Festas de fim ano e o relógio biológico

Minha família nunca foi uma família muito ¨normal¨, na casa da minha mãe, só entra namorado meu ou da minha irmã depois que temos certeza que vamos passar um bom tempo com ele. Ou seja, quando há pelo menos um ano de namoro, eu levo o namorado pra casa, ele fica incomodado, sem graça e depois não volta. Na casa da minha mãe não se dorme com namorado, há uma regra muito confusa para a minha cabeça: filhas e filhos não fazem sexo lá.

Na casa do meu pai, sempre foi mais na bagunça, namorados vão pra lá, dormimos com eles, sem muito estresse, sempre todo mundo muito liberal. Desde que voltei a frequentar a casa de meu pai, levei os namorados, nada de dormir um separado do outro, nada de hipocrisia, casal dorme junto, é normal e saudável.10881569_580749158735512_3254406835003859872_n

Pra falar a verdade, meu pai e minha mãe tem uma cabeça muito boa em questão de casamento, gravidez e estudos, nunca fui pressionada por nenhum dxs 2 a ser mãe ou casar. Sei que não é muito comum ouvir mulheres feministas falarem que, em festas de fim de ano, não ouve nenhuma pergunta sobre filhxs e casamento, eu até ouço, mas não de meu pai ou minha mãe. Sempre tem aquelx familiar intrometidx que acredita que meu relógio biológico tá correndo e que eu preciso logo casar e ser mãe. Eu tenho o costume de balançar a cabeça e pensar em coisas que preciso fazer, ou se vou repetir um prato da mesa da ceia, ou já to beuba e nem presto atenção, só rio o tempo todo.

Mas, uns 2 anos atrás, numa festa em família na casa do meu pai, me perguntaram de filhos e casamento. Entendam, nesse exato momento, eu tinha acabado de terminar um relacionamento longo, não tinha nem planos de casar com ninguém. E, se você está solteira por opção, você vira uma ET em festas de família. Nessa conversa, tinha um casal da família e uma familiar divorciada e que nunca teve filhxs. Eu e essa familiar explicando que, às vezes, não ser mãe pode ser muito bom, tão bom quanto é ser mãe pra outras mulheres. O casal tentando me mostrar que a minha vida profissional não iria acabar se eu fosse mãe e esposa. Afinal, você sempre está tentando equilibrar a vida profissional com o grande sonho da maternidade. Mas eu não estava, eu nem sabia se queria ser mãe. Isso era o que elxs não entendiam, enquanto nós duas falávamos que ser mãe não era o sonho de toda mulher, elxs negavam cada frase nossa falando de, ¨alguém para nos apoiar na velhice¨ e outras frases típicas pra justificar a necessidade de ter filhxs.

E essa conversa durou bastante, até a hora em que eu desisti de tentar explicar minhas opiniões e fui ficar beuba. Pois vi que nada iria mudar, voltei ao que sempre faço em festas de família: balançar a cabeça e pensar em qualquer outra coisa. E, se eu fosse sonhar com um futuro parecido com de alguém da família do meu pai, seria com uma vida como a dessa minha parente divorciada e sem filhxs. Sempre foi livre, fala alto, fala palavrão, bebe, viaja e se diverte muito em todas as festas de família. E sempre a achei a mais divertida e a mais simpática da família.

Dois anos de mudanças

Time may change me
But I can’t trace time

Falar sobre como o Biscate Social Club fez a minha vida passar por mudanças é meio difícil. Eu passei a enxergar o mundo de forma diferente desde o momento em que comecei a escrever para o Biscate e o mundo começou a me enxergar diferente. Acho que passei a me preocupar menos com o julgamento das pessoas com o que faço de minha vida. Fiquei mais livre, assumo meus gostos, minhas atitudes, minha vida sexual, meus sentimentos. Parei de ter medo de me mostrar nas redes sociais. Sempre me preocupei em não causar incomodo entre minha mãe e meus familiares, mesmo sabendo que para ela não fazia diferença o que qualquer umx falasse, ficava mais quieta, não retrucava comentários preconceituosos, misóginos, homofóbicos de certas pessoas da família.

