Silvia

Na cidade de São Paulo, cidadãs descobrem que a bicicleta é também um meio de transporte. Leia a entrevista com a educadora física Silvia Oliveira, de 31 anos e moradora do bairro de Campo Belo.[zona sul]

foto: Antonio Miotto

foto: Antonio Miotto

1-Por que você escolheu a bicicleta como meio de transporte?

“escolhi a bicicleta, como meio de transporte por perceber quanto tempo eu perdia no trânsito.”

2. De modo geral, a saúde melhorou depois que começou a pedalar? O que melhorou exatamente?

“melhorou sim e muito! passei a ter muito mais fôlego, minhas pernas ficaram beeem mais fortes, e eu passei a me sentir bem mais alegre, bem humorada e de bem com a vida!”

Foto:  Antonio Miotto

Foto: Antonio Miotto

3. Se uma pessoa que está pensando em usar mais a bicicleta no dia a dia perguntasse a você: “E aí, o que tem de bom em pedalar em cidade grande?”, o que você responderia?

“como passar a vivenciar a cidade de maneira mais humana, mais intima e verdadeira. sua vida passa a ter mais cores, sons, passa a ser mais vida! fora q vc passa a ter mais folego, condicionamento fisico e pernas incriveis! [risos]”

Foto: Antonio Miotto

Foto: Antonio Miotto

obs. hoje, segunda-feira, ocorre o encontro entre algumas as paulistanas que caminham e pedalam, conhecido como “miça” [ um trocadilho para o hábito de beber com as amig@s em algum bar de esquina…]

Renata

“Conversamos” com Renata Oliveira (neta de DORA), ex-moradora do bairro do Itaim [ extremo leste de São Paulo ], que usa e abusa de suas poesias no dia a dia da cidade com dimensões superlativas.

Foto: Antonio Miotto

Foto: Antonio Miotto

Balança meus cabelos
Refresca meu cheiro
Bala roubada no beijo
Bálsamo sobre meus medos
Beleza que bane minha tristeza
É você!
Que fala a língua dos meus ouvidos
que faz minar amor
Dos meus dias amargurados
Do pior dia
Só você mesmo
Extrai alegria
Bálsamo da minha vida
Desamarra as cordas do meu peito
E faz brotar notas doces
Num tom assim
Como o da tua voz
Dizendo pra mim.. tranquilo
Bálsamo lindo
Enfeita meu dia com o teu riso
Balança toda minha vida
Com um cheiro de não me deixa…
Que não me deixa
E fica.

Luiza ERUNDINA

Foto: Antonio Miotto

Luiza Erundina no CEU Perus (Foto: Antonio Miotto)

Luiza Erundina, deputada federal e ex-prefeita de São Paulo, participou do evento no dia 11 de abril: diálogos com a comunidade no Centro Educacional Unificado (CEU) PERUS, na Zona Norte. O tema do evento foi “Ditadura Militar no Brasil – 50 Anos do Golpe de 1964 – Conhecer para não repetir.”

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Momento histórico, com direito a choro e emoção, cantando Vandré e até tietagem, com muita honra!!! Ditadura nunca, nunca mais!! (Foto: Antonio Miotto)

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Luiza Erundina (Foto: Antonio Miotto)

Alguns depoimentos

Sobre o processo que culminou com a eleição de Luiza Erundina, a primeira prefeita de São Paulo:

“Fizeste parte da histórica Revolução dos Bagrinhos, onde as base enfrentaram a direção, garantiram a indicação da Luiza como candidata e com o boicote da dita direção, as bases foras para as ruas, de casa em casa e voto a voto elegeram uma mulher pobre e nordestina como prefeita da maior cidade da América Latina.”

“Que conquista! E se não me engano em cima do Maluf cuja vitória nas pesquisas por mais de 5 pontos a globo cantou até a véspera. Tive o prazer de contar esta história para os meus filhos e na sexta apresenta-los a Luiza e ela a eles.”

