Ser Biscate? Aprendi na Igreja

#AlmaBiscate
Por Luciana Nepomuceno

borboleta_pretaborboleta_preta

ilustração_mariamadalena lendo e borboleteando

Ela trepa. Ou não. Só se quiser, com quem quiser, mas não sempre que quer, infelizmente. Essa biscate se debruça na janela, vê a vida passando e faz fiu-fiu pra ela, enxerida e animada. Essa biscate canta alto, lavando a louça, e baixinho, lavando a alma. Porque uma biscate faz essas coisas de quem vive: limpa a casa, cozinha e, vez ou outra, sente o oco no peito e lembra de chorar. Essa biscate troca o dia pela noite, manda mensagem de Natal atrasada e bebe sozinha que os amigos ficaram do outro lado do mar. Essa biscate toma dois banhos por dia e ri de si mesma, tremendo de frio na frente do espelho borrado de vapor. Uma biscate esquece futuros e vive as alegrias que se apresentam. Viaja muito, essa biscate e deixa o olhar se perder na estrada como se fosse em encontros. Dorme de conchinha, vez ou outra, mas não se importa de ficar sozinha. Se sabe ótima companhia e descobre a nova cidade, rindo alto nas esquinas e pedindo cerveja nas pequenas vendinhas escondidas nas ladeiras. Essa biscate paquera no metrô, só pra não esquecer como é. Essa biscate soletra saudade e escreve emails doloridos pro filho. Outros dias não liga pra casa nem pra dar bom dia. Essa biscate passa a noite acordada, consolando a amiga, mas trocou o telefone pelo skype. Essa biscate diz sim. E não. Diz quando, encolhida na cama. Biscate tem cerveja na geladeira e se dedica a aprender outros sabores tão longe dos seus. Tem camisinhas na gaveta ao lado da cama. E livros empilhados no travesseiro. Essa biscate gosta de massagem no pé, banho de mar e mordidinhas ao pé do ouvido. Essa biscate curte palavras de ordem, movimento na rua e de uma série de revoluções por minuto. Essa biscate se preocupa. E se esquece. Dança na rua. Pula de um pé só. Compra guarda-chuva lilás. Essa biscate paga suas contas, paga mico, pede passagem. Samba sozinha, na rua e na lua. Essa biscate é em fragmentos e se faz na beleza de se saber senhora desses pedacinhos todos que, juntos, soletra assim: eu.

Esse texto aí em cima foi inspirado no primeiro post que escrevi aqui pro Biscate. Um e outro dizem da minha alma biscate. Como, aliás, cada um dos que postei por aqui. Entre mulher incrível e biscate, não tive dúvida: biscate. Eu sou biscate. Eu sou o Biscate (e o Biscate é cada um de nós, cada escrevente, cada leitor, cada um que divulga…). Dizer como cheguei a isso é tarefa que não dou conta, se soubesse psicologia e sociologia estavam resolvidas. Sei que me vi em cada post de #AlmaBiscate aqui deslindada. Relutei muito em escrever o restinho que não apareceu ainda. Porque eu sei que é bem esquisito dizer que grande parte da minha biscatagem eu aprendi na Igreja. Aquela mesma, Católica Romana, com um pezinho no ziriguindum cearense.

Uma das coisas que lembro, preparação da 1ª Eucaristia e a Ir. Eneida dizendo: quando Deus quis que Maria ficasse grávida de um filho dele não perguntou pra o pai da Maria nem pro irmão nem pro noivo de Maria. Perguntou pra ela e foi ela quem disse sim… e houve grande regozijo. Aprendi: é a mulher que sabe do seu corpo, da sua vontade e dizer sim é bem gostosinho.

Lembro das aulas de interpretação de texto com as histórias de Rute, Ester e Judite. Foi lá que aprendi: não se deve temer a sexualidade. Nem seu uso nem seu usufruto. Outra coisa, essencial pra minha biscatagem: cada pessoa é única, insubstituível, importante na sua particularidade. Como  diria o Gonzaga: essa égua eu não vendo, não troco, nem dou.

Lembro dos meus pais participando do Encontro de Casais com Cristo, lembro da casa invadida por pessoas em festa, luzes apagadas, todo mundo cantando, o casal valsando e o clima de recordação, promessa e sexo quase palpável no “beija, beija, beija” do final. Aprendi: intimidade é essa beleza.

Lembro do meu padre querido dizendo que depois do primeiro milagre Jesus não podia ver um balde dágua…e se não foi ali que aprendi a rir, foi um dos espaços em que entendi que rir de si mesmo é uma libertação. Foi com a Teologia da Libertação que aprendi o que era uma vaga intuição: o conceito de classe. E que a corda sempre rompe do lado do mais pobre. E, mais ainda, da mulher mais pobre. Foi lá que aprendi que luta rima com prazer. E com corpo que dança.

Lembro das Romarias da Terra, mulheres fortes e sensuais puxando a fila. Lembro dos Encontros de Jovens, todo mundo dormindo nos mesmos quartos, sem diferença de gênero. Lembro de namorar todos os moços do mesmo grupo de jovens e nunca ser apontada, julgada, rotulada.

Nunca fui religiosa, nunca tive aquela centelha, nunca tive fé, a não ser na vida, no homem, no que virá. Hoje, ainda menos, não digo atéia porque nem nisso acredito. Mas lembro. Lembro das palavras que foram ganhando sentido feito desfiar um rosário: liberdade, respeito, diferença, tolerância, gozo. Foi na Igreja que aprendi: o corpo pode, o corpo quer, o corpo é. O meu. O do outro. O da outra. Depois veio Monsieur Freud e outros aprendizados mais, mas isso fica pra uma outra conversa. Bem biscate.