Hoje em dia, apostei na postura de me afirmar! Ser sincera, tentar ao máximo não ser artificial. Não preciso afirmar coisas que não são realidade. Fiz isso quando assumi que amava funk aqui no Blog. Foi uma forma de me soltar das amarras de “mulher acadêmica e elitista” que me colocaram sem a minha escolha.

Também fiz isso quando comecei a falar sobre minha vida sexual mais abertamente. Fiz isso pela primeira vez no especial #erotismoemnos, quando falei da minha vida sexual com meu ex. E não foi o único, fiz um sobre minha ligação com o meu atual namorado, Wesley, como o sexo nos traz confiança e companheirismo. Também foi por aqui que me dei o direito de falar sobre liberdade para fazer sexo como quiser e desejar.

Também foi aqui que me senti a vontade de falar sobre problemas no trabalho, assédio sexual, sobre uma amiga que sofreu assédio moral. Meus desabafos aqui sempre foram comuns, assim como também gosto de usar o blog para falar de minhas felicidades dentro e fora do trabalho. Eu comecei a me libertar, a falar da minha vida com mais tranquilidade.

E meus desabafos não foram só sobre trabalho e estudos, também desabafei sobre minha vida amorosa, pois já amei várias pessoas, já amei intensa e platonicamente, já tive um amor inacabado. Falar sobre minha vida faz parte agora da minha militância. Aprendi que ser Biscate é falar o que quiser e sentir, doa a quem doer.imagesForam apenas dois anos, mas consegui amadurecer por décadas, acreditar que sendo eu mesma eu seria muito melhor do que me escondendo em papéis criados para agradar outras pessoas!

#2anosBiscateSC

Até no trabalho

Aprendi que a mulher que trabalha trava uma batalha muito maior que muitos homens. O motivo disso é o famoso assédio moral! Alguns homens não aceitam ter uma mulher ocupando um cargo acima deles. Infelizmente, somos vítimas de uma violência tão sexista e ao mesmo tempo tão “invisível” a alguns olhos – quantos de nós nunca ouviu, sequer, a expressão “teto de vidro” e nunca refletiu sobre o número insignificante de mulheres em cargos executivos, nas capas das revistas de trabalho e negócios, etc. E, no entanto, o problema está presente, acintosamente e há diversos registros das dificuldades encontradas pelas mulheres no trabalho, indo da dificuldade de encontrar um trabalho fora do estereótipo até a dificuldade de ascender na carreira, passando por perguntas invasivas nos processos seletivos referentes à vida pessoal e relacionamentos, passando pela dificuldade de conciliar filhos e trabalho, pela inspeção diária e ofensiva de cabelos, unhas, roupas e seus tamanhos e decotes. Além, claro, das análises e avaliações tendenciosas, a dúvida recorrente sobre a incompetência e piadinhas sobre tpm (quer saber mais, é só colocar no motor de busca: mulher, dificuldades e trabalho e encontrará desde matérias jornalísticas a artigos e pesquisas científicas). Tenho passado nos últimos anos por histórias, ouvido outras mais que me fazem embrulhar o estomago.

E como é difícil abrir os olhos de nossxs colegas para a  violência que sofremos, são poucas as pessoas que entendem a humilhação que passamos quando passamos por cima de estereótipos e clichês na área profissional. Mulheres não são criadas para exercer certas profissões, como a área de vendas, informática, engenharia, policial e militar.

trabalho

Ser mulher é compreender que nós precisamos engolir uns sapos para não ser demitidas, é respirar fundo para não gritar, é entender que, para alguns homens, hierarquia pode ser quebrada quando quem está no comando é uma mulher. É o que dizem por aí…. Não sei ser assim. Passei por um momento em que precisei gritar, fui grosseira, enfrentei o cara no passado e, hoje, estou passando de novo por um problema desses.