O governo de Luíza Erundina, e sua opção política de governar com e para a periferia da cidade:

“Erundina foi pioneira na implementação de um projeto de governo voltado para o social, e a cultura e as artes eram eixos prioritários.”

“Foi uma vitória e um governo dos movimentos sociais e populares. A periferia pela primeira vez venceu, constituiu identidade. Foram os primórdios deste hoje vivo e pulsante movimento artístico e cultural que hoje está revolucionando as periferias.”

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(Foto: Antonio Miotto)

LU’Z Ribeiro

É Lu’z, do início ao todo. A poetisa paulista LU'Z RIBEIRO, poetisa com seus 25 anos e moradora do extremo sul da cidade e autora do livro de poesias Eterno Contínuo. Foto: Antonio Miotto

É Lu’z, do início ao todo. A poetisa paulista LU’Z RIBEIRO,  com seus 25 anos e moradora do extremo sul da cidade e autora do livro de poesias Eterno Contínuo. Foto: Antonio Miotto

Desta Manhã – por Lu’z Ribeiro

Nasceu na Luz um carinho, 

bairros antes surgiu um olhar.

Conheci a Cracolândia e vi que ali nada há,

Praça Júlio Prestes e eu prestes a duvidar,

de um querer de outras datas.

A cidade me viu como prova o universo me cedeu à lua, 

que me seguiu e me atingiu a alma. 

Eu estava cheia de luz, 

tão tão tão que se fez

tum tum tum. 

Suspeitei, que todos ouviam essa batida 

estalei os dedos pra disfarçar. 

Passos trôpegos me fizeram brincar com o chão 

(não me pega, não me pega não).

Meu andar acelerado inibiu o [seu] só vislumbrar.

Olhar atento e vago.

meu peito cheio… De ar?

Eu tive asas ontem, inúteis 

eu queria ser parada e sentir a brisa fria.

Curiosidades, curiosas e sabidas.

A inocência se fez, eu vi bonecos nas nuvens, 

essas que nem se faziam.

Eu me fiz feliz por esquecer, 

mas durou só até o metrô onde desconhecidos se (des)conhecem.

Eu queria falar, sorrir e dançar, 

mas temendo o novo, fiz silêncio.

Já em casa as cores da parede geraram cobrança:

– preciso de um herói pra dormir!

Lembrei-me de Pandora, 

ainda há esperança!

Luz Ribeiro Lança livro

Caminhada e ato pela libertação dos presos do albergue vivência

Lembrete aos leitor@s:

(…) Daqui, das páginas do BiscateSC, afirmo (ainda que só em meu nome) que estamos aqui sempre para colocar o bloco na rua para lutar por liberdade e democracia. […] Já não bastava a violência da polícia para enfrentar? (…)

(…) Agora, a esquerda — ou o que sobrou dela — terá que estabelecer uma pauta mínima de consenso para não deixar que um direito legítimo dos trabalhadores e uma pauta da esquerda não seja sequestrada, saqueada e transformada em mais violações de direitos humanos e opressão para os trabalhadores, negros, mulheres, LGBTs e demais minorias. (…)

……………………………………….

História:

No dia 30 de Dezembro de 2013, usuários do Albergue para a população de rua Vivência, no bairro Canindé (região central de SP) levantaram-se contra as condições precárias do local, onde há banheiros sujos, entupidos e sem água, corredores inundados, a alimentação é oferecida vencida e o local está infestado por pragas, insetos e doenças. O serviço que deveria oferecer condições minimamente dignas de vida para estas pessoas extremamente vulneráveis. No dia 01/01/2014 foi decretada a prisão preventiva de 4 dos moradores que participaram do protestos [30/12/13], Alexandro, Hudson, Vantuir e Enmanuel.

