Sexo é a dois [2]

Já escrevi um sobre este temaMas dá sempre vontade de voltar a ele , tais são as demandas, as pressões, as exigências. Ser “bom de cama”, “satisfazer o outro”. Estar pronta para tudo, sentir um prazer intenso, ter múltiplos orgasmos coloridos, querer uma vez e outra e outra…. Tenso o negócio. Quem faz a contagem de pontos? Quantos quesitos serão avaliados? Evolução, enredo, harmonia? Comissão de frente, alegorias e adereços?

Acho que se fala muito de performance. Se fala pouco de escuta. Escuta do corpo, escuta do outro. Da dança que é o sexo a dois: ajeitos, encaixes, tentativa e erro. Acertos também, como não. Deixar-se ir sem pensar demais na chegada, aproveitando o processo. Exploração. Curiosidade. Abertura para o novo, para o outro: o outro que é outro e que é sempre diferente.

Adianta quase nada seguir regras estabelecidas, usar técnicas aprendidas: pra cada pessoa um ritmo, um gosto, um toque. Claro que a prática ajuda: mas com “prática” quero dizer experiência de escuta, de flexibilidade, de aceitação do que vier. Quanto mais prática, menos regras, entende? Mais possibilidade de perceber nuances e sutilezas. Murmúrios e delicadezas. A escuta do outro: não a mecânica – que é necessária, e seria até bom entender disso melhor -, mas aquela ali, do momento. A escuta sutil. A reação a cada ação.

E algo que acho que talvez seja o mais difícil de tudo: o soltar-se. “Solta o corpo e vai”, como no carnaval. Um desapego da pose, da máscara de todo dia, da compostura. Sexo é sem compostura. Deixar-se perceber assim não é evidente. Pode até dar um frio na barriga, uma sensação de desproteção. Sexo é mergulho também.

(Não, gente, não é amor: amor é outra coisa. Não precisa ter amor, sempre bom frisar. Mas respeito pelo outro, pelo desejo do outro, pelo corpo do outro. Confiança na entrega. Aquela, ali, daquele momento).

E assim dá pra vagar, sem muitas respostas, com vontades de saber mais. De conhecer mais. Aquela pessoa que está ali, naquela hora, com você. Aquele cabelo, aquele olho, aquela boca, aquela mão, aquele corpo inteiro que tem consistência e forma, que tem seu próprio jeito de ser-com-você. Na cama. Ou “na rua, na chuva, na fazenda, ou numa casinha de sapê”.

Ah, só mais uma coisa, que já disse no outro texto, mas acho que vale repetir: leveza. A leveza de saber que não precisa ser incrível todas as vezes. Nem sempre o encaixe, o ritmo, o gosto vão ser aqueles que tirarão você do chão. E daí? Daí nada, ora. Pode ser apenas o.k, ou até não ser bom de fato; dessa vez não foi, quem sabe na próxima? Até mesmo com aquela pessoa, se houver interesse e vontade: de repente não foi da primeira, mas se conhecendo mais, dizendo dos gostos e vontades… sabe-se lá. Vai que.

Resultado de imagem para sexo simbólico

PS. Também no Biscate: Boa de Cama e Tem Sempre que Gozar?

Mortas vivas

Foto da linda série "Geliefden – Timeless Love”, feito em 2004 pela fotógrafa Marrie Bot (http://www.marriebot.com/)

Foto da linda série “Geliefden – Timeless Love”, feito em 2004 pela fotógrafa Marrie Bot (http://www.marriebot.com/)

E eu não me permito morrer em vida.

Achando que ser igual é normal.

Ser chata é a regra.

Ser medíocre é opção.

E ser diferente é loucura.

Estou velha, mas viva. Diva. Viva vovó !

O que querem é que a gente vire poste sem luz. Que sirva pro xixi dos cachorros que precisam continuar a demarcar território, mas deixe de satisfazer qualquer  outra função. Deixe de subir no palco da vida e brilhar. Pare de aprender. Chega de procurar !

Como se já não bastasse  o antigamente atrelar a menopausa ao final de vida.