Aprendi que se eu me acovardar sempre serei vítima! A posição de vítima nunca me caiu bem e, não cairá bem dessa vez também.

Quando perco o equilíbrio!

Amanhã é um dia importante para pessoas que lutam contra a pedofilia! Esse assunto me tira de.órbita, me faz perder o equilíbrio. Sou uma mulher sexualmente ativa, feliz, mas fui uma criança vítima do abuso sexual. Fui também uma adolescente vítima do abuso, cantadas, passadas de mão. Mas, meu trauma vem de infância, desse primeiro abuso, numa idade tão inocente, onde nada deveria me fazer mal, onde deveria ser protegida. Proteção essa negada por uma das pessoas que deveria fazê-lo para proteger o abusador das acusações!

http://www.comitenacional.org.br/o-que-e-18-maio-000.php

http://www.comitenacional.org.br/o-que-e-18-maio-000.php

Essa semana discuti com os colegas de trabalho, chefe, uma psicóloga e advogado sobre o ECA, maioridade penal e violência sexual contra crianças e adolescentes. No momento em que falavam sobre violência sexual infantil, sobre a vítimas e x abusadorxs eu me encolhia, bambeavam as pernas, via tudo tremido. Como profissional, eu fiquei, fui mais forte, mas o assunto me faz mal, sou frágil a essa sensação de dor alheia, pois se assemelha a minha.

Apesar da vida ativa de Biscate sexual e politicamente, tenho traumas que nunca entendi mas são desencadeados pelo abuso na infância. Tenho um certo incômodo com visualizar sexo, filmes pornográficos, em sua maioria, me brocham, a voz muito próxima ao timbre da voz do abusador me incomoda. E o pior dos traumas, não consigo falar sobre o acontecido com a parte da família que fingiu que nada ocorreu. Demorei para perdoar esse grupo de pessoas, como um ser humano passível de erros, eu comecei a minha jornada de perdão.

O curioso é que eu me sinto menos mal com o fato do abuso do que com o fato desse abuso ter sido encoberto por pessoas que deveriam me amar. Não pergunte o motivo, só sei que passei muito tempo lutando contra a ideia autodestrutiva que não era digna de ser amada, que meu abusador merecia mais ser amado que eu.

Fui uma adolescente incomodada com o amor, demorei a amar. Sentia que se me liberasse para amar seria abandonada, preterida a qualquer outrx indivídux, não tinha valor para mim mesma, era o lixo do lixo! Como acreditar no amor se eu mesma não sabia me amar?

Foi com análise, arte, amor e muita vontade de amadurecer que aprendi que não era a culpada disso tudo. Aceitando a realidade, de que uma pessoa sou admirável, mas que, infelizmente, tenho alguns familiares machistas! Vivi por anos muito bem, até quase passar por isso novamente. Sim, passei pela tentativa de abuso sexual de um parceiro, que não viu, em momento algum, motivos para eu chorar, para eu pedir para que ele parasse. Eu estava distorcendo o amor dele, vendo tudo errado! Esse indivíduo, na minha opinião, tinha características de pedófilo, por histórias que me contou. Complicado saber quando um homem não vê diferença de idade como impedimento ou quando sua atracão por mulheres mais novas beira a pedofilia. Sem contar a possessividade, controle da vida de sua parceira, como se você fosse um cachorrinho preso em um canil. Incapaz de compreender o coração, a opinião e a decisão de sua parceira. Qual o motivo de ficar com uma pessoa assim? Fraqueza, talvez. Fui fraca, não reparei nos detalhes? Sei lá. O que sei é que meu corpo viu de novo aquele filme passar na frente dos meus olhos, enxergava ambos abusadores tão parecidos ao olhar seus rostos e eram fisicamente tipos opostos!

Estou convivendo, sobrevivendo com os traumas, que me fazem me sentir cada dia mais forte! Abuso sexual na infância, abuso sexual de um parceiro e assédio sexual, fantasmas meus que estou exorcizando. Acho válido falar disso por aqui, mesmo sendo um Blog divertido e irreverente! Nunca é demais falar sobre esse tipo de trauma!

