Nota de Apoio a Monique Prada e às Trabalhadoras Sexuais

Publicado originalmente no
Degenera – Núcleo de Pesquisa e Desconstrução de Gêneros

Nós, que abaixo assinamos, manifestamos nosso apoio a Monique Prada, militante feminista, trabalhadora sexual e presidenta da Central Única de Trabalhadoras e Trabalhadores Sexuais (CUTS). Monique tem sido atacada por grupos que se posicionam contra a garantia de direitos trabalhistas para profissionais do sexo.

Como Monique Prada, inúmeras outras trabalhadoras sexuais e militantes feministas que a elas se aliam nessa luta vêm sendo frequentemente expostas por grupos defensores de políticas de erradicação da prostituição que não só se mostraram ineficazes ao longo da história, como também refletem os projetos políticos dos setores mais conservadores da sociedade. Basta dizer que, no caso brasileiro, o argumento de que prostituição e exploração sexual são indissociáveis já foi publicamente defendido pelo deputado Wilton Acosta (PRB/MS), pastor da Igreja Sara Nossa Terra; e que o relator que propôs a rejeição do projeto de regulamentação das atividades de profissionais do sexo, submetido pelo deputado Jean Wyllys (PSOL/RJ), foi o deputado pastor Eurico (PHS/PE), da Igreja Evangélica Assembleia de Deus.

Reiteramos que a regulamentação das atividades de profissionais do sexo representaria um avanço significativo no combate à cultura do estupro, uma vez que asseguraria melhores condições de trabalho e segurança para trabalhadoras e trabalhadores sexuais, fortalecendo também a luta contra a exploração sexual de mulheres, crianças e adolescentes.

Assinam esta Nota:

Degenera – Núcleo de Pesquisa e Desconstrução de Gêneros / Uerj

Anis – Instituto de Bioética

Biscate Social Club

Blogueiras Feministas

Centro de Referência em Direitos Humanos, Relações de Gênero, Diversidade Sexual e Raça (CRDH/Nupsex)

Coletivo Davida

Coletivo Não Me Kahlo

Edis – Núcleo de Estudos em Diversidades / UFAL

Equipe de Coordenação das Blogueiras Feministas

Geni – Grupo de Estudos de Gênero, Sexualidade e/m Interseccionalidades / Uerj

Grupo Identidade, Campinas

LADIH – Laboratório de Direitos Humanos / UFRJ

Marcha das Vadias do Rio de Janeiro

Mulheres Guerreiras

Nudes – Núcleo de Estudos em Discursos e Sociedade / Programa de Pós-graduação em Linguística Aplicada / UFRJ

Nupsex – Núcleo de Pesquisa em Sexualidade e Relações de Gênero

Observatório da Prostituição / Laboratório de Etnografia Metropolitana-LeMetro – IFCS / UFRJ

Nusex – Núcleo de Estudos em Corpos, Gênero e Sexualidade do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional/UFRJ

Roda Feminista / Uerj

Transgride – Núcleo Transdisciplinar de Estudos em Gêneros, Sexualidades, Cultura e Relações Étnico-Raciais, FND / UFRJ

TransRevolução
Amara Moira, travesti, putafeminista

Aricelina Gomes,  APROSPI – Associação das Profissionais do Sexo do Piauí

Aurilene Soares, AMUPS – Associação de Mulheres Profissionais do Sexo, Queimados/PB

Carmem Costa, Grupo Liberdade/PR

Cida Vieira, APROSMIG – Associação de Profissionais do Sexo de Minas Gerais

David Soares, Doutores da Prevenção – Campina Grande/PB

Diana Soares, ASPRORN – Associação de Profissionais do Sexo do Rio Grande do Norte

Eliane de Castro Melo, coordenadora do CIPMAC – Centro Informativo de Prevenção, Mobilização aos Profissionais do Sexo

Elizabeth Pereira, APROCE –  Associação de Prostitutas do Ceará

Fátima Medeiros, APROSBA – Associação de Profissionais do Sexo da Bahia

Georgina Orellano, AMMAR – Asociación de Mujeres Meretrices de la Argentina

Indianara Alves Siqueira, TransRevolução

Ivanete Bezerra, DASSC – Dignidade, Ação, Saúde, Sexualidade e Cidadania- Corumbá/MS

Irene dos Santos, Articuladora das Trabalhadoras Sexuais de Sergipe

Jacqueline Brasil, ATREVIDA – Associação de Travestis Reencontrando a Vida/RN

Juma Santos, Tulipas do Cerrado, DF

Leonisia Santo, APROSEP- Associação de Profissionais do Sexo de Picos/PI

Roberta Torres, Movimento TransLegau, Nova Floresta-PB

Sebastiana dos Santos, APAM – Associação das Prostitutas do Amazonas

 

