavras, mesmo chulas, ganhavam contexto, prosa e poesia. Erotismo.

Em “Crônicas de uma namorada“, Zélia Gattai escreve uma ficção fofinha e biscatinha, onde Geana, a protagonista, descobre entre os livros do primo-primeiro amor os livros que vão (começar) ensiná-la a compreender aquela história de amor e sexo e tal.

E em “Julie & Julia”Julie Powell também conta sobre sua descoberta daquele livro, escondido nos pertences dos pais, aquele livro com figuras ilustrativas de homens e mulheres sérios e velhos (para uma adolescente de 14 anos!) que a deixava com o corpo quente e mole.

Hoje as palavras estão aí, jogadas, na rede, e é fácil encontrar um site de “conto erótico”. Difícil as vezes é encontrar o erotismo nas palavras ali jogadas... nada faz sentido nessa frase, cara!

Poesia-Erotica-capa

Mas ainda é possível encontrar pérolas. Encontrar o erotismo explícito em palavras escritas para umedecer, ou no erotismo sutil, que enlanguesce (adoro essa palavra, sempre quis usar!).

Aqui, mesmo, no Biscate. Nessa quinzena especial, a Bia e a Vanessa já deixaram aqui e aqui posts inspiradores, já viu?

Lidas ou ouvidas num contexto digamos, adequado, meras palavras podem me fazer… ahn, ah… você sabe.

😉

lendo na cama 2

 

 

Pequenos Prazeres: Tempo

Essa quinzena, nas entrelinhas, tem gemidos baixinhos, suspiros, um tanto de saliva, arrepio na pele, sorriso largo, memórias e desejos. Vem com a gente, conhecer nossos pequenos prazeres biscates

#PequenosPrazeres

O mundo anda bem agitado e eu por aqui tenho andado meio que encaquifada, assim como que estranhando sua velocidade, que sei também minha, já que, afinal de contas, sou mulher desse tempo que agorinha mesmo escrevi.

Então pois, não sei se é coisa do por dentro ou se realmente o tempo tem parecido cada vez menor, brincando de tomar a porção do encolhimento lá no País das maravilhas da Alice.

Tempo.

Falar desse senhor sem idade pode nem parecer tão interessante assim, quando imagino prazeres e ah… as possibilidades… mas o sino dos ventos murmura com a ajuda da brisa fugidia nesse verão que ainda não começou, que talvez seja isso mesmo…

Tempo.

tempo

Para andar descalça, tomar banho de mangueira pelada, deitar na grama. Perder as horas dando e recebendo cafuné, alisando costas, experimentando arrepios, até encontrar-me no aqui, agora.

Tempo.

Para as risadas compartilhadas, a saliva antecipando sabores, o corpo se abrindo para a experiências de fome e saciedade enquanto deixo cozinhando lentamente uma delícia planejada na panela de barro, que um dia ainda vou comprar naquele mercado que estive não lembro direito quando.

Tempo.

Para o ritual do embelezar-se em canela, erva doce e hortelã, para a purificação em arruda e sal grosso, para mante-me corajosa em pimenta e girassol. Plantados nessa minha terra, com minhas mãos cheias de propriedades. Para experimentar todos esses cheiros também naquele outro que amo, o que agora dorme ao meu lado. Para raspar as pernas lembrando da meninice quando apenas imaginava que sim, sim, sim. E ria, ria, ria…

Tempo.

Para fazer todas as esperas transformarem-se em alegrias, delicadezas e gozo.

Tempo.

Para estar pronta quando. Para nós dois.

Pequenos prazeres biscates: música

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#PequenosPrazeres

música

Cerveja de trigo, petiscos, o gato dormindo no puff ao lado da mesa. Música. E a iluminação perfeita do seu apartamento, que deixa a sua barba ainda mais ruiva. E linda…

Tiro seus óculos. Você solta o meu cabelo curtíssimo, mas que insisto em prender. Eu já te disse que seu beijo é uma delícia e que eu poderia passar uma, duas, dez noites inteiras só sentindo o sabor dele? É. Seu beijo é quase uma transa, meus parabéns!

“Preparei uma coisinha pra nós”.

Não lembro de ter te contado quais eram minhas bandas favoritas. Mas você acertou em cheio nessa playlist: tem TUDO que amo nela. E que gostoso é dançar bem pertinho, sentindo a sua respiração e o calor do seu corpo. Corpos que, molhados, se misturam ao ritmo da música, numa dança que dura até o nascer do sol, quase sem pausa…

Encosto minha cabeça no seu peito sardento e adormeço com o gostoso cafuné que você me dá. Obrigada pelo fim de semana incrível que, a cada shuffle, me trará deliciosas lembranças…

Pequenos prazeres biscates: lista

Essa quinzena, nas entrelinhas, tem gemidos baixinhos, suspiros, um tanto de saliva, arrepio na pele, sorriso largo, memórias e desejos. Vem com a gente, conhecer nossos pequenos prazeres biscates, hoje tem uma lista…

 #PequenosPrazeres

lista

Uns olhos verdes de miolo amarelo, brilhando em sorrisos de antecipação. Olhos.

Um jeito de pegar no cigarro, familiaridade, hábito, um jeito de acender o cigarro. Dedos.

A boca fumando o cigarro, os lábios envolvendo o cigarro. Os dedos. Os lábios. A boca.

Um alô ao telefone, grave, expectativa, e o arrepio por dentro. A voz.

Um qualquer coisa que dá vontade de mais, de ouvir mais, de olhar mais, de ficar mais. Espera.

Espera. Antecipação. Expectativa.

Mais.