Padre Júlio Lanceloti [da pastoral de rua e militante de Direitos Humanos] - Foto: Antonio Miotto

Padre Júlio Lancelloti [da pastoral de rua e militante de Direitos Humanos] – Foto: Antonio Miotto

No final da tarde de ontem [03/01], liderados pelo Padre Júlio Lancelloti [da pastoral de rua e militante de Direitos Humanos], ativistas sociais realizaram caminhada e ato pela libertação dos presos do albergue vivência.

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Leia mais também aqui.

Miosótis

Entrevista-depoimento com/da MIOSÓTIS*

Contra a violência as mulheres. São Paulo, 23/11/2013. foto: Antonio Miotto

Foto: Antonio Miotto

#fimdaviolenciacontramulher :

” Nome fictício:  (é uma flor.)

Situação: 19 anos, sem emprego, sem filhos, e sem relação com o agressor.

Relato da violência: Estava voltando para casa (4 km de caminhada a 4 anos) quando ao terminar de atravessar uma das ruas, um carro bateu em mim. O meu antebraço ficou encaixado no carro (meu corpo ficando em cima do capô) até ele parar, mais ou menos uns 100 metros do local da pancada. Depois, vários motoboys me ajudaram ligando pra minha família e depois ligaram para a SAMU. Estava muito mole e tentando recobrar a memória, mas ainda não estava sentindo dor alguma. Por alguma razão, que ainda tento entender, não quis processá-lo. Ele pedia muitas desculpas, mas continuava com um discurso de que eu também estava errada por estar a pé, por estar sozinha e estar andando à noite. Total imbecilidade. No hospital, apesar de terem tirado Raios-X do meu corpo, disseram que eu não havia quebrado nada. Uma semana depois voltei por sentir dor no antebraço, aí descobri que estava quebrado. Depois disso tudo fui a um hospital particular e engessei o braço e fiquei uns três meses achando que o osso iria calcificar, mas não havia jeito. Depois de quase cinco meses depois do acidente (até marcar e fazer todos os exames demora…), tive que fazer uma cirurgia de enxerto de células ósseas, do meu próprio quadril. Depois fiz um mês de fisioterapia e o braço parece bem melhor.

Situação do processo: Não o processei, mas ainda estou juntando as coisas para receber o dinheiro do seguro obrigatório do carro, que cobre acidentes, o DPVAT.

Opinião da vítima sobre o atendimento recebido: o posto de saúde falhou muito ao me mandar para casa com o antebraço quebrado sem eu saber. Isso agravou o estado do meu antebraço, pois se soubesse na hora, daria para colocar o antebraço no lugar e não perderia todo esse tempo com dor.

De que forma a violência contra a mulher te atingiu/atinge?
Hoje, vejo a agressão que sofri com um atentado a vida, com justificativas machistas. Hoje, não sofro violência física, mas psicológica, às vezes, como provocações quando caminho onde tem avenidas movimentadas, e antes quando pedalava.”
……………………..
*Texto originalmente publicado em novembro de 2010

Maria Medalha

Maria Medalha

Medalha ou Maria Medalha é como se apresenta a moradora em situação de Rua. Habita as ruas[ bairro da liberdade em São Paulo] há mais de 10 anos e aos 44 anos reforça com enfâse que está solteira. Abomina os albergues[ espaços destinados a abrigar as e os moradores em situação de rua], se alimenta e cuida da higiene pessoal na Associação Minha Rua Minha Casa [lá trabalha como voluntária, e vez por outra também dorme por lá].

Maria Medalha

“Maria, Maria
É um dom, uma certa magia
Uma força que nos alerta
Uma mulher que merece
Viver e amar
Como outra qualquer
Do planeta

Maria, Maria
É o som, é a cor, é o suor
É a dose mais forte e lenta
De uma gente que rí
Quando deve chorar
E não vive, apenas aguenta

(…)” Milton Nascimento

Maria Medalha Maria Medalha

obs: as fotos aqui publicadas, foram reveladas e entregues à Medalha.