Adriane Pereira, estudante de psicologia, RJ

Alline de Souza Pedrotti, tradutora, RJ

Amana Mattos, professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, coordenadora do Degenera/Uerj

Amanda Rastelli, psicóloga e pesquisadora do Gepesp (Iav/Uerj)

Barbara Gomes Pires, doutoranda do PPGAS, Museu Nacional, UFRJ

Carolina Bertol, doutoranda em psicologia social (PUC-SP)

Carolina Maia de Aguiar, mestranda do PPGAS, Museu Nacional, UFRJ

Caroline Cavassa, jornalista, Roma, Itália

Caroline G., publicitária e ativista, RJ

Clarissa Godoy, educadora, RJ

Claudielle Pavão, professora de história do município do Rio de Janeiro

Debora Diniz, professora da Universidade de Brasília e pesquisadora da Anis – Instituto de Bioética

Erika Natasha Cardoso, doutoranda em História (PPGH/UFF), pesquisadora-bolsista na FBN (PNAP), com ênfase em estudo sobre o sexo e suas representações

Fátima Lima, Nudes/PP

Gabrielle Sales Ferreira, estudante, RJ

Geisa Ferreira do Nascimento, pedagoga, RJ

Giovana Xavier, professora de Ensino de História, UFRJ

Heloisa Melino, advogada ativista, feminista interseccional, doutoranda em Direitos Humanos, Sociedade e Arte (PPGD/UFRJ)

Henrique Marques Samyn, professor da Uerj e colaborador do MundoInvisivel.org

Iasmin Rocha da Luz Araruna de Oliveira, historiadora, RJ

Isabella de Mendonça Nunes, RJ

Izabel L. Ramos Moreno, publicitária, RJ

Jacqueline Ribeiro, historiadora, Degenera/Uerj

Joyce Costa Barbosa, analista socioambiental, RJ

Kathleen Feitosa, militante feminista e antiproibicionista, RJ

Laila Queiroz de Souza, pós-graduanda em Violência Doméstica (PUC-RJ)

Leticia Calhau Freitas, educadora social, RJ

Leticia Naves, associada da Anis – Instituto de Bioética

Liliane Gusmão, arquiteta, ativista, QC, Canadá

Lina Arao, pós-doutoranda, UFRJ

Luciana Holanda Nepomuceno, Professora da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, RN

Luisa Dantas Soler, advogada, especialista em gênero e sexualidade, graduanda em ciências sociais IFCS/UFRJ

Luisa Lorena Neto de Oliveira, assistente de DP, RJ

Maíra Rocha, arquiteta, RJ

Maria Clara Drummond, RJ

María Elvira Díaz Benítez – PPGAS/Museu Nacional/UFRJ

Maria Luiza Rovaris Cidade, psicóloga, RJ

Mariana dos Reis Santos, professora do Instituto Benjamin Constant e doutoranda em Educação, RJ

Mayra Okamura, estudante de psicologia, Uerj

Raisa Ramos, comunicadora da Anis – Instituto de Bioética

Sinara Gumieri, pesquisadora da Anis – Instituto de Bioética

Valéria de A. M. Forti, psicóloga e professora aposentada, RJ

Vanessa Dios, diretora-executiva da Anis – Instituto de Bioética

Vanessa Oliveira Batista Berner, professora associada da Faculdade Nacional de Direito (FND/UFRJ), coordenadora do LADIH/UFRJ

Vanessa Fonseca, doutoranda em psicologia pela UFF, Degenera

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Um Beijo do Asfalto

Por Patrícia Valim*, Biscate Convidada

Texto publicado originalmente na Revista Artigo 5o

8 de março de 2016: durante os idos de 2006-2008, um grupo de delegados da polícia federal, ligados ao Protógenes, me convidou para escrever sobre feminismos na revista cultural deles: Artigo 5º. Um dos textos publicados me rendeu alguma apurrinhação dos machistas de plantão e um telefonema da prostituta Gabriela Leite. Conversamos durante um tempo e no final ela me agradeceu pela resenha que publiquei do livro dela e por não ter perguntado o que ela faria se suas filhas decidissem ser prostitutas. Dois anos depois ela faleceu. Aos que tiverem tempo e paciência:

Um Beijo do Asfalto

Jean-Paul Sartre escreveu, em A Náusea, que para o acontecimento mais banal virar uma aventura, é preciso começar a contá-lo: é o que faz Gabriela Leite em seu livro de memórias Filha, Mãe, Avó e Puta: a história de uma mulher que decidiu ser prostituta, lançado recentemente pela editora Objetiva. Não que sua trajetória seja banal. Muito pelo contrário, pois Gabriela Leite, 57 anos, fundadora da ONG Davida, de onde saiu a simpática e badalada grife Daspu, dedica-se há mais de duas décadas à causa da profissão que ela decidiu exercer desde os idos finais da década de 60, quando trabalhava em uma grande empresa e à noite cursava Ciências Sociais na USP. Escolheu ser prostituta não porque precisasse. Filha de uma dona de casa interiorana e conservadora, e de um crupiê afetuoso de família aristocrática, após a separação de seus pais, Gabriela mudou-se com sua mãe e irmãs para a periferia de São Paulo e foi criada para casar-se virgem, ter filhos, uma cozinha planejada e ser feliz para sempre. Destino reservado para a maioria das boas moças de sua geração, que Gabriela decidiu subverter porque queria fazer a sua revolução pessoal, lutando contra o conservadorismo da família e da sociedade paulista através da grande obsessão da contracultura: o sexo.

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Em um momento vertiginoso e caótico dos anos difíceis da ditadura militar no Brasil, após as aulas na universidade, Gabriela freqüentava o bar Redondo, na Praça Roosevelt, porque se sentia deslocada tanto entre os que pegavam em armas para lutar contra a ditadura, militantes da esquerda, como entre os que radicalizavam na ponta inversa desse processo: os CCC (Comando de Caça aos Comunistas) e os militantes da TFP (Tradição, Família e Propriedade), em sua maioria estudantes do Mackenzie na Maria Antônia. Foi em busca de sua identidade no reduto dos que teorizavam a revolução sexual, que Gabriela conheceu um diretor teatral engajado com quem ela deixou de sentir o fardo de “ser virgem no meio dos modernos”. Gabriela perdeu o fardo, a virgindade e ganhou uma enorme frustração ao constatar o limite da modernidade possível de seu primeiro parceiro sexual, que além de desdenhar de sua virgindade, contou o episódio para todos os convivas do Redondo.

A frustração dessa experiência, no entanto, foi decisiva para que Gabriela procurasse outros caminhos e outras possibilidades de fazer a sua revolução pessoal. Mudou de ares. Passou a freqüentar o reduto do samba em São Paulo. Apaixonou-se por um sambista – “o primeiro homem que a tratou como uma verdadeira mulher” -, engravidou quando a pílula já significava liberdade feminina e decidiu que seria mãe solteira. Depois de quase um ano do nascimento de sua primeira filha, trabalhando no ABC paulista e morando com a mãe cada vez mais repressora, Gabriela largou tudo para dedicar-se à prostituição na boca do lixo de São Paulo. A partir desse momento, Gabriela Leite nos brinda como uma narrativa generosa, inteligente e extremamente esclarecedora sobre o cotidiano da vida de uma prostituta do baixo meretrício em algumas capitais do Brasil.

Diferentemente do que se costuma imaginar, o cotidiano dessas mulheres retratado no livro é muito mais complexo do que os dois pólos opostos com os quais até hoje se enxergam as prostitutas: a romantização, como no filme Uma linda mulher, no qual a prostituta espera pelo príncipe encantado que irá redimi-la de seu passado por suposto obscuro, e o discurso da vitimização, cuja relação de dominação lhe é subjacente.

Como diria Caetano Veloso: nem uma coisa, nem outra, ou muito pelo contrário, pois Gabriela Leite quebra tabus ao nos mostrar sem pudor que a profissão pode ser sim alegre, divertida e prazerosa. Trata-se, no entanto, de uma profissão que embora não seja regulamentada, tem um código de ética cujo ponto de partida é o “não se apaixonarás por seu cliente”. Gabriela Leite hoje em dia é uma prostituta aposentada, casada com o jornalista Flávio Lenz, irmão da poeta precocemente falecida Ana Cristina César.

A relação do casal começou em uma ONG onde ele trabalhava desenvolvendo parcerias ligadas aos direitos das prostitutas; causa que Gabriela milita desde os anos oitenta. Flávio nunca foi um cliente. Tampouco o pai de sua segunda filha, que é fruto de uma outra paixão, quando Gabriela ainda estava em São Paulo. Flávio foi o amigo que se transformou no companheiro de vida e de militância porque nunca demonstrou preconceito com as escolhas de Gabriela.

No entanto, o casal sofreu com a reação de algumas pessoas próximas, que militavam com eles na ONG. Como diz Pedro Juan Gutiérrez, a realidade não tem obrigação de ser convincente, ela pode ser dar a certos luxos, como, por exemplo, o relacionamento entre uma prostituta do baixo meretrício e um intelectual do baixo Gávea, que à época era casado com Regina, amiga de ambos até hoje.

A esse respeito Gabriela afirma “é claro que eu estava de novo quebrando um tabu. Estava namorando o ex-marido da minha amiga, sem brigar com ela e tampouco a traindo. Isso incomodava muita gente, especialmente as mulheres”. Nesse ponto da narrativa Gabriela trata do preconceito das mulheres com as próprias mulheres, que às vezes são tão ou mais conservadoras que certos homens ao lidar com a sexualidade e o clássico fetiche em torno das prostitutas.