******

Os lençóis amarfanhados. As roupas pelo quarto. A porta que ficou destrancada: pressa demais, tesão demais. Ufa.

Uma mão passando de leve pelo corpo morno e satisfeito.

Um mordiscar na nuca, uma língua indolente, ainda, mais e quase  tudo de novo. Quase.

Os olhos fechados. Suspiro. Lembrança. Delícia.

lista

Pequenos prazeres biscates: siririca

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 #PequenosPrazeres

siririca

 Zumbido chato do celular vibrando embaixo do travesseiro. Mas, também. Só desse jeito pra não perder a hora. Mesmo assim, preguiça de sair da cama e um pouco de ansiedade pela apresentação que viria.

E aquela coisa de dormir pelada que acaba deixando o lençol com cheiro bom de hidratante?!

Pega o celular e, antes mesmo de ver mensagens, busca “contos eróticos”. Abre o site de sempre e os contos até sabe de cor. Clica em qualquer um, só pra lubrificar um pouquinho. Nem precisa ler direito, só de pensar… Até porque, ruim ler pelo celular, letra pequena, ainda tem que ficar segurando o aparelho e masturbação com uma mão só fica meio sem ritmo.

Hum. Tipos.

E aí, já molhada….

Chupa os dedos, passa as mãos pelos peitos, contornando os mamilos. Hum, aperta os peitos, mas nem fica ali muito tempo. Não dessa vez. Vai direto pra buceta. Com uma mão abre, com a outra passa um dedo pelo clitóris, depois dois, três. Ai… Volta pros peitos com a esquerda e cai de novo na buceta com a direita. Vai circulando o dedo no clitóris e enfia o médio na xoxota. Dois. E o clitóris com o polegar. Nem pensa em nada mais que aquilo. Sobe aquele calor e o vermelho no rosto e pescoço. Como sempre. Hhhmmm. Aumenta o ritmo. Diminui. Quer gozar. Mas, aquela sensação do pre gozo é delícia demais! Segura só mais um… pouquinho…

E massageando o clitóris com os três dedos do meio, descendo o indicador pra dentro da buceta. Tira. Mete de novo. Tira. Mete.  Mete. E depois o polegar no clitóris, circulando, pressionando. Coração acelera. Respiração ofega. Goza. Geme alto. Pressiona as coxas uma na outra, levantando a perna direita.. Fica por ali mais uns 2 minutos, largada na cama.

Ri.

Levanta, se mete no chuveiro. Tem vontade de começar de novo. Mas, lembra. Melhor nem demorar muito mesmo. Buceta ainda se contrai de leve algumas vezes. Curte. Ri de novo.

Sai, se troca e vai. Feita.

Pequenos Prazeres Biscates: Acordar

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#PequenosPrazeres
por Bianca Cardoso, Biscate Convidada

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Obra de Darli de Oliveira, 2010. Outras obras, aperte aqui

Ele tinha chegado de viagem no início da noite. Eu havia prometido que ia dormir no seu apartamento. Cheguei arrumada, mas estava cansadíssima, só consegui dar uns beijinhos e quando ele levantou para ir à cozinha, dormi. Uma comédia. Mas na manhã seguinte acordei mais cedo e decidi fazer algo para dar as boas vindas.

Ele ao meu lado dormindo, só de cueca. Levantei o cobertor com toda a delicadeza para não acordá-lo, me movimentava bem devagar. Dei um beijo de leve, ele começou a acordar. Então peguei sua cueca e comecei a tirá-la. Ele ainda com sono, meio sem saber se era sonho ou não. Segurei seu pau e comecei a movimentá-lo para cima e para baixo… Bem devagar, olhando para seus olhos ainda sonolentos. Minha língua começou percorrendo a região ao redor, lambendo a parte interna das coxas… Até chegar na base do seu pau, que já estava duro e pronto para receber todos os carinhos que eu poderia dar.

Posicionei-me com o rosto bem em cima de seu quadril, bem na direção onde ele pudesse observar, deixei a bunda bem arrebitada e comecei com longas lambidas, da base até a ponta… Percorrendo todo o comprimento daquele pau, procurando sentir o sangue que corre por dentro dele. Sugando com vontade o líquido que denuncia sua excitação. Chupando primeiro a cabeça, beijando-a, passeando os lábios. Preparei-me para a descida, abri um pouco a boca e deixei que ele entrasse e saísse… Entrava fácil com a ajuda da minha saliva e saía com alguma resistência por causa da pressão que eu fazia, tentando segurá-lo mais tempo dentro da boca. Em intervalos, eu parava de chupá-lo e segurava seu pau com força com umas mãos, procurando manter o ritmo enquanto o assistia se contorcer na cama… Suas mãos tentando alcançar meus cabelos… E sua boca tentando dizer “não pára” entre gemidos. E quanto mais via ele se contorcer, mais eu mexia minha bundinha rebolando… E mais eu brincava com seu pau.

Abri a boca mais uma vez e enquanto escorregava seu pau dentro, passava a língua ao redor, deixava-o todo lambuzado, até o momento em que senti que ele estava mais duro, que seus músculos estavam ficando tensos, aumentei o ritmo e a intensidade das chupadas. E então escutei o gemido profundo, só um. E senti na boca aquele gosto que começa doce na ponta da língua e vai descendo amargo no final, quente e fácil de engolir.

10478212_885847744762498_1294414712196997681_n*Bia Cardoso teve uma curta carreira de escritora erótica entre 2005 – 2007. Esse texto é dessa época, quando ela ainda nem pensava no gozo de hoje. É autora do Groselha News e pode ser encontrada no twitter como @srtabia

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