Amostrada

#AlmaBiscate
Por Raquel Stanick

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Não sei desde quando sou biscate, mas lembro que aos dez anos, minha mãe foi advertida por uma amiga que a filha dela estava se “amostrando” demais, nas férias que passávamos em grupo num interior da Bahia. E que se eu continuasse “daquele jeito” iam acabar falando mal de mim. Para quem não sabe, em Recife, cidade onde nasci e morei um bom tempo, uma pessoa “amostrada” é alguém que se exibe, que se “acha”.

Mas vamos ao que interessa e tratemos logo dos assuntos que caracterizam e carimbam uma mulher como biscate. Sexo. E liberdade.

A primeira vez que fiz sexo foi com um cara que havia voltado há pouco dos States, usava brinco de caveira e calça rasgada. Tinha namorada “séria”. Me presenteou quando fiz quinze anos com um solo de bateria cercado de uns amassos leves. Algumas semanas depois perguntei se ele queria transar comigo. Com essas mesmas palavras. De forma direta, sem romantismo ou ilusões de manter algum relacionamento posterior com ele.

Querem algo mais biscate que isso? Pois tem.

Nunca namoramos, mas chegamos a morar juntos na casa da minha mãe, outra bisca de carteirinha, que sempre desejou, acima dos falsos moralismos, que eu fosse feliz. Eu tinha dezesseis anos.

Imaginem o escândalo.DIGITAL CAMERA

Desde então transei com eu queria, quando queria e onde queria. Simples assim. Para mim e pelo menos por um tempo. Algumas amigas passaram a ser aconselhadas por suas mães, mulheres mais “ajuizadas e sérias” que a minha, a não andarem comigo. Passei a ser má companhia. Muitas pessoas da minha família também criticavam abertamente meu estilo de vida, que incluía rock, cerveja, tatuagens e namorados demais, nas suas dogmáticas opiniões. É, os ônus sempre são muitos quando escolhemos viver com liberdade. Fazendo sexo. Se somos mulheres. E doem sim. Muito.

Falemos deles também.

Conheci o homem que se tornaria meu marido aos vinte anos. O traí. Ele ameaçou me matar. Me assustei mais do que quando era chamada de puta por alguém com quem tivesse compartilhado beijos e prazer no dia, no mês ou no ano anterior. Devia ter algo errado comigo, só podia ser isso- pensei. Tentei me “comportar”, pois. Casei. Vim morar na cidade desse homem. Muitas brigas, anos e violência depois, acabei me separando, quando um dia finalmente me convenci que eu acabaria morrendo se continuasse naquela relação. Nem que fosse de tristeza e murchando aos poucos. Não foi tão simples e quem acha que demorei demais para tomar a decisão não deve saber do que eu estou falando. Exigiu uma coragem que tinha se atrofiado com o tempo vivendo aquilo, que por mais que eu tentasse e diziam-me ser o certo, o que toda “boa” mulher almeja, o que tanta gente invejava, eu não conseguia mais desejar.

A terapia, a Arte e a escrita, essa última refúgio e fortaleza desde a infância, ajudaram-me a tomar essa e outras decisões e reafirmar-me como pessoa, e sim, sim, sim, biscate. Finalmente.

Foi como tal que escolhi largar uma profissão em que ganhava muito bem para tentar viver de cultura e arte. Voltei para a universidade. Mudei completamente de padrão de vida. Passei por algumas necessidades e sufocos financeiros, mas também a entender que o que eu tinha vivido não tinha sido culpa minha. Mas que sim, eu era e sou responsável pelas minhas escolhas e que mesmo errando, risco que corremos em maior grau quando livres de certezas absolutas, eu posso transformar esses erros em sentimentos e ações se não corretas no sentido literal da palavra, ao menos justas para comigo e com xs outrxs.

Também foi através da escrita, dessa vez em blogs, que conheci a Luciana. Estabelecemos uma amizade que só fez se fortalecer em vários encontros regados a cerveja, cidades variadas e compreensão e que rendeu o convite há alguns meses atrás (mentira, me ofereci mesmo. Sou dessas) de escrever por aqui.

Tenho assim, aprendido aos poucos, na prática e todos os dias, sozinha e acompanhada, lendo e escrevendo, pintando, bordando e fotografando o que é ter uma alma de biscate. Talvez eu nunca consiga entender completamente o que isso significa. Mas tenho tentado. Talvez daqui a alguns anos eu consiga. Talvez outras pessoas o façam por mim. Mas o que sei é que enquanto isso não acontece, já ajudei a organizar a primeira Marcha das Vadias na cidade que escolhi chamar também de minha, ministrei palestra sobre Beauvoir no interior do Estado, sobre a própria Marcha por aqui mesmo. Ganhei prêmio como artista, fiz várias exposições, escrevi e aprovei projetos. Minha arte cada vez mais tem se misturado com feminismo e literatura. E com meu próprio corpo. Viajei. Dancei. Usei muito decote, roupa curta e batom vermelho. Fiz outras tatuagens. Gargalhei muito também.DIGITAL CAMERA Alto.

E o Sexo?

Bom, ainda transo como eu quero, quando quero e onde quero. Simples assim. Para mim. Também ando na companhia de gente maravilhosa e que de um jeito lindo aconselham a outras pessoas, mulheres principalmente, a andarem, correrem, trotarem, se relacionarem com quem e como quiserem. É, os bônus sempre são muitos quando escolhemos viver com liberdade.

Tem como não ter um orgulho danado, desses que não podemos contar sem desnudar também um pouco de nossa história, em ter essa tal de alma biscate? Tem como não se “amostrar” em fazer parte desse club?

