Alegria Alegria (a moda na minha vida)

Descobri um novo amor: a Moda! E, numa relação de amor e ódio, ontem uma modelo desfilou com a minha primeira estampa. Assumo que estou me sentindo incomodada em passar por toda a pressão de faculdade de novo, é como se tivesse voltando aos 19 anos, quando alguns dias meus giravam em torno do estresse do final do período!

O mais interessante nessa arte que estou é que tudo é muito imediato! Você corre com planos enormes e com poucos dias para execução. Funcionar a toque de caixa, desesperar, criar! Tudo tão unido… No meu segundo desfile (no primeiro apenas fiz cenário), encontrei um frio na barriga que me é tão familiar, mas com uma tonalidade diferente de medo.

Ver sua roupa subir na passarela em meio a artistas que tem muito mais experiência de área, mais conhecimento de área, assusta! Faz muito tempo que só faço o que domino, uma sensação que não existia mais em minha vida profissional era essa. E, ao final, ter que dar a cara a tapa, subindo junto da roupa.

Sou dessas que precisa de novidade para amar sua vida! Estava passando por um momento turbulento e muito difícil, pensei muitas vezes em largar tudo de mão e parar de ter esperanças. Minha vida pessoal teve um baque muito grande, perdi meu chão. Só não desisti porque amigxs foram e colocaram o chão para eu pisar e não cair de vez. Andava por aí meio morta viva, tentando me agarrar em qualquer coisa que me fizesse voltar a viver! Quando vi minha roupa entrar na passarela, voltei a ter fé em mim!Minha estampa teve essa imagem como inspiração. O tema era Tropicália, a música!

Foi uma das melhores experiências que tive, o mais gostoso e importante foi saber que ainda tenho controle sobre a minha vida, nada é tão ruim que possa me derrubar! Posso dizer que, graças ao apoio dos meus amigos e das minhas amigas, consegui seguir em frente, no escuro, até conseguir enxergar essa luz no fim do túnel e ter esperanças novamente!

Termino falando que, da mesma forma que descobri um novo amor, redescobri um amor antigo, que sempre esteve aí por mim, meus amigos e minhas amigas! As vezes coisas ruins acontecem para a gente valorizar tudo de bom que existe em nossa vida!

*Nome do post baseado no tema da minha estampa e do desfile que participei, Tropicália!

Dando um rumo para a própria vida

Convém dizermos que, quando alguém dá um “rumo” para a própria vida, significa que esta pessoa tomou uma decisão ou fez uma escolha que implicará em alguma mudança. E mudar às vezes dá medinho. É um pouco complicado para muita gente adaptar-se ao novo. O futuro assusta e nem sempre temos – ou achamos que não temos – condições de arriscar. Decidi compartilhar por aqui uma experiência minha bem recente que demandará um esforço grande da minha parte.

Eu tenho 23 anos. Daí,  você se pergunta o que uma garota tão nova tem a falar sobre mudanças… Pois, bem. Lá vai! Eu entrei na faculdade muito cedo, mais precisamente aos 17 anos. Escolhi o curso de Letras, que na época, era UM SONHO para mim. Eu adorava (e adoro!!!) ler, ia muito bem em Literatura na escola, dava aulinhas de inglês e tinha certeza absoluta de que era aquilo que eu faria a vida toda. E que aquele era o meu “rumo”.

Hoje eu sei que deveria (e devo) desconfiar sempre de certezas absolutas…

Além desse mundo inebriante das palavras, Arte  sempre me fascinou. Música, teatro e desenho  ocupavam boa parte das minhas atividades. Contudo, era através do desenho que eu expressava tudo que sentia, que aprendia, que vivia. E era ali que eu me destacava. Só que mesmo com tanta gente dizendo: “Cláu, invista nessa área, corra atrás, aperfeiçoe-se”, tive medo. E assim, concluí o meu curso de Letras, aos 20 anos. Fiz de tudo um pouco nesta área: lecionei, revisei, traduzi… Gostei. Só que a tão almejada realização, aquela vontade de fazer isso cada vez mais… Não chegou. Nem com um projeto de mestrado em fase de conclusão.

Adiei um pouco a idéia do mestrado e fui fazer um curso técnico. Mais precisamente, de Design Gráfico. Não encontro palavras para expressar o quanto me apaixonei por cada coisa nova que aprendia, por cada esboço, por cada minuto das aulas de composição, de desenho geométrico, de computação gráfica. Eu respirava aquilo. Fui conhecendo gente, mantendo contatos. Vieram os trabalhos como freelancer e foi ficando difícil conciliar meu emprego fixo e estável como servidora pública e os projetos e as ilustrações. Só que ainda assim, estava feliz por ter a oportunidade de fazer o que gosto.

Pois é. Eu deveria estar engajada com o mestrado, procurando orientadores, escolhendo qual processo seletivo tentar primeiro… Mas ao invés disso, me matriculei num cursinho pré-vestibular semi-intensivo que começará em maio. Vou tentar ingressar em um curso superior de Design ou de Arquitetura – que também me agrada sobremaneira –  numa universidade pública de Sampa. Vou começar do zero numa área totalmente diferente da que me formei. Vou, com um certo atraso, investir naquilo que sempre quis. E não estou cabendo em mim de tanta felicidade!

Espero que meu relato não tenha cansado vocês. Mas, um dos princípios fundamentais para que alcancemos com plenitude a nossa autonomia é ter coragem, sobretudo de mudar. Mudar quantas vezes for preciso, até que consigamos viver de bem com nós mesm@s. E, como vocês bem sabem: biscate é também uma mulher que tem peito ( literalmente ou não) para assumir os riscos que envolvem dar um (ou uns, por que não?) rumo para a própria vida.

E para finalizar, aqui vai uma frase fantástica que o meu amigo Gilson me disse, via twitter: “fazer o que gosta pode não enriquecer, mas ajuda a sorrir”.

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