Mudança, chocolate, amizades e muito rum!

Estou em um período de mudança, fechou um ciclo da minha vida. Um ciclo marcado por ceticismo, inconstância, medo e coisas que me assombravam me rondando. Assédio, desconfiança, depressão e insônia e eu tentando me mostrar uma muralha forte, um porto seguro, não incomodava ninguém com os meus problemas. A pior dor é a dor da solidão que nós mesmxs escolhemos e causamos. O medo de sofrer, nos afasta do mundo real, “gato escaldado tem medo” de todo mundo à sua volta! Me proibi de amar e confiar no fim desse ciclo e, desde o início desse ciclo, me proibi de crer.

Fui cética do mundo, da bondade, de Deus, de pessoas que merecem a minha confiança. Tive uma melhora significativa e depois piorei. Euforia demais após um momento de extrema depressão pode nos matar por dentro, se for seguida de decepção aí é que mata mesmo! Amigxs decepcionam, familiares também, o mundo todo nos machuca, seu coração te decepciona todos os dias.

Mas, um dia, um golpe do destino, uma irmã passando no mestrado com um projeto digno de orgulho, um ovo de páscoa de quem menos esperamos e casa nova nascendo regada a rum e, agora, protegida por cristais, quando você nota, pessoas que precisam de você e estão por perto quando você mais precisa vem e complementam sua família, te agregam a família delxs. Você vira mãe, irmã, companheira, melhor amiga, você vira você! Você tem ombro para chorar, você dá seu ombro para que chorem. Você cresce,você volta a acreditar nas pessoas, em Deusxs, numa força que modifica você e o mundo a sua volta. Você volta ao normal, sem excessos, sem euforia e sem depressão, só você de antes, de sempre, aquela Sara conhecida pelo otimismo, o copo sempre esteve meio cheio e eu nem notei!

Agora vou construir devagar meu alicerce, sem exagero, pois eu sei melhor que ninguém que construir tudo rápido e na euforia só faz desmoronar na primeira brisa.

mudança

Rum, felicidade, amigxs!

Biscate desde sempre!

#AlmaBiscate
Por Sara Joker

Quando li pela primeira vez o Blog em 2011 quis postar nele, me reconheci em cada texto que lia. Meu primeiro post aqui foi comemorado, divulgado, compartilhado ao exagero. Sou uma Biscate que gosta de mostrar a todo mundo a minha felicidade!

Mas, minha biscatagi vem de muito tempo atrás, quando eu era adolescente. Sempre fui questionadora, mamãe diz que brigava com meus primos pra ter os mesmos direitos que eles. Quantas vezes dava crise com eles só pra poder sair pra paquerar a vontade? E sempre falei no colégio que não existe profissões tipicamente femininas ou masculinas. Não era presa a amores eternos, não sonhava com príncipes encantados (sempre preferi os sapos, eram mais interessantes). Voltando a falar de mamãe, ela dizia que eu me apaixonava a cada semana por um cara diferente, e era verdade! Paixões avassaladoras, como as de novela, mas que só duravam 1 semana, tudo muito intenso, muita dor, muita felicidade, muito riso e muito choro. Passou a semana e, adivinha só? Tinha outro menino (ou menina) na minha cabeça.

Aos 18 anos, época de cursinho, correria, arrumei um “namoradinho” de 15 anos (mamãe sempre me chamou de “papa-anjo”). Como sou Biscate, assumi o papel que a sociedade entrega pro homem da relação. Levava a porta do colégio, ia a casa dele conhecer a família, levava pra sair e, claro, eu que tentava avançar o sinal durante os beijos! Não me lembro o motivo pra terminarmos, mas lembro que sofri exatamente duas semanas! Lembro de ciúme excessivo da minha parte e um equilíbrio excepcional da parte dele.

