Tarsila

Tarsila [ Mercer de Souza] com seus vinte e poucos anos é moradora da cidade de São Paulo/SP [bairro de pinheiros/zona oeste da cidade].

Tarsila [ Mercer de Souza] com seus vinte e poucos anos é moradora da cidade de São Paulo/SP [bairro de pinheiros/zona oeste da cidade].

Tarsila, é uma pessoa que está se esforçando em fazer o que gosta. Escrever é uma delas. Gosta também de outras coisas, como dançar e conversar com árvores.

Tarsila Mercer de Souza. São Paulo, 21/08/2013. foto: Antonio Miotto.

Menstruação

O sangue escuro sobre a pele morena

atesta: é tempo. os ‘quero-queros’ em revoada

fogem, sob o som ardido da dor.

A testa, deitada sobre os joelhos:

sem tempo. Os segundos são espessos.

Os períodos são concretos, a tristeza é agridoce

e física. Na própria lama ela se refaz;

o fluxo do vinho o refluxo dissolve,

cospe sapos e digere leões. Serpentes

escorrem pelas pernas bambas, a beijar os pés

plantados sobre suas próprias terras santas.

….

Sua poesia é uma forma de exercitar e compartilhar um pouco de inspiração.

Você poderá encontrar a Tarsila no facebook.

Tarsila Mercer de Souza. São Paulo, 21/08/2013. foto: Antonio Miotto.

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recado da Tarsila

gostaria que você me desse crédito. Porque eu sou vaidosa, sabe? Sei que tenho que repensar isso e tal. Enfim, eu sei como a internet é, e não vou te processar se você usar um texto meu sem os devidos créditos. Pra falar a verdade eu acho que vou ficar bem feliz de ver os meus textos rodando por aí.

Se você mexer no meu texto, eu gostaria que você assumisse a autoria da mudança. É muito legal quando uma ideia nossa cai no mundo,  com o nosso nome ou não. Mas é ruim quando alguém coloca palavras na nossa boca.  Uma sugestão é falar que você se inspirou no meu texto, por exemplo.

Eu estou fazendo isso porque não acredito em copyright. Se alguém puder aprender algo com o que escrevo, melhor. Se alguém conseguir produzir algo legal mais facilmente com o que escrevo, melhor. Acho até que são objetivos bem ambiciosos de se alcançar. Além do quê, não tem nenhuma grande empresa por trás de mim, e eu atualmente não ganho pelos meus textos (embora eu gostaria de aprender a fazê-lo).

.-..-.-.-.-.-.-.

Fora que eu acredito no livre compartilhamento da inspiração. Vou me achar uma pessoa de imensa sorte se algum dos textos aqui inspirar alguém, e me sentiria uma pessoa horrível se eu tivesse que restringir meus textos em vez de simplesmente deixar as ideias fluirem, o mais livremente possivel. “Voa, passarinho, voa!” me dizia uma amiga minha. Então voa, textinho, voa.

Um (não) poema sobre “fé”

féQuando menina
Ouvi que algum dia
Viria o Homem Bom, de fala mansa
Para que todos fôssemos salvos
E para que o mundo se enchesse de amor
E de luz…

Então por que o que hoje vejo, está mais para treva?

Aqueles que ontem disseram sim
Às palavras que com tanto afinco
Eram pregadas
Hoje dizem não uns aos outros
E cultivam um tipo de ódio
Que de tão maquiado
parece fervor…

Como será o amanhã???
Tenho medo.

Esse ódio maquiado quer se expandir
Para as nossas mentes
Para outras fés
Para os nossas escolhas
Para os nossos olhares
para as nossas leis
E para os nossos ventres…

Quem poderá nos libertar?

Agora eu, mulher
Não espero a chegada do Homem Bom
De fala mansa…
Mas se eu estiver errada e algum dia
Ele chegar
Tomara que ele responda
Se as cruzes pesadas que tanta gente
hoje carrega
Não são nada mais, nada menos
Do que a manutenção de um “paraíso na Terra”
Para que alguns poucos jamais percam
Poder.

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