Esse é um livro que vale quanto pesa, porque Gabriela Leite quebra outros tantos tabus ao mostrar que não é e nem nunca quis ser a Júlia Roberts. Também não é a Gabriela de Jorge Amado, eternizada nos versos de Caymmi “eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim … Gabriela”. Gabriela Leite é única, porque subverteu seu destino manifesto e fez sua revolução pessoal fazendo sexo e militando na causa da prostituição para que muitas outras mulheres possam cantar seus nomes próprios em alto e bom som: Alessandras, Luizas, Terezas, Marinas, Mathildes, Júlias, Reginas, Fernandas, Simones, Ritas, Cidas, Veras, Patrícias, Marias, Anas, Amélias … Pode-se até discordar dos métodos com os quais ela fez sua revolução pessoal, mas é preciso respeitá-la por sua trajetória. Afinal, o Brasil já pode dizer que a Gabriela Leite também é mulher de verdade.

12346530_10208354620448331_192542302382295802_nPatrícia Valim, mãe de Ana, Maria e Bento e avó de Maria Antônia. Professora de História da UFBA

Rainha Lilith

Lilith

Rainha Lilith, seu nome vem da criação do mundo cristão, a mulher que deus fez em igualdade com o homem e não aceitou ser submissa a Adão. Seu trabalho um tanto quanto polêmico, prostituta, mas não da forma que estamos acostumadas a ver por aí. Ela não faz qualquer sexo por dinheiro, ela trabalha com inversão e tortura, uma dominatrix. Aí começa minha dúvida, antes de conhecê-la via a profissão como algo que subjuga a mulher, fazendo-a menor e inferior aos homens que a pagam, mas, nessa história, vejo uma relação de homens inseguros, sem coragem de se mostrar como são realmente. Seus desejos são errados ao olhar de suas companheiras, como é difícil falar de sexo abertamente hoje em dia. O que sei é que a prostituição ainda é um assunto muito complexo, uma bandeira que não sei se levanto é pela profissionalização, mas há necessidade de se falar de segurança, de como essas mulheres são tratadas por seus cafetões. Vamos ler as histórias da Rainha Lilith, essas histórias nos fazem rever o clichê da prostituta, repensar em muitos preconceitos jogados nessa profissão. Ela conta que começou a fazer inversão para ganhar dinheiro por falta de grana, já gostava de inversão e sadismo no sexo, então decidiu usar disso para ganhar dinheiro. “Um dia, encontrando um cara que conheci na internet, contei que andava sem emprego, no final do sexo, o cara me deu um dinheiro de presente. Me perguntei se pessoas pagariam para esse tipo de serviço.” Ela trabalhou por pouco tempo com cafetão, por mais ou menos 6 meses, o cafetão era um safado, de acordo com Lilith, o dinheiro cresceu os olhos do cafetão, querendo que ela trabalhasse como louca, sem descanso, horário para almoço, atendendo mais de 5 clientes por dia. “Pode não parecer, pois não ‘dava’ para ninguém, mas me cansava muito, então não podia atender tantos clientes quanto ele desejava.” Mas como ela era a única dominatrix de Juiz de Fora, o cafetão queria conseguir o máximo possível de dinheiro com ela, muita procura e muito dinheiro em jogo. Dinheiro de vereadores, juízes, médicos, pessoas públicas e conhecidas na cidade, ela atendia pessoas vistas como acima de qualquer suspeita, pessoas que nunca a população imaginaria que procure esse tipo de serviço. A procura vinha graças a casamentos tradicionais com mulheres que não entenderiam seus desejos como apenas uma forma alternativa de prazer. Muitos clientes inclusive conversavam no final da sessão sobre a vida, conselhos e inseguranças, procuravam além da inversão a comunicação, não ter conversa com suas esposas também era frustrante. Apesar de existir o clichê de que prostitutas usam drogas, ela nunca usou drogas, conheceu muitas outras prostitutas que não usavam, mulheres que nem fumar cigarro fumavam. Então é necessário falar que não são todas mulheres perdidas em vícios, alimentando esse vício com dinheiro de prostituição. Lilith fala que essa ligação é um preconceito, muitas mulheres tem a prostituição como um emprego, igual ser manicure, diarista ou qualquer outra profissão. Queria deixar aberto esse espaço para diálogo entre a Rainha Lilith e xs leitorxs do BSC, assim como eu, sei que todo mundo tem a curiosidade de entender a realidade da prostituição, falada por quem realmente vivencia toda essa realidade. Estaremos disponíveis a responder perguntas sempre que possível via comentário e pelo meu e-mail.

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