Nesse momento passei por uma fase de trevas na minha vida Biscate, meu primeiro relacionamento adulto (foi quando eu finalmente amadureci pra me comprometer sem deixar de gostar na semana seguinte). O relacionamento mais traumatizante na minha vida. Quando saí dele, aí me afirmei Biscate adulta! Essa fase de transição entre Biscatagi adolescente e Biscatagi adulta não houve Biscatagi, só sofrimento, conto isso muito bem nesse post aqui. Depois desse relacionamento, nunca mais fui a mesma, revi muitas coisas em minha vida, minha forma de me tratar, de tratar a outra pessoa ao meu lado, de como me impor como indivíduo de vontades. Acho que o que me fez não me impor foi o medo de nunca mais amar. Afinal, demorei tanto pra amar que, quando amei pela primeira vez acreditei que fosse a única vez que amaria na vida. Mal sabia eu que ainda amaria muito depois20121219-234504.jpg disso. Pessoas muito melhores e que compreendiam mais que ele.

O sexo pra mim sempre foi coisa fácil de lidar, sou dessas que não se apaixona quando tem uma noite com um@ amig@ ou uma pessoa que conheço a pouco. Amor e paixão são coisas muito diferentes entre si e do sexo. Fazer sexo sem compromisso nunca foi um problema pra mim desde meu início de vida sexual. Isso assustava os meninos a minha volta, o curioso é que não assustava as mulheres com quem convivi. Me relacionei com poucas mulheres, nunca namorei uma mulher, talvez por ter me apaixonado apenas uma vez por uma mulher e não fui correspondida. Defini que desejo era algo que sentia sempre e nem sempre por uma pessoa que eu poderia admirar, paixão era o que sentia na adolescência, que durava uma semana e amor era algo duradouro, que aparecia vindo de uma amizade com desejo ou de uma paixão que consegui fazer durar mais que uma semana.

Na idade adulta, voltei a minha vida de Biscate, conheci a militância feminista através de uma comunidade de Orkut que militava pela legalização do aborto. Mas, só conheci algumas de minhas colegas de blog graças as minhas andanças pela internet quando militava por meus direitos de bissexual assumida, uma coisa levou a outra e conheci o Blogueiras Feministas em 2010. Como não amar essa vida de Biscate atuante?

Palha Italiana

Eu conheci esse doce quando cheguei em Juiz de Fora, Minas Gerais. No Rio eu nunca tinha visto esse doce, que é delicioso. Ele é tão simples, é brigadeiro com biscoito maizena.

Hum… Delícia!

Pra preparar a receita, você começa fazendo o brigadeiro básico de colher. Depois que chegou no ponto do brigadeiro aí começa a diferença na receita. Quebre biscoitos maizena na panela, com o brigadeiro ainda no fogo. Eu coloco menos de meio pacote de biscoito pra cada lata de leite condensado. Misture bem e desligue o fogo. Despeje em um pirex ou tabuleiro untado e leve à geladeira. Quando endurecer, corte em quadradinhos, polvilhe com açúcar de confeiteiro ou açúcar comum e está pronto!

É tão deliciosa que termina rapidinho. Também dá pra comer de colher, fica ótima! Espero que aproveitem a receita mineirinha que estou passando aqui. 🙂

É Dia de Festa!

Nosso quarto mesversário, estamos aqui comemorando a proximidade dos cem mil acessos, 119 posts e 1.583 comentários. Isso é bem mais do que se imaginávamos quando o clube abriu as portas. O time que começou com duas jogadoras e muitas promessas hoje tem no elenco nove “escreventes” e ainda as promessas todas. Hoje é dia de festa e a comemoração é com as letrinhas dos noss@s escreventes-fix@s (já que biscatagi casual não nos falta)…