E como diz Piaf: “Avec mes souvenirs/ J’ai allumé le feu (…)”

Feliz ano novo, amores e amoras.

Quem tem fama…

#AlmaBiscate
Por Renata Lima

Não nasci biscate.

Me fiz biscate.

Nasci mineira, da tradicional família.

Mas sou ousada (palavras, em tom elogioso, de meu pai).

E por pensar diferente de alguns muitos e muitas, por agir diferente (nem sempre melhor, claro), muito nova, sem mesmo provar o gosto da fruta, já fui tachada de má-companhia.

Decorrente da língua de jovens homens que seguiram (seguem?) o roteiro, de falar mais do que realmente fizeram, de contar como vantagem, o que pra nós, mulheres, tem que ficar escondido.

E o primeiro namoradinho, tadinho, veio com tanta sede ao pote, achando que eu era… galinha, fácil, biscate…

Não era, ainda.

E ele se descobriu namorando uma jovem da TFM, com um pai zeloso e horários para chegar. Depois do primeiro “avanço” e do esclarecimento, o temor de se/me comprometer. E ele saia da minha casa, onde me deixava, virgem, pura, intacta, e ia se encontrar com uma ex (soube disso anos e anos depois, pela ex, imagine que mundo pequeno… realmente, Ovorizonte. )

O fato é que um dos primeiros caras que beijei, em uma festa, num canto, disse pra todo o colégio que me “comera”. E todos acreditaram… menos eu, que só fiquei sabendo mais de ano depois.

A verdade é que a fama não me fez deitar na cama. Pelo contrário. Por mais que eu quisesse, as vezes, temia o momento. Era romântica, jovenzinha, e queria toda a coisa de luz de velas, declarações de amor e um príncipe no cavalo branco.

Vieram príncipes. E sapos. E ogros. E dragões.

E demorei muito, muito tempo, para realmente descobrir o que eu desejava. Desejo: Amor. Respeito.

Sexo.

No fim das contas, com um ou com vários, o que define uma biscate, ao menos para os outros, é uma mulher admitir, em público, que gosta de sexo. E que faz.

Com amor, sem amor.

Mas sempre, com respeito. Respeito por si, respeito pelo parceiro.

Respeito pelos limites e pelos momentos uns dos outros.

Sempre questionei tantos duplos padrões, tantas coisas que meu irmão, mais novo, podia fazer, e eu não. Horários, locais. Mas admito que tive mais liberdade que a maioria das colegas da minha idade. Para as mães delas, eu era muito “solta”.

Hoje, me identifico cada vez mais com o texto da Márcia, biscate convidada, sobre ser Biscate Loser.

Sim, eu sou.

Ainda que não biscateie tanto quanto desejaria (ou quanto as vezes parece que biscateio), minha biscatagem é constante.

E é constante na busca da coerência de não julgar, de não medir outras mulheres (e até homens, claro!) pela mesma régua com a qual fui medida.

Nem sempre é fácil, e as vezes escorrego. Em pensamentos, e até em palavras. Mas me arrependo (sim, Jesus, vem e me chama de Madalena, seu lindo!) e logo volto a persistir no propósito:

Se não veio o anjo e me disse para ser biscate na vida, eu mesma decido e digo que sim, eu sou biscate, prá vida!!

E com a ajuda do super time de biscates super poderosas (e poderosos), sei que vencerei!

Biscate de berço

#AlmaBiscate
Por Lis Lemos

Era mais ou menos assim que eu queria ser

Era mais ou menos assim que eu queria ser

“Menina não senta de perna aberta” “Menina não brinca de carrinho” “Você tem que se casar virgem” “Se você continuar assim nunca vai arrumar alguém que te queira” “Você pergunta demais, a vida é assim e pronto”.

Talvez eu sempre tenha sabido que nunca fui “moça pra casar”. Aliás, sempre achei meio tacanho essa história de separar as mulheres entre as boas e as más.

Talvez porque a minha linhagem seja de mulheres ditas perdidas, que se esforçaram pouco pra entrar na caixinha que lhe empurraram. Começou na minha bisavó (que até onde sei teve três maridos oficiais) e torço que não pare em mim. Talvez porque minha mãe não tinha marido e nem o meu avô era o marido da minha avó.

Talvez porque uma das imagens que eu guardo na lembrança é de uma propaganda do Domus (jabá, estamos aqui) em que aparecia uma mulher linda, sensual, num vestido vermelho jogando sinuca. Não lembro direito da propaganda, mas eu queria ser igual àquela mulher quando crescesse. (não, eu não achei esse vídeo). Ou talvez porque eu adorasse “Elvira, a Rainha das Trevas”, e queria maquiagem, roupa, e peitos iguais ao dela.

Daí que há um ano eu descobri o Biscate Social Clube e ele foi entrando bem devagarinho (ui, ui) na minha vida. Eu lia quase todos os dias e percebia que esse era (é) o lugar, o blog, o clube que mais bem me representava e onde eu me sentia acolhida. Toda vez que eu lia um texto pensava: “era isso o que eu queria dizer”. Mas, ao mesmo tempo em que adorava aquelas palavras todas, pensava de novo: “ah, eu não teria coragem nunca pra dizer das minhas biscatices por aí”. (Sou tímida e espalhafatosa)

E num lampejo, mandei um texto pra Luciana pra ela ler e ver se rolava de ser publicado aqui. Biscate é assim: se oferece toda! Talvez esse tenha sido meu primeiro ato biscate-consciente: quis me mostrar, me jogar e aceitar tudo o que viesse depois disso. E a Lu-bidinosa fez a proposta mais indecente que eu podia imaginar: “vem biscatear mais nóis!” E eu fui, cá estou. Desavergonhadamente feliz.