A morte.

Secou.

E portanto está proibida de qualquer outra manifestação sexual e corporal que não seja a depressão, os calores e as mudanças de humor. Ficar velha e decrépita. No way. Acabou. Mudou mesmo.

Claro está  que o ser humano busca sempre a procriação e biologicamente a mulher após a menopausa perde essa capacidade através de seu momento hormonal. Graças!! Delicia!

Prazer não tem nada a ver com fisiologicamente a manutenção da espécie.

Velha não está morta num caixão. Como suas células te dizem, o seu prazer começa na cabeça, que está pouco se lixando pros seus números. Depende de como você a alimenta. Acrescentando dados, cores, vontades, curiosidades.

Não encontrei nenhuma relação com essa subserviência determinada culturalmente ao meu corpo e a minha idade.

Na hora do êxtase, foda-se o número  que você carrega. Você é só uma fêmea. Selvagem. Afinal o corpo é burro e te vê com 30 anos quando você já tem o dobro.

Não tenho tatuagem de data de validade no meu corpo.

Então, vale o  fuk fuk. E gritar no auge. E sentir o calor subindo quando uma boca te chupa com eficiência. E se saber totalmente preenchida pelas sensações que o seu corpo não deixou de sentir.

Crocheteio, tricoteio e cozinho com prazer mas adoro comer um belo espécime também . Fantasiar é o meu carteado. E, no chá das 5, falar do que eu descubro é muito mais prazeroso que falar da atriz de novela garotona e durinha que “consegue” pegar todos !

Até eu, Onofre!

Quero ver ter toda essa bagagem que a minha casca carrega e se jogar na pista.

Bem fazemos os que deixamos o corpo saciado, cansado, suado e a adrenalina a mil.

E ainda damos motivo pras conversas dos mortos vivos em todos os velórios.

Captura de Tela 2016-08-15 às 14.06.36Isabel Dias é uma administradora de 50 e tantos anos que vivia numa cidade do interior até descobrir que seu marido, com quem era casada há 32 anos, tinha outros relacionamentos. Divorciou-se, mudou-se para São Paulo e começou uma jornada de auto-descoberta, narrando num blog (trintaedois.com) sua redescoberta sexual. Os textos foram editados no livro “32 – Um Homem Para Cada Ano Que Passei Com Você”. Após a publicação, ela segue dando palestras e se comunicando com mulheres de todas as idades que passam por situações semelhantes.

Elevador, de novo

Leia o post Elevador da Lis Lemos, aqui

Reparou no moço sentado esperando o elevador. Era o mesmo. Era o mesmo? Olhou primeiro no espelho do hall, as mesmas havaianas indignas, uma saia indiana mais sambada que a Sapucaí, camisetinha branca e os grampos de sempre. Seis. Tirou o olho do arrependimento no espelho e confirmou: era ele. Bonito, barba, bronzeado, cabelo grande. Talvez um pouco mais curto que no encontro passado. Talvez. De novo ao telefone, de novo um recado ambíguo: estou chegando. Em casa? Uma visita? Não, não era vizinho, quase um ano lá, muita falta de sorte se não cruzasse mais vezes com ele – cruzasse, rá, pensa bobagem, ri alto, ele levanta a cabeça, atento, ela queria desviar o olhar, acaba mergulhando no dele, que bonitos que são, escuros, sombrados por olheiras.

Oi. Pra ele sai tão fácil. Porque ela foi rir? E agora, o que responder. Repetir o oi? Comentar o tempo? Que droga de cidade na linha do Equador onde o tempo nem serve de conversa fiada. Ele insiste: já nos vimos no elevador, não? É preciso desengasgar a timidez ou serão 21 andares de mico. Levanta a cabeça, acena, sorri, sim, nos conhecemos aqui. Ele estende a mão. Aquela mão enorme que notou desde a primeira vez. O elevador chega. E agora? Elevador, mão, elevador, mão, isso, aperta, morna, gostosa, áspera, o elevador fecha a porta, sobe, ele ri: perdemos. Não solta a mão. Opa. Faz um carinho na palma, como era mesmo que sua avó dizia? Pedindo um beijo. Bonita, sua mão. A voz faz cócegas no ouvido. Gostosa. Sente a pele arrepiando e o mamilo enrijecendo. Camiseta branca sem sutiã. Que idéia, que idéia. Obrigada e levanta os olhos que não encontram os dele, dessa vez, atentos que estão aos mamilos enrijecidos. Ela esquenta mais, aperta a mão dele sem notar. Nota. Puxa a mão, baixa a vista e encontra a calça de moletom dele, marcada.