Augusto MozineAugusto Não é fácil ser o único homem fixo da biscate… Responsa da braba! E foi mesmo um romance, diria que até atribulado. Conheci a Biscatagi por uma amiga, que já frequentava o meio há tempos e, claro, pirei! Daí começaram os flertes, alguns dos textos dos meus blogs tinham alguma conexão com a linha das Biscates e, depois do Expurgando Teresinhas, veio o convite para o primeiro Guest Post (Os mino pira na biscatagi) que foi um debut muito gostoso! E, então, um belo dia me surpreendi com o convite para uma parceria fixa e aberta uma vez por mês. Só tive uma resposta: Muito Amor <3 <3. A experiência? Liberating! Escrever e participar de discussões sobre a safadeza nossa de cada dia tem me feito muito bem. Além disso, já recebo alguns comentários do tipo: ah, uma amiga leu o seu post num Blog, disse que gostou muito. É sempre bom, né! Daqui pra fentre? Consolidar a parceragi, me embrenhar nos caracóis dos cabelos biscates e ser feliz!

charôCharô Minha busca pelo ser biscate é uma estória que sei exatamente como começou. Os tempos eram outros e as únicas fontes de informação, além da escola e família, eram os livros e a televisão. Como a gente não lia, dou graças a deus pela televisão. Foi alí que encontrei as primeiras sementinhas de um mundo que nem mesmo desconfiava existir. Um mundo onde o Bryan Ferry cantava Don’t Stop The Dance, com mulheres dançando livremente na minha casa. Tudo muito sutil, o suficiente para que pudesse acontecesse na sala de estar que, no meu caso, também fazia as vezes de quarto de dormir. Apenas um rodopio de cabeça, jogada suavemente para frente e depois… Oh, para trás. Gestos que me ensinaram como a força pode ser inversamente proporcional à leveza de gestos. E essa estória continua, a cada novo post, a cada novo autor do blog. E se me perguntassem, diria que é esse um dos motivos que me fazem amar o o Biscate Social Club. Que de clube só tem o nome. Somos uma comunidade da qual participa quem quiser. Até o presente momento, 1,336 já se identificaram com o blog. E como hoje é dia de distribuir carinhos e beijinhos, fica o convite para que você deixe seu comentário, sua participação. E para terminar, muitos beijos e aplausos aos que se dedicam, tijolinho por tijolinho, para que o dia de hoje se repita, pita, pita… Com muito amor biscate.

Cláudia GavenasCláudia Medinho. Ou de escrever sobre coisas que me encabulam (biscate tímida, presente) ou da força que a palavra BISCATE tem (uhum, isso já me aconteceu). Foi justamente isso que senti quando recebi pelo Facebook o convite da Luciana para escrever por aqui. E tudo começou quando eu curtia os posts por lá. Aí, a Lu disse: “Cláudia, pára de só curtir e sijoga”. Pronto, me joguei. E não me arrependo nem um pouco disso porque eu cresço a cada texto que publico ou que leio neste blog. Fico imensamente feliz, não só por saber que o Biscate Social Club cresceu e cresce a cada dia, mas sim, porque isso significa que tem muita gente que também cresce e aprende com o conteúdo que é oferecido. Agora, orgulho define o que sinto por fazer parte deste clube. E espero que venham muitos aniversários a serem comemorados!

Luciana NepomucenoLuciana ser autora do biscate é ser uma eu: dessas que ama escrever, que ama escrever em blogs, que ama escrever em blogs com outras pessoas que vai aprendendo a amar. Ser autora do biscate é ser uma eu: dessas que tem discurso, bandeira e projeto. Ser autora do biscate é ser uma eu: dessas que esquece a hora, o tema, o rumo. Ser autora do biscate é ser uma eu: dessas que pede post, comentário, atenção, leitura, fotinha. Ser autora do biscate é ser uma eu, uma que diz: sou dessas. Ser autora do biscate é ser dessas.

Marília Ser Biscate não é a questão. Sempre fui. A questão é ser autora-biscate. É defender a biscatagem em público. É provocar com palavras a ira, a inveja, a gula e sei lá mais quais pecados capitais andaram inventando por aí. É testar os limites do bom senso comum. Deixar com interrogação. É demandar, assim, porque quero, minha própria liberdade. própria liberdade.

