Pequenos Prazeres Biscates: Orais

Essa quinzena, nas entrelinhas, tem gemidos baixinhos, suspiros, um tanto de saliva, arrepio na pele, sorriso largo, memórias e desejos. Vem com a gente, conhecer nossos pequenos prazeres biscates, hoje temos prazeres orais…

#PequenosPrazeres

orais

Boca, língua, dentes. Febres. Calor. Você passeia pelo meu corpo, morde meus lábios, lábios grossos e molhados. Molho-me. Mordo, me mordes, chupo teu pescoço e deslizo pela orelha, labirinto adentro. Labirinto afora.

Pelos, cabelos, saliva. Tua língua desenha minhas costas, desce, desce mais, quadris, bunda, adentra. Adentro. Penetra-me com os lábios abertos, sinto-te boca, sinto-te toda. Então me beijas com o gosto que vem de mim,  e eu de ti enlouqueço no furor da língua, exploro o céu da boca, lambida, mergulho. Lambo-te, descubro o gosto que escondes embaixo dos lábios, queixo, seios, dedos, umbigo.

Beijo, beijo de novo, mordida, mordo forte enquanto me lava os braços, língua correnteza,  rio que extravasa os poros, suor meu, suor seu, onda que nos leva, redemoinho.

Prazer de lábios, prazer oral, prazer que bebo com sabor desperto, degusto, deleite. Prazer nosso a ser vivido em cavidades e banhos de mar, esse nosso mar que nos cobre, gozo, desaviso, de novo, vem.

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Pequenos Prazeres Biscates: Beijo Grego

Essa quinzena, nas entrelinhas, tem gemidos baixinhos, suspiros, um tanto de saliva, arrepio na pele, sorriso largo, memórias e desejos. Vem com a gente, conhecer nossos pequenos prazeres biscates…

#PequenosPrazeres

Cunete, anilingus, rimming, cuzete, beijo negro, beijo natalistico, beijo baruerense, beijo allanistoico, beijo tianical, tulipa roxa, folhinha verde. SIM, ele, o BEIJO GREGO.

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Disembodied Lips – Julia Randall

Talvez um dos maiores tabus da vida sexual contemporânea média. Pois é, um dos melhores Pequenos Prazeres Biscates, Ele é, sim, o mais castigado pelas convenções. Sujo, imundo, anti-natural…

Expressões de ódio e ojeriza ainda estão pra ser criadas, cada vez mais aviltantes, para designar, por referência, o Beijo Grego. Se foram os gregos mesmo quem o inventaram, pouco me importa… A pluralidade de designações é suficiente pra mostar que origem não é o problema, o que importa é a prática!

Receita simples: 1 cu e 1 boca. Junteo-os e exercite a gosto! Mulher em homem, homem em mulher, mulher em mulher, homem em homem. Não importa a orientação de gênero, nem a identidade de sexo, sequer sexualidade. Sim, o beijo grego é, talvez, o pequeno grande prazer sexual 100% passível de prática entre todos os seres humanos dispostos nesse planeta! Beijo, democracia!

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Disembodied Lips – Julia Randall

Não… esse post não é uma manual de Beijo Grego, para isso convidamos vocês à prática, tampouco um serviço de saúde pública (para isso recomendamos gente especializada, por exemplo, urologistas e ginecologistas). Esse post é, sim, um serviço de felicidade!

O Beijo Grego, esse nosso pequeno prazer, nossa maior expressão Biscate, é a liberdade de se permitir atingir o ponto amplamente negado pela história da atividade sexual. Sim, não se trata simplesmente de ser um cu e uma boca… Trata-se de ser a junção apaixonada desses parceiros anatômicos e fisiológicos.

Pontas de um mesmo sistema, cu e boca (e que fique claro que línguas e dentes – sim, dentes – também participam) promovem o encontro do êxtase… Revelam, em si, a autonomia fundamental: a de se permitir fazer o sexo que tiver vontade!

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Disembodied Lips – Julia Randall

Por isso, amigxs biscates, tome o Beijo grego como um ato de liberdade, como um ato de auto-conhecimento e de conhecimento do parceiro. Não se trata de concessão, de prova de amor… Trata-se de descobri uma fonte de desejo. Beije!

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