Respira fundo, impressão, impressão. Ele ainda está falando mas ela não escuta, ocupada com o sangue quente, a palma suada, a perna mole, o tesão. O elevador que chega, vazio. Ele faz um gesto, ela entra na frente, ele encosta a mão nas suas costas, gentil, ela lembra: a câmera está quebrada, porque ela está pensando nisso agora, para de repente no meio do elevador, ele esbarra, as portas se fecham, nenhum dos dois se afasta. Ela sente a respiração morna dele em seu pescoço, sente o roçar do pênis pressionando a calça de moletom e sua surrada saia indiana. Tenho que fazer alguma coisa, tenho que fazer alguma coisa. Um andar, outro.

elevador

Estende a mão pra trás. Aperta o botão do seu andar. Meio de costas, volta a mão no pescoço dele. Deixa escorregar, peito, barriga, pau. Afaga. Puxa enquanto dá dois passos em direção ao fundo do elevador. Ele segue, as mãos já embaixo da camiseta branca sem sutiã. Ele beija o pescoço, o ombro, a barba macia acentuando a carícia. Puxa os bicos dos peitos, dá um peteleco. Ela espalma as mãos na parede do elevador e esfrega a bunda com força no quadril dele que já deixou uma das mãos encontrar o caminho e passar fácil pela saia e pelo elástico frouxo da calcinha. Sente o dedo, firme, roçando o clitóris. Quarto, quinto, se o elevador parar em algum andar? Respira, respira, ela tenta lembrar mas arfa enquanto ele continua, ritmado, a massagear e estimular. Ela sente a calcinha encharcando, a outra mão dele deixou os seios e aperta a sua bunda, os dedos firmes marcando seu rabo, explorando a fenda, insistindo, empurrando, ela se empina mais, ele mergulha o indicador na buceta encharcada e começa a enfiar, gentil e firme, no cu. Que andar, que andar, ela não sabe, ela sente os dedos na buceta, no cu, no clitóris, por todo lado, quantas mãos enormes ele tem? O pênis se esfregando no lado da coxa, a boca aberta sugando o ombro, ela arfa, ela goza, ela goza, ela goza. Ela geme, as pernas trêmulas. Ela sente o vazio. Os dedos se afastando lentamente. A porta do elevador abrindo. Ele se encosta em um dos lados, mantendo o elevador no seu andar enquanto ela arruma as roupas e tenta se segurar em pé sem o apoio das paredes do elevador. Olha pra ele que chupa, com ar satisfeito, os dedos.

Da próxima vez me dá um beijo? Ele diz. Ela sorri, marota, e pensa, zoando a si mesma: não ando dando essas liberdades pra qualquer um. Ele pisca, desconcertado com a gargalhada livre que ela dá. Ela fica na ponta do pé, morde a orelha onde balança o brinco e sussurra. Da próxima vez eu dou… o beijo. Sai sem esquecer de rebolar e sem olhar pra trás enquanto o elevador fecha, suave, a porta. Vermelha, satisfeita, vê confirmada sua hipótese: sua cidade não precisa de mais prédios, precisa é de mais sexo.

Canção Para Um Moço Triste

Por Renata Corrêa, Biscate Convidada

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Moço,

você diz que te falta coragem. Eu digo: você é tão bonito. Você diz que nunca poderia. Eu digo: eu preciso de uma noite, só mais uma noite.