Cada post que escrevo e que leio aqui ajudam a forjar essa mulher-feminista-biscate que sou e que vou me tornando e da qual gosto cada dia mais. Que me dá mais prazer, mais alegria, mais tesão, mais força. Nessa troca toda aprendo mais sobre mim e sobre liberdade – palavra cara e apreciada por todxs do clube.

Sempre fui biscate, ainda que só conhecesse o lado pejorativo dessa palavra. E, como eu acredito na “dialética interna do signo” (Oi, Bakhtin) sei que é possível fazer de biscate algo do que se orgulhar. E eu tenho um orgulho despudorado de ser Biscate e de estar no Biscate Social Clube.

Inventário de uma alma rebelde

#Alma Biscate
Por Niara de Oliveira

recorte d'eu, pela lente generosa de um amigo

recorte d’eu, pela lente generosa de um amigo

Por ter colocado o Biscate SC no ar há um ano, poderia, ao escrever sobre minha alma biscate, fazer uma espécie de inventário ou histórico do blog. Cometeria uma indelicadeza ímpar com a Lu e com todxs xs biscas que ajudam a manter essa bagaça diariamente. Mas, não só por isso. Não quero fazer inventário. Pelo menos não do blog. Quero falar de como me sinto quando sento ao computador para escrever aqui. Vou tentar, então, fazer inventário da minha alma biscate, de como sou neste espaço.

Começo dizendo que fiquei toda comovida quando xs biscas escreventes do BSC, ao escolherem um texto de outrx bisca numa espécie de mandala ou amigo-bisca-secreto, escolheram cada um/a um texto meu. Gostei de todos os textos que escrevi aqui, principalmente os que são misturas doidas, confissões e que falam de cinema. Mas apenas o Fernando, bisca convidadx, citou um dos meus queridinhos — estrelinha pra ele! Mas, não vou fazer apenas uma colcha de retalhos citando os posts. Vou justificar a motivação para escrevê-los, porque acho que é aqui que está a minha alma biscate, na motivação, no que empolga, move.

Tiveram textos movidos pela raiva e pela indignação, que foram os mais fáceis de escrever. É como se o que faz a cabeça esquentar e o sangue ferver escorresse pelas veias até a ponta dos dedos. O texto simplesmente flui. Sempre fui adepta das discurseiras, do dedo em riste, do peito estufado de razão. Foi-se a época em que subia no banco para me fazer ouvir melhor, e hoje me restam apenas as redes sociais e os blogues. Rá!

Os textos movidos pela admiração e prazer são os que envolvem, adivinhem..? Po-lí-ti-ca! É fácil escrever sobre política, embora eu fique cheia de #mimimi se vou cometer algum deslize (e eu sempre os cometo). Porque política é isso, erro e acerto, na mesma medida. Nem sempre um, nem sempre o outro, é aprendizado, negociação, mediação e, principalmente, construção. Não existem verdades a serem ditas, mas debate a ser feito (não esqueça de ler os comentários). E como eu gosto disso tudo! Me deleito e me lambuzo toda, como na humilde homenagem a minha musa biscate Pagu, que deu trabalho mas deu muito prazer também.

E quando misturei política com biscatagi não foi nada, porque teve texto que escrevi pura e simplesmente para biscatear. Usei mesmo o espaço para mandar recados, e eles foram recebidos (teve até comentário para comprovar)… Mas, claro que esses eu não vou linkar, até porque estão misturados com as tantas receitas que postei, e das receitas a minha preferida é uma que mistura comida com indignação e o debate sobre valores construídos, e porque além de fazer a receita beuba, eu escrevi o texto beuba, e embriagada estava no encontro lindo com a Lu e na primeira reunião da gerência da biscatagi e naqueles dias de outono em que tudo foi celebração. Teve celebração em outros encontros com a biscatagi escrevente e com a biscatagi da vida, e que tinha até cantada (brega, claro) e que não teve um comentariozinho sequer… #chatiada

Teve texto sobre moda misturado com receita, texto sobre política misturada com gramática, texto sobre outras lutas, paixão pelo futebol, teve receita safada e até gramática biscate…Tiveram os textos escritos a quatro mãos em parceria com a Lu. Três deles foram especiais: Estupro não é sexo (biscatagi séria, porque a violência de gênero é ampla e democrática e é preciso combatê-la SEMPRE), Pingos nos Is, ou o que é ser biscate (serviu para comemorar nosso primeiro mesversário), e o post mais divertido ever de escrever… “Você escolheu errado o seu super-herói” (basta ler para ouvir nossas gargalhadas). Teve texto dolorido também. Em que o debate não foi exatamente fraterno e eu me senti muito sozinha e foi difícil não responder na medida em que sentia atacada. C’est la vie!..

Teve coisa à beça. E sinto que ainda falta muito. Muito do meu ser biscate, das gargalhadas que dou ou da raiva que passo enquanto estou escrevendo e que não consigo colocar em letrinhas no texto, das minhas lutas e indignações tantas… Ainda terá muito de mim por aqui.

Estou/tamos apenas começando. 😛

e se alma biscate tivesse música, essa seria a partitura...

e se alma biscate tivesse música, essa seria a partitura…

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EM TEMPO: Aproveitando… Vou escolher agora os textos dxs outros biscates escreventes que mais gostei, um de cada.

Luciana — Não Tem Graça (não tem mesmo, e a Lu desenhou direitinho)

Renata Lima — Biscate Absoluta (para jogar no chão os preconceitos todos)

Cláudia Gavenas — De você para você mesma (porque perde-se o pudor a partir de si)

Silvia Badim — Yes, nós temos barriga! (aceitação é tudo para auto-estima)

Renata Lins — O monstro de olhos verdes (aceitar as contradições é o primeiro passo)

Augusto Mozzein — Antibiscatista (sobre recalques… nossa antítese?)

Raquel Stanick — Tá combinado! (dose homeopática de noção)

Lis Lemos — A escolha de Ana (pingo no i)

Bete Davis — As regrinhas ou você não é o síndico (dose cavalar de noção)

Sara Joker — Só fico com quem eu quero! (uma tonelada de noção)

E repito o trecho que escrevi sobre o texto preferido de biscate convidadx, que serviu como homenagem e agradecimento pela belíssima participação de todxs… Porque amo de verdade esse post e ele é o meu preferido entre todos os textos do BSC:

Nesse um ano de BiscateSC foram muitos os textos que gostei de ler e escrever. O BiscateSC pra mim, para além do trabalho que dá co-gerenciá-lo, é só prazer. Entre os textos dxs biscates convidadxs, dentre os quais tenho que escolher APENAS UM, também foram muitos que se encaixaram na série “os textos que gostaria de ter escrito”. Mas teve um em especial que me ganhou desde o primeiro parágrafo. Quando o terminei de ler, sabia que ficaria para sempre entre os meus favoritos. Não só porque traduz o BiscateSC — o que somos e queremos e o que não somos e o que não queremos –, mas porque aponta para o surgimento da opressão e do machismo nas nossas vidas. Mais do que isso, ele é uma ode à rebelião contra a opressão, de forma prática, concreta. Quer saber como ser uma Mocinha de Valor? Ou melhor, quer saber como NÃO SER uma Mocinha de Valor? A linda da Renata Corrêa ensina de forma clara, direta e objetiva.

Amo vocês tudo, biscas! ♥

Quem Ama o BiscateSC Levanta a Mão

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Como diria o Chico: foi bonita a festa, pá…mas com um errinho de tempo verbal. Não foi, ainda é. Porque biscate não faz por menos e deixa os festejos se estenderem até surgir a questão: é uma festa que não termina nunca porque está sempre começando ou não se sabe quando começa porque não lembra de acabar? (sim, nós lembramos do Programa legal sobre a Bahia).

Já tivemos, nesse furdunço comemorativo, a retrospectiva dos posts que nós, biscateiros-escreventes, mais curtimos esse ano, as respostas aos motores de busca mais inusitados, tivemos as mensagens dos biscxs-convidadxs, o nosso strip tease coletivo de fim de mundo…e hoje é dia de curtir um pouco a interação com nossos leitores, comentadores e afins.

É uma delícia quando passamos na nossa página no FB e encontramos algum leitor mais costumeiro marcando umx amigx e dizendo: lê esse, é a tua cara. Bom saber que tem gente cara de biscate por aí. E é igualmente saboroso receber mensagens dizendo: comecei a ler o blog por acaso/por curiosidade/por x motivos que não seja identificação e com o tempo fui me descobrindo biscate, compreendendo mais minhas vontades e inquietações.   O Biscate se anima de ser um espaço coletivo, de diálogo, interação e aprendizado constante. E devemos isso, além dxs nossxs biscxs convidadxs, aos leitores.

Aos leitores, esses lyndos, nosso obrigada. Aos leitores de fim de semana, obrigada. Aos leitores que chegaram por acaso, foram ficando e voltam sempre, obrigada. Aos que passaram uma vez, curtiram um post e o divulgaram, obrigada. Aos que lêem quando podem, obrigada. Aos que tratam o blog como a um amigo querido e distante, que se frequenta uma vez por ano mas lembra-se sempre com carinho, obrigada. Aos leitores que tem seu bisca-escrevente preferido e só lê quando é ele que escreve, obrigada. Aos que lêem tudo e acham que todos os posts são escritos pela mesma pessoa, obrigada. E um obrigada com xêro no cangote e cafuné, aos queridos que passam aqui diariamente, aos que comentam, aos que divulgam.

E nessa semana de celebração, andam fazendo a festa com a gente no twitter: Lucia Freitas ‏@lufreitas, Suzana GuaraniKaiowá ‏@sudornelles, Cristiane ‏@_Cris_Rangel, Escrever dói ‏@fuiobrigada, Patricia ‏@SampaioPatricia, Cadu ‏@cadulorena, Márcia ‏@fimdepapo, Deh Capella @dehcapella, Silvia Sales @silviarsales, Miss Beauvoir @missgarden, renata correa ‏@letrapreta, Chico Tiago ‏@FTiagoCosta, Brukmüller ‏@PaulaBruk, Black soul Foda ! ‏@Jorge_Maravilha, Aline França ‏@lili_france, Maria S. Magnoni ‏@Salmagnoni, Dani Bispo Guadalupe ‏@lelibispo, Marcos ‏@marcosfaria70…

Festejaram em comentários gentis na nossa página no Facebook: Lilian Angel, Alessandra Trindade, Carolina Simões, Welber Santos, Fernando Amaral, Carlos Alberto Heillman, José João Louro, Aureliano Monteiro Neto.

Responderam nossa perguntinha e escolheram seus posts queridos deste ano:

Mone Gardênia: Uma Mulher Casada Incrivelmente Biscate.

Adriana Torres: Quem Não Curte Um #Brega?