O casamento da Paula e Daniel

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O casamento da Paula e do Daniel foi dia 13 de julho, em uma cerimônia aberta no segundo platô da Praça das Corujas (Praça Dolores Ibarruri – Bairro de Pinheiros em São Paulo).

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Paula Aftimus é jornalista, apaixonada por futebol, cinema e pessoas que se arriscam em busca de algo em que acreditam. Trocou o carro pela bike – e longas caminhadas; a coleção de calças jeans por muitos vestidos e os amigos chatos por estranhos loucos que a gente encontra por aí (e que logo estão jogando Imagem & Ação em casa). Afinal, por que desejar segurança quando se pode sonhar com aventuras?

Daniel Santini é jornalista, coordenador da agência da de notícias Repórter Brasil, e mantém um blog de jornalismo de dados sobre cidades no site ((o)) eco.

Rafaelita

“Seu rosto é o rosto da mãe Africa, sempre pronta a nos abraçar, com sorriso no rosto e alegria no olhar.”

RAFAELITA, Mulher, migrante, empregada doméstica, moradora de cortiço, com 2 filhos já em universidades públicas, [usp e unifesp] e com seus 64 anos é uma entusiasta defensora do reaproveitamento dos alimentos.

Lembrando que em 25 de julho será comemorado o Dia Internacional da Mulher Negra na América Latina e Caribe, reflita sobre a importância da instituição deste dia:

1. A Mulher negra é vitima de uma dupla discriminação: de gênero e de raça em todos os países da América Latina, tanto na cidade como no campo. Portanto, a trabalhadora rural negra é vitima de mais uma discriminação;

2. As mulheres negras chegam a receber mensalmente cerca de 66% menos nos salários quando comparados com os homens não negros principalmente no Brasil, na Colômbia e na Venezuela;

RAFAELITA

3. A grande maioria das mulheres, 93%, encontram-se no trabalho domestico, o que representa 8 milhões de pessoas; destas 80% não possuem a formalização do vínculo empregatício;

4. Estes problemas enfrentados pelas mulheres negras brasileiras fazem parte, com poucas diferenças de fundo cultural e históricos, da vida de suas irmãs nos demais países da América Latina e do Caribe.

RAFAELITA

E você o que fará dia 25 de julho?

Femenagem: CLEONICE, presente!

“Quem era essa mulher? | Se é arma e não é letal então porque Cleonice Vieira de Moraes, de 54 anos, gari, morreu, durante o trabalho, enquanto tentava se proteger, intoxicada pelo gás lacrimogêneo lançado pela Polícia Militar contra manifestantes em Belém, no Pará? Uma rua, avenida, praça, ponte, um viaduto, estádio ou cartaz sequer levará o nome de Cleonice? O sindicato fará uma femenagem pra Cleonice? O Estado vai indenizar a família pela morte de Cleonice? Pobre Cleonice!” Ruivo Lopes

7º ato contra o aumento do transporte público, 20/06/2013

7º ato contra o aumento do transporte público, 20/06/2013

Relembrar os atos políticos contra o aumento da passagem dos transportes coletivos [em SP] é um das formas da femenagem.

7º ato – 20/06/2013

7 ato contra o aumento em SP

7 ato contra o aumento em SP7 ato contra o aumento em SP

7 ato contra o aumento em SP7 ato contra o aumento em SP

7 ato contra o aumento em SP

6º ato – 18/06/2013

6 ato contra o aumento das passagens 18062013

6 ato contra o aumento das passagens 18062013

6 ato contra o aumento das passagens 18062013

5º ato – 17/06/2013

5 ato contra o aumento das passagens 17062013

5 ato contra o aumento das passagens 17062013

5 ato contra o aumento das passagens 17062013

4º ato – 13/06/2013

Quarto protesto contra o aumento da tarifa do transporte públic

En la lucha de classes
todas las armas son buenas
piedras
noches
poemas

Paulo Leminski

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