Eu lembro, moço, da sua cara de espanto quando eu te tirei daquele bar com a força do pensamento. Ordenei: só saio daqui com esse moço do lado. E você é bem educado, de boa família. Fala baixo, não diz um palavrão sequer, usa os talheres que é uma beleza, acendeu o meu cigarro e segurou forte minha mão quando atravessamos a rua cheia de carros em direção ao motel mais fuleiro do bairro. E eu, enfim, eu tenho Madureira no peito, passei minha infância xingando o juiz do jogo, os jurados na Sapucaí, é claro que eu achava bem do caralho, um troço assim estupendamente foda o moço mais bonito do bar entrelaçar os dedos nos meus dedos e olhar lá no fundo do meu olho enquanto me espremia num murinho na esquina.

Estávamos numa cidade branca, e claro, percebi todas as correntes que você teve que quebrar para levantar daquela cadeira e sair daquele bar sob os olhares desaprovadores dos seus limpíssimos e amáveis amigos.

Caguei pra eles. Só estou de passagem.

Eu não disse o meu nome, mas não por nada, não disse o meu nome pois esqueci onde estava, o que fazia, onde era minha casa quando vi você dar um passo na minha direção.

Você não disse seu nome também, ali todo aristocrático, afinal, posto que se me faltam boas maneiras, sou versada nas vicissitudes da putaria. E como Julia Roberts, na cena do jantar em Pretty Woman, você foi indo assim, me acompanhando, observando o que era permitido.

Mas eu não proibi nada de nada afinal.

Ficou ali, religioso entre as minhas pernas, descansou o rosto na minha buceta e começou tudo de novo.

Ficou ali profanando nosso leito nupcial pago a módicos trinta reais falando de amor. Ficou ali sorrindo com seus dentes branquíssimos de menino bem nascido, me mordendo com todos esses dentes esculpidos com muita curaprox, sensodine e aparelho adolescente. Certeza que você foi um sucesso na escola particular.

Ficou ali prometendo me comer sempre que eu tivesse vontade, se oferecendo como um anúncio de pizza hut num banner de um site de notícias, mas que mal há em publicidade de pizza se você está com fome mesmo?, parece uma boa ideia.

Ficou ali dormindo a cabeça lourinha na minha barriga. E eu olhando o Moço Mais Triste que passou pela minha cama.

Essa sua cidade branquíssima cheia de névoa e neve te faz mal, moço. Faz ter ideias bobas do tipo estar preso, amarrado, algemado num tipo de vida bem morninha e aconchegante.

Moço, se um dia você vier me visitar no Rio de Janeiro, um dia se você sair da cidade transparente, asséptica, tão tão longe, um dia se você desembarcar aqui nas ruas de Copacabana eu te prometo, moço: não te levo para ver o Pão de Açúcar, nem o Cristo, nem o Bonde, nem a Pedra do Arpoador. Você, moço, vai sair daqui como se nunca tivesse pisado os pés nessa terra, vai sair daqui sem ver a luz do sol que nos queima, moço, eu te prometo.

renata corrêa* Renata Corrêa é uma tijucana exilada em São Paulo, fotógrafa sem câmera, desenhista desistente, roterista praticante e feminista. Já fez livro pela internet, casou pela internet, fez amigos pela internet, compras pela internet, mas agora tá preferindo viver um pouquinho mais offline. Saiba mais dela no seu blog ou no seu tuíter @letrapreta.

Um corpo novo, um sexo novo

Chegou de mansinho no bar e ficou de pé ao meu lado. Tinha uma cadeira ali perto, mandei sentar. Sentou. Gosto assim: obediente. Conversamos. Horas, eu acho. Te beijei. Ansiava aquela boca, boca nova, gosto novo, sexo diferente, inusitado, nada familiar. Estava repudiando tudo que eu já soubesse na memória.

