It’s a match!!!

Tinder, esse safadjenho.

matchVocê sai de um relacionamento. “Curte” a fossa. Depois cai na noite e quer “passar o rodo”. Não que eu ache que com todo mundo seja necessariamente assim, mas comigo foi/tem sido (porque às vezes uma pseudo-fossa ainda vem tentar cortar o meu barato). E aí você faz um account no Tinder e com ele chega uma sensação meio maluca de ter “todo o poder em suas mãos”. Esse eu quero, esse eu não quero. Essa eu curto, essa eu não curto. 200, 300 combinações em alguns meses… Legal quando rola reciprocidade. Mais legal ainda quando o papo flui, porque eu sou dessas que se enche de tesão com inteligência/tagarelice interessante alheia.

Três anos mais novo. Grande merda né, somos praticamente da mesma geração. E diferença de idade é um “problema” que só existe na minha cabeça. Diz que não sabe porque faz engenharia, mas ajuda todo mundo da sala com sua sabedoria matemática. Posso chamá-lo de nerd descolado, porque ele não é tímido e tem umas tatuagens lindas. Adora indie rock e Tarantino <3. Olhos tão brilhantes e tão pretos. Óculos <3 . Papo maravilhoso. Bom humor. Pensamento bem para a esquerda. Poquíssimo/ nenhum pudor. Não me cobra carinho/compromisso/satisfação. Ele existe mesmo???

fodaceExiste. E se eu não tivesse respondido àquela mensagem à noite, nunca o teria conhecido. Se eu tivesse me deixado levar pelo preconceitos que criei com “relacionamentos” que começam pela internet, não saberia como seria legal viver algo assim com um cara tão diferente do que eu sempre acreditei que gostava. Aliás, nem bisca escrevente/ amiga das bisca tudo eu seria se não acreditasse que a tecnologia pode nos aproximar muito mais do que afastar, basta que saibamos exatamente o que queremos dela.

Daqui a pouco, presumo que geral vai cansar do Tinder e aí alguém vai criar outro app de “paquera”. Mas enquanto ele tá aí, por que não aproveitá-lo? A brincadeira pode ser beeeem boa, viu?

Deixa eu te contar um segredo…

Olá!

Eu tava morrendo de saudades daqui e algum dia conto porque estive tão longe por tanto tempo. É muito bom voltar!
segredo_01

Mas, vamos lá: dentre as diversas vivências que tive enquanto não postava nada no BSC, uma delas foi me render e baixar o Secret (o tão polêmico app que chegou ao Brasil em maio deste ano e já deu bastante o que falar). E digo, sem medo de exagerar, que ele pode ser considerado uma verdadeira experiência antropológica por diversas razões que tentarei elucidar neste texto.

Não sei vocês, mas eu adoro um mistério. Isso vem desde a adolescência, quando eu gostava de escrever poemas e crônicas sem dizer quem eu era ou usando pseudônimos. Fiz muitos amigos assim. Meus autores favoritos também escrevem ou escreveram assim em algum momento de suas obras. E a minha sensação com o Secret foi mais ou menos essa, ainda mais quando eu via que o autor do segredo era algum amigo…

Basicamente, o app é conectado à sua conta do Facebook e assim como o Tinder, não posta nada no seu perfil. A diferença é que sua identidade não é revelada e apesar de muita gente duvidar desse “anonimato total” (eu inclusa), ainda não vi qualquer indício de como um usuário comum pode descobrir a identidade de quem posta algum segredo. E é aí que mora um perigo muito real para esses usuários, que podem ter sua intimidade exposta involuntariamente a qualquer momento.

E infelizmente, vi muita misoginia e machismo no aplicativo. Não foram poucas as fotos com meninas (muitas menores de idade) que tiveram a infelicidade de confiar em pessoas que não pensaram duas vezes antes de tornar este ato de intimidade um assunto público. Considerando que a maior parte de quem o utiliza é jovem, podemos notar o quanto nossa sociedade ainda corrobora para formar pessoas conservadoras, preconceituosas e violentas.

Toda vez que surge algo assim na minha “TL do Secret”, trato de denunciar e tive sucesso em várias das denúncias, o que demonstra que os desenvolvedores aparentemente têm se preocupado com tais questões, tratando de tirar do ar e banir quem exibe conteúdo de ódio ou inapropriado.

Ademais, o App tem sido muito divertido. Soube que tenho amigos que peidam e disfarçam em transportes públicos, que amam e não são correspondidos, que usam drogas, que querem ser ricos, que odeiam a faculdade, que queriam que a vida fosse um filme… Tudo sem imaginar de quem se trata.

É aí que está a graça.

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