Niara de OliveiraNiara Ser biscate no mundo é complicado. Tem muito de alegria e tem aquele peso de quem transgride regras, desacomoda as pessoas de seus papéis fáceis e pré-determinados e não sabe muito bem — e nem quer — qual outro papel colocar no lugar. Nem sei se quero papel. Quero viver, quero o mundo com todas suas cores, dores e alegrias, de preferência no bar da esquina entre copos e risos. Ser biscate escrevente é isso e mais o enorme prazer de saber que estou por trás da libertação de muitas mulheres e homens de seus papéis e caixas através das letrinhas todos os dias publicadas no BiscateSC. Mais. Ser biscate nesse clube é o prazer contínuo de se libertar diariamente, em doses homeopáticas de alegria, pelas minhas letrinhas e de outras/os.

Renata LimaRenata O Biscate é o meu boteco. E a gente tem altas ideias inovadoras e revolucionárias, no boteco. O Biscate é a minha cozinha, aquele lugar gostoso para onde a gente leva os amigos de verdade. O Biscate é um prazer, nada secreto. Quando fui convidada para escrever, não sabia se conseguiria, mas a cada dia, me sinto mais liberta de amarras (salvo as que eu desejo… ) e preconceitos. E a cada dia, com cada uma e um e todos que escrevem no blog, eu aprendo mais, até mesmo sobre eu mesma. O Biscate é o boteco das feministas, dos homens que amam as mulheres, é o boteco onde a gente fala de coisas leves com profundidade, ou de coisas pesadas e densas, com leveza. Eu adoro escrever, ler, divulgar os textos, conhecer novas opiniões, novas perspectivas. Quebrando formas, amassando caixinhas, rompendo com os moldes, e tentando não criar novos. O Biscate é um rótulo que brinca com os rótulos, e ao brincar, desconstrói e deixa que cada um se forme, se amolde a si mesmo… E o Biscate é o lugar onde eu encontro a Lu, a Niara, a Claudinha, a Sara, a Marilia, a Silvia, a Charô… as anfitriãs dessa festa, e as convidadas e convidados mais incríveis. É uma festa! Daquelas bem boas, daquelas que deixam sempre gosto de quero mais, vontade de se jogar, e ser feliz!

Sara JokerSara Ser autora do Biscate é uma honra pra mim, me sinto fazendo a diferença de forma divertida e muito marcante. Cada dia que vejo uma nova autora biscate, fixa ou convidada, me sinto numa luta muito mais forte. Desconstruir uma palavra é coisa pra mulher forte, não ter medo de uma palavra é coisa de gente com coragem. Assumir que podemos ser um conjunto de biscates sem medo do julgamento alheio é quebrar tabus. E o melhor de tudo, estamos quebrando tabus da melhor forma possível, com bom humor. Sempre que ouço algum@ amig@ minh@ falando que leu o blog me sinto tão orgulhosa. E quando, além de ler, mudaram de opinião por nossa causa, me sinto importante, parte de algo muito maior.

Silvia BadimSilvia Um convite, daqueles que arrepiam a alma: ser autora-permanente-escrevente-biscate-arrebatadora? para mim? É claro que só podia ser recebido com um sim-sorriso. Com um sim-claro. Com um sim-eu sou. Com um sim-vamos juntas. Enlacei minhas mãos fortes aquelas mãos que ali estavam. Um laço que se fez verdadeiro desde que recebi as primeiras linhas do Biscate Social Club. Mesmo antes do convite eu já estava lá, inteira, reconhecendo-me em cada letra, em cada linha escrita, em cada concepção de ser mulher-livre que se quer cada dia mais livre . Orgulho de ser, e de me reconhecer nas outras mulheres que ali estão, expondo-se em linhas cruas e nuas de ser quem se é. Linhas que viram asas e voam, em direção a um mundo mais cheios de possibilidades de felicidade verdadeira. E minhas escritas começaram a sair. Saíram, e saem, ganhando o mundo. Juntas às vozes biscateadas que ali estão, fazem-me reconhecer em cada uma, em cada um que lê as divagações traçadas com vontade de quero mais. Com vontade de ser mulher sem amarras morais. De ser em sorrisos rasgados e anseios se permitir ir além. Ser biscate é uma construção diária, uma disposição que não se retraí, uma verdade que não se cala. Nesse espaço, nesse clube seleto e de dimensões sem contornos, a gente vai explorando as tantas possibilidades de dizer ao mundo que a gente pode. Que a gente quer. Que a gente é. Que mulher pode assumir as rédeas do próprio desejo, que mulher é lindo e vermelho e pulsante, e que se expande rumo a realização de nossas vontades mais estranhadas e estranhas, mais ricas e diversas, mais vorazes e com sede de vida. E a gente quer é isso: ser biscate cada dia mais, em um ano, dois, dez, vinte, percorrendo gerações e gritando ao mundo: desnudem-se!