Soraya Souza Guarani-Kaiowá: Biscate Casada

Selma Carvalho:  Viver, Nossa Maior Oportunidade

Welber Santos: Não Posso Ficar Nem Mais Um Minuto

E aqui, na caixinha de comentários do clube, tivemos a Alessandra falando da programação de aniversário(Que maravilha! Já fiquei toda animada para comemorar o aniversário deste querido clube. Vida longa para o BSC! <3), Gi. Somente Gi comentando nosso post sobre os motores de busca (Eita que a festa tá danada de boa! Li num fôlego só, texto gostoso e arretado!! Eu sugiro que a mulher não se comporte na cama, que seja insubmissa aos comportamentos previamente planejados, “no se reprima, no se reprima”!! Parabéns às biscas e ao Biscate social club, amor eterno!), também sobre os motores de busca, Maria S. Magnoni (Eu ri tanto que cheguei a chorar, de rir, lógico! È muita biscataria pra um post só!! <3) e Mari Biddle que além de dar uma resposta mara pra um dos motores de busca ainda trouxe sugestões (Ri muito e esse post deveria virar uma coluna semanal aqui no biscateiro). Comentários também de Aline França (LOL é cada doideira. Morrendo de amores por esse blog. Sempre!), Danieli (Muito bom! Adorei! Sem contar o que ri! Mas #TrazemosOCuAmadoEm3Dias é a hastag! Hahahaha), José Wagner (Putz,que texto!confetes,serpentinas,poesias….Como não gostar das e dos BISCATES?), Isabela Casalotti (Caramba!!! Um ano já?!?!?!?!? Ai ai, essa vida voa mesmo, só sendo biscate pra conseguir aproveitá-la. Parabénsss!!! Esse blog é mara tem um lugar bem especial no meu coração!).

Tem também os comentários que parecem abraços da Iara Paiva, da JuFinaFlor, dos biscxs convidados: Dandi, Cris Rangel, Tiago Costa, Mari Biddle, Miss Garden e a interação divertida com os comentários dos biscas-escreventes: Augusto, Charô, Lis, Luciana, Niara, Renata Lins, Sara e Silvia Badim.

Vem pra festa você também, deixe seu comentário, escreva um texto para o clube, leia, divulgue e torne o mundo um lugar mais divertido 😉

 

 

Tá Todo Mundo Nu…Ou Quase.

Strip-Tease Biscate: Cada um tira o que quer, mostra o que quer…

Somos Biscates. Somos o Biscate. Somos em ideias, as nossas ideias de liberdade, ausência de julgamento moral, equidade, gozo. Somos em valores, os que insistimos em afirmar teimosa e cotidianamente onde quer que estejamos. Somos em comportamentos: nos nossos amores, nas amizades, na escolha do ofício, nas redes sociais.

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Agora fecha os olhos e imagina o que quiser. Pode ser o que for, cabe tudo aqui. Nudez de corpo e alma, liberdade de soltar a imaginação em busca de. De qualquer coisa que se queira.*

Somos o Biscate nas letras que trazemos, todos os dias, aqui, pra vestir as brancas páginas. Cobrimos a página de letras e nos desnudamos. Aqui, escrevemos.

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Deixe os livros de lado, as falas prontas, a pretensa intelectualidade de explicar os porquês das relações e da sexualidade. Agora é só sentir, e sentir assim, nu, sem subterfúgios, sem fugas, sem desvios, deixe as falas saírem despidas, sem pensar, só querendo o prazer intenso e profundo da pele e dos sentidos.*

Escrevemos porque não podemos evitar, para ser lido, para tentar dizer, para não morrer. Escrevemos para passar o tempo, para parar o tempo, para mudar a história.

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Pegue um copo, embriague-se. Beba o que quiser, expanda os sentidos, com água ou cerveja, suco ou vodka boa, grandes goles, grandes sensações, deletei-se!*

Escrevemos para tecer em palavras um véu que esconda o horror deste vazio que nos ocupa. Escrevemos porque somos humanxs e o mais humano é dizer-se. Só o íntimo, o gozo, a morte, a dor, o riso, o pensamento íntimo e próprio é que sabe se tornar letra biscate.

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Deixe-se gozar. Experimente-se. Permita-se.*

Escrever é reconhecer toda falta: de tempo, de corpo, de ser. E é negar, em cada traço, o vazio. Escrever é reconhecer todo excesso: de tempo, de corpo, de ser. E negar os extremos com as entrelinhas, as vírgulas, os intervalos.

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Explore os detalhes, que afloram quando a gente menos percebe. Exale o sexo que está escondido nas curvas dos quadris, atrás da nuca, no canto do pescoço, no que ninguém percebe mas que está ali, latente, e pronto para ser degustado.*

Escrevemos porque sabemos que o mundo com o qual sonhamos precisa ser construído também em discurso. A um mundo não basta ser percebido, ele precisa, essencialmente – e é a única essência que reconhecemos – ser dito.

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Decifre o outro. Os outros. Você mesmo na cama. Decifre seu prazer, sem controle moral. Desafie-se a ir além.*

Escrevemos o mundo que fazemos e o mundo que queremos. Escrevemos o mundo que habitamos e o que transformamos. Escrevemos sonhos. Daqueles que se sonha com os pés plantados no céu e a cabeça no asfalto. Sonhos que são estrada.

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Os pés, as raízes. Ficam-se ao solo e captam vibrações terrenas, prazeres mundanos. Zonas erógenas bem expostas no dia-a-dia, que estão aqui prontas para serem reinventadas.*

Escrever é ir despindo a alma. Escrever é ir desnudando as vontades. Escrever é uma coragem. E um gozo. Escrever aqui é celebrar a possibilidade. De Ser. De ser o que se pode e se quer ser. Se fazer.

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Desenhe no corpo. Com giz, tinta, com os dedos, com a língua, com caneta permanente. Desenhe seus mapas e labirintos. Seja.*

Somos o que fazemos, sabemos. E fazemos o que somos. Fazemos o Biscate. Somos o Biscate. Em dito. E em pele. Em corpo. Matéria.

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E, claro, fantasie. O que seria da realidade sem a fantasia? Fantasie-se, fantasie a vida, viva a fantasia, viva a possibilidade de se reinventar a cada dia.*

Por isso, nessa nossa festa, nessa celebração do que somos, dizemos, fazemos, nos trouxemos em corpo pra partilhar com vocês. Invertendo a lógica, o nosso corpo é uma metáfora. Do que, diariamente, revelamos Expomos. Mostramos.

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Olhe com calma. Profundo. O sexo pode começar no olhar. Olhe bem. Trepe com os olhos, janelas da alma. Olhe para além do que a vista alcança.*

Reafirmamos o nosso Editorial: Acreditamos, convictamente, que todos e cada um deve ser livre para fazer o que bem entender com quem escolher e onde bem quiser – inclusive tirar a roupa no seu próprio blog nos festejos de aniversário. E persistimos na busca de Gentileza, Beleza, Leveza.

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E depois de tudo, ainda há mais. Recomece. Tire tudo de novo. Vá por outros caminhos. Nudez desgarrada. A gente não quer mais as mesmas roupas. A gente quer as roupas que se reinventam, que se perdem, que se acomodam diferentes no corpo a cada dia.*

O nosso strip é porque a gente quer se mostrar? Claro. E não temos vergonha nem de mostrar nem de saber disso. Mas não é só (embora isso só já o justificasse). O nosso strip é um convite. Estamos dizendo: Vejam. Olhem. Leiam. Descubram. O que se põe à mostra. O que se põe à prova.

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O riso. Grande e farto. O gozo, livre. Alegria. Viver é alegre, ou pelo menos deveria. O sexo liberta, ou pelo menos deveria. Aqui a gente ri, grande e farto, e a gente pode. Ui ui ui! paraterminar, dá uma reboladinha com a gente, mexe os quadris em busca de leveza, solta tudo por dentro, deixa vir a vontade!*

O nosso strip é um convite. Pra você se desnudar com a gente. Pode tirar os anos de inquietação. Os preconceitos. Pode despir a vergonha. O medo de não ser aceito. Pode se livrar do mito da beleza perfeita, do corpo perfeito, da pessoa perfeita: somos, todos, imperfeitos em livre construção aqui. Vem se mostrar. Se desvelar. Se re-velar, se quiser. Porque quando nos damos a ver é uma forma de indicar o que ainda não foi visto. É sexy, acredite. Vem se ver. Se dizer. Se saber. Se saborear. Biscatear.

E não tem festa boa sem convidado, né?

Segue fotinha de bisca-não-escrevente mas que se saboreia, se sabe, se diz, se vê. Pra festejar com a gente. #VemNiNós. Então, já sabe: hoje a festa é sua, hoje a festa é nossa, é de quem quiser, de quem vier. 

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Seios arrepiados. Vamos tirar tudo. Sentir todos os calafrios de se estar desabrigado de defesas.*

E se você quer saber mais, ver mais, ousar mais, passeia pelo blog, vai, tateia, inspira, toca e se toca. Quer trilha sonora? Vai nessa:

*Textos das legendas das fotografias de Sílvia Badim.

Ah, essxs lindxs…viva xs convidadxs!

O aniversário é nosso mas quem ganha homenagem e agradecimento são todxs xs biscates convidadxs que já passaram por aqui nesse #UmAnoBiscateSC. E foram muitos e tantos que se todx tivessem respondido nosso chamado esse post não teria fim.

Acompanhe os depoimentos desses lindos e lindas. Sem eles o Biscate SC não teria o mesmo colorido, a mesma graça.

adriana torresAdriana Torres — Três linhas é pouco para uma biscate. Afinal, a gente é assim, se esparrama feito manteiga na panela, vai ocupando cada cantinho e não tem como segurar. Mas enfim: descobri minha biscatagi nesse club privê (nem tão club, nem tão privê). Assim como reconheci meu feminismo graças a algumas biscates que aqui se esparramam direto. Entonces, feliz aniversário de descoberta pra mim! Continuo me enchendo de orgulho de fazer parte dessas LINDAS!

576460_10151203395732836_795142732_nRenata Corrêa — Biscate é celebração. É o feminino em festa. Fazer parte de um coletivo que ressignifica um dos aspectos mais pesados da cultura machista que é a figura da puta, da mulher fácil de forma tão leve acabou ressignificando também um aspecto importante da minha miltância, que é a forma de tocar o outro. Sem discurso fechado, sem sisudez. Agora dá licença que essa história de “tocar o outro” me deu idéia para outro texto.

jeane meloJeane Melo — O Biscate pra mim é um espaço de liberdade, despudor, provocação e reflexão. E o mais bacana ainda é que os textos não fecham nada; só apontam inquietações e possibilidades. Tem coisa mais sedutora que isso?

fernando antolinFernando Antolin — Eu biscateei ?? Nááááá… Apenas dei duas receitinhas. Fica a terceira: bata dois ovos,sal e pimenta. Mexa na frigideira e coloque no prato, abra um espaço ao meio e ponha polpa de tomate e queijo ralado. Oiça o Chico, o Ney, oiça o Alan Rickman ou o Falabella declamando poesia. Sejam felizes.

tiagoFrancisco Tiago Costa — Estamos aonde somos e somos aonde estamos: do Oiapoque ao Chuí  afirmamos a nossa liberdade na luta, na rua e na privê intimidade do corpo, da casa e da cama! Em um ano, certamente tenho sido mais eu, afinal, reescrevendo Beauvoir, não se nasce biscate, TORNA-SE!

silviasalesSílvia Sales — Li-ber-da-de. Liberdade de expressão. Liberdade de escolha. Liberdade para todas as formas de prazer. De amor. Liberdade para escrever, porque ainda é preciso escrever. Ainda. Ainda é preciso empunhar as bandeiras nas marchas. Ainda é preciso a delegacia da mulher. Ainda é preciso ‘desenhar’ sobre direitos, igualdade, liberdade. Liberdade, liberdade. É assim que o BiscateSC nos abraça. Como não gostar de bater o ponto no núcleo da biscatagem? A gente se encontra, compartilha experiências, potencializa a luta. Ah, não fosse esse ambiental virtual como eu chegaria até vocês, morando em Belém? Biscates de todo o Brasil, recebam cheirinhos do Pará.  Agora, um tempinho para vadiar, né? Porque a semana promete.

cris_rangel2Cris Rangel — O Biscate pra mim é sinônimo de liberdade e poder participar do Biscate é uma honra e claro, um prazer. Que venham muitos aniversários, muitos textos, muitos gozos, prazeres e arrepios na nuca. Que venham as reflexões e que venha muita biscatagi solta, gostosa e facinha, facinha. Parabéns!

lukaLuka Franca — Um ano de biscatagem na internet e cavando um espaço importante no mundo virtual, o BiscateSC nos colocou em um momento de virar e falar: Sim, eu biscateio e isso não é um problema, não é um demérito. Na verdade é algo que está dado na sociedade e deve ser encarado sem preconceito, sem taxações e sem violência. Biscatear é vida e eu sigo biscateando.

310975_273270442686901_1923123_nBia Cardoso — Vi o Biscate nascer, porque conheço essas mulheres parideiras de criatividade. A partir daí fez-se a revolução das biscates. Chega de mulher honesta, mulher para casar e mulher que não goza, as biscates chegaram para divar. Tem biscate de todo jeito para quem quer ser feliz. Tem biscate para mim, para você e para quem mais quiser chegar na festa. A biscatagi corre solta enquanto houver liberdade, safadeza e risadas. Taí uma revolução em que todas e todos podem dançar até o sol raiar.

priscilla carolinePriscilla Caroline — Minha relação com as Biscates é algo como quando a gente fica com alguém, mantém o desejo de ficar com a pessoa de novo, mas não rola… e aí fica aquela coisa ali, meio viva e meio adormecida. Envolve desejo, envolve o exercício da própria liberdade e a alegria da entrega. É um relacionamento casual, mas muito marcante, então não quero pôr fim nele tão cedo.

anabeeAna Beatriz — Eu escrevo muito. Todos os dias, o tempo todo. Escrevo porque meu trabalho só se concretiza através de artigos, pareceres, apresentações, avaliações… No mar de tantos textos, encontrei no Biscates SC o lugar onde me realizo através das palavras escritas, torcidas, rearrumadas… Foi lá que encontrei outras mulheres com as mesmas preocupações que eu: livres, resolvidas e reflexivas.  Aprendi lendo os textos das outras biscas que a vida sexual não define quem você é e risquei do meu vocabulário palavras como vagabunda, galinha, oferecida… Só caracterizo as pessoas hoje se puder usar a palavra para qualquer gênero. Interessante mesmo é que quando parei de julgar as pessoas, parei de julgar a mim mesma. Sem julgamentos e sem amarras, somos livres. E quando sou livre, estou bem perto de ser feliz!

fernando amaralFernando Amaral — Há um ano emancipando meu cromossomo X e fazendo do Y um cromossomo melhor, mais atento e úmido! E tem o poema que fiz para vocês no aniversário de um mês!!! Das cousas que gosto de ter escrito. Beijo na bunda de todxs.

LilianeLiliane Gusmão — Ser biscate é finalmente compreender que a maneira ou a quantidade de uso da minha vagina não determina meu caráter. Nem o meu, nem o de ninguém. Trepar não é ruim para mim, nem para ninguém, (sem esquecer da camisinha) a não ser que seja pouco. Pouco prazer, pouca gentileza, pouca intensidade pouca educação pouca troca, pouca sedução. Mas eu sou uma mulher de sorte e nunca tive mesquinhez na minha vida de Biscate.

Barbara Manoela — Participei poucas vezes como Biscate Convidada. Queria ter escrito mais. Meu primeiro post causou uma polêmica tão grande entre pessoas do convívio do meu marido, que preferi ficar na moita por um tempo. Bom, pelo menos, serviu pra começar a desmistificar o sexo com pessoas portadoras de deficiência. E em 2013, se deixarem, tem mais!

Deh_colarDeborah Capella — Passei rápido pelo BSC, tão rápido que foi quase um truque de invisibilidade. Mas foi rápida e intensa minha passagem, e biscate que se preza gosta de intensidade mesmo, gosta de ter oportunidade para pensar sobre a liberdade, sobre a felicidade, sobre a tristeza também (por que não? Biscate fica triste, não sabia?); gosta de se sentir livre, se sentir segura pra agir, pra falar. Estar no BSC mesmo que de passagem é sempre lindo. Vida longa à biscatagem!

amanda_Amanda Vieira — O Biscate pra mim é coragem. Coragem de romper com o status quo. Mas não é só isso: é romper sambando, sorrindo, dançando, com toda a alegria que a liberdade pode proporcionar.

vevêVevê Mambrini — Ninguém é de ninguém? Nada disso. Cada um é dono do seu próprio nariz. A biscatagi ensina sobre os amores mais lindos que a gente carrega nessa vida. Amar a si mesmo, o começo de um romance para toda a vida, como dizia Wilde. E