Bebemos. Muito. Eu sei, moça de família não faz isso, mas nunca fui santa né? Rimos dos nossos sotaques. Ah, como é bom descobrir, ler o outro. Reparei no seu braço. Uns pelos espessos sobre uma pele tão branca. Uma barba ainda por fazer. Seus lábios grossos, me sugando, passando pelo meu pescoço suado, sua mão já entre as minhas pernas…

Dei um ultimato: vamos embora! Pra sua casa! Entrei me sentindo dona daquele lugar em que nunca pisei, que meus olhos viam pela primeira – e última – vez. Quando cheguei ao quarto, já estava com a calcinha dentro da bolsa. Já cheguei de pernas e vida aberta pra você. Escolhi você para estar nessa página das minhas histórias sexuais. Você me lembrava alguém que eu tanto quis esquecer. E era ao mesmo tempo tão parecido e tão diferente . Não sei se meu coração palpitava por ti ou por ele. Acho que por ambos.

Seu pau enorme. Nunca imaginei que portasse um assim. Não me entenda mal, mas é que com aquela carinha de menino meio tímido não dava pra saber o que eu ia encontrar entre suas pernas. Grata surpresa que chupei com vontade. Em retribuição, você me fez gozar na sua boca.

olhos_vendados

Fiquei de quatro. Do jeito que gosto, mas que você ainda não sabia e nem poderia. Pedi: me bate. E você deu um tapa tão leve que comecei a rir. Você se desculpou: “não sei fazer isso”. Ah, as semelhanças. Mas eu estava afim de te ensinar como gosto de ser comida. E você estava ávido por aprender.

Trepamos. Muito. Não sabia se o gozo era per se ou se era pela delícia de um sexo novo, um corpo novo, dos caminhos desconhecidos. Os descaminhos. Gozei pela delícia do sexo que fizemos e pela alegria de trepar com um completo desconhecido. Fui embora no outro dia de fininho. Não peguei seu telefone, e-mail, nada. Nem o sobrenome perguntei.

Quando eu mudei minha visão sobre sexo

Já fui dessas pessoas (sim, elas existem aos montes por aí) que acreditava jamais conseguir transar com alguém por quem eu não fosse, no mínimo, apaixonada. Não sei ao certo se isso foi fruto da educação essencialmente conservadora que tive, da minha baixa auto-estima ou se o sexo é tão introjetado em nossa sociedade como algo sujo e imoral, que ainda afeta boa parte das pessoas, especialmente mulheres. Contudo, não pretendo cagar regras ou trazer receitas prontas sobre como deixar de pensar assim, até porque não cabe a mim decidir nada sobre a vida de ninguém. Aqui, só falo por mim.

Sempre que eu ouvia amigos ou outras pessoas falando sobre suas vidas sexuais, eu meio que torcia o nariz ao saber que em boa parte das situações, predominava o sexo casual. Deixar-se levar pelo tesão, pelo calor do momento era algo que eu certamente não achava que “combinava” comigo. Só que, como para tudo na nossa existência, o que realmente conta é a experiência. É permitir-se viver algo que fuja da rotina quando se tem um momento oportuno.

E assim foi.

Sabe quando você sai de um relacionamento que já tinha chegado ao fim, mas que só você não se deu conta disso e o outro vem e põe um basta? Era assim que eu estava. E quando a carência vem, aquela carência de afeto, de carinho, de pele mesmo, nem o melhor dos passatempos consegue suprimir. É seu corpo que pede outro toque que não seja o seu próprio. Sua boca pede beijos. E sua imaginação acaba se transformando numa bomba atômica, graças aos seus hormônios, esses safadjenhos.

sex

Resolvi dizer sim e abracei uma oportunidade que veio do acaso… E foi bom. Bom demais, e não só para a pele. Foi libertador e libertar-se revigora, sabe?

Vejam bem: não estou dizendo que todo mundo deve fazer ou não isso. Insisto. Porque como falei logo ali em cima, cada um é cada um e felicidade não é receita de bolo (se bem que um bolinho de cenoura com cobertura de chocolate agora não seria nada mau, viu…). Mas por que não se deixar levar de vez em quando?

Definitivamente, para mim hoje: sexo é uma coisa, amor é outra. Eles são perfeitamente separáveis e podem conviver muito bem assim, cada um do seu jeitinho. Talvez, quando eles andam juntos, se complementam e fique bem bom. Mas aproveitar esses momentos carnais não mata nem te manda para o inferno. Eu acho…

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