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Gostou do time BiscateSC? Ainda há vagas. E se você nos paquerar direitinho, assim dicumforça com gosto e vontade, a gente que é biscate e facinha pensa aí na possibilidade de distribuir alguns convites para mais autor@s fix@s desfrutarem da nossa intimidade. Hein-Hein-Hein?!?!  ;-P

*Clique na foto ou no nome de cada autor para ver todos os seus posts no BSC.

Cabelo de Biscate

Esse é o meu primeiro post como autora oficial do blog. Ser oficializada biscate é um orgulho pra mulheres como eu! Vou falar sobre cabelos, ser biscate é assumir seu próprio cabelo, sem medo de preconceito. Seja ele ao natural, alisado, colorido ou com permanente. Assumir-se é ir muito além de escolher um cabelo “tendência”, é escolher um cabelo original. Mudanças na aparência de mulheres como nós, biscates, sempre são feitas por vontade própria, não para agradar o Status Quo.

Assumir cabelos pode ser difícil, quando eu era nova, eu sofri muito por assumir meus cabelos cacheados. Vejo muitas mulheres mudando seu cabelo por gosto próprio e saindo do clichês de cabelos comuns, devemos assumir nossos cabelos de biscate e sair por aí felizes da vida. E assumir não é apenas manter um estilo, é se sentir livre pra mudar sempre que quiser. Já tive cabelos de várias cores diferentes, parei por muito tempo de cabelos vermelhos, já cortei cabelos curtos, já tive cabelo comprido, já fiz dreads nos cabelos.

Ser biscate é ter coragem, por isso escolhi umas biscates do mundo musical pra exemplificar o que é ter o cabelo que se deseja, sem se preocupar com o Status Quo, e também pra dar coragem a você, amiga biscate, que deseja mudar seus cabelos e tem medo da reação das outras pessoas.

  – Madonna

Ela é uma camaleoa da música POP, e isso se reflete em tudo, inclusive em seu cabelo. Já foi loira, ruiva e morena, já teve cabelos de todos os tamanhos. Mas eu gosto muito do cabelo dela no vídeo Rain. Um preto bem curtinho, todo desfiado.

  – Alanis Morissette

Sempre usou o cabelão comprido. Em um determinado momento, cortou o cabelo curtinho, foi no vídeo da música Everything que ela apreceu de cabelo curto e assustou a tod@s com a mudança. No vídeo Crazy, ela aparece com um cabelo que foi criticado por muit@s fãs. Eu gostei, principalmente do visual curtinho.

  -Shirley Manson

Quando falamos da Shirley Manson, sempre lembramos de seus cabelos vermelhos, até porque ela estava de cabelo vermelho quando estrelou o vídeo The World Is Not Enough, trilha do filme do 007 com o mesmo nome. seu cabelo sempre ficou entre o castanho mais puxado pro ruivo e o vermelhão, apesar das mudanças, sempre foi nessas tonalidades. Minha queda por ruivas branquinhas vem da Shirley Manson, acho lindo mulheres de cabelo vermelho, pele branca e batom vermelho. Mas, eu gosto muito de seu cabelo loiro e curto do vídeo Cherry Lips, é corajoso e de muita atitude.

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