Bonança

Juro que hoje eu queria escrever um daqueles posts cheios de cor, de calor e de alegria. Mas biscate também fica triste. Biscates, apesar de fortes, também podem acabar quase sucumbindo diante de questões sem uma solução possível a curto prazo, dependendo do tempo e de fatores externos para deixar de causar aflição.

Tá aí uma coisa que não desejo a ninguém: a aflição.

Todos temos problemas. Uns mais, outros menos. Mas todos temos. E nem sempre conseguimos lidar com eles com a serenidade necessária. E eu estou assim nos últimos dias, por um conjunto de fatores: uns são minha culpa, admito. Outros foram ocasionados por um sistema que funciona de forma bem precária e independe da minha vontade ou de minha atitude que algo mude nele. E, quando um pequeno avanço acontece, o dobro de retrocessos chega para “compensar”. Isso cansa bastante.

Ainda não tenho meios de provocar uma ruptura radical e definitiva com essa questão que tanto me aflige. Contudo, imaginem como é você ter que fazer todo dia algo sem a menor paixão. Sair da sua casa todos os dias  “se arrastando” para fazer determinadas obrigações que são apenas isso: obrigações. E o pior: você se sentir egoísta por reclamar tanto daquilo que te acontece enquanto tem gente vivendo de um jeito muito mais sofrido do que o seu, com menos amargura.

Vocês já pensaram que esse negócio de ser “bem sucedido” e “estabilidade” podem ser uma imensa furada?

Depois que “me descobri” biscate, aprendi a olhar muito mais para mim mesma e para os outros.  Como nunca tinha feito antes. Tenho quase certeza de que essa fase meio zicada faz parte deste processo. E que de alguma forma, irei crescer com isso. Só que paciência num é muito o meu forte e nas minhas veias, corre pressa ao invés de sangue. E entender aquilo que não serve para você quase sempre dói.

Desculpem se o texto de hoje fugiu da temática do blog. É que este é um dos poucos espaços que me representam ultimamente. Entendam este desabafo como uma forma que encontrei para exteriorizar o que sinto e ao mesmo tempo, compartilhar uma experiência que pode vir a acrescentar algo na vida de alguém.

Dizem que depois da tempestade, vem a bonança. Quando a minha tempestade acabar, espero poder voltar aqui para dizer que foi apenas uma chuva de verão que veio para me refrescar e fazer com que a minha visão fique menos turva para encontrar de verdade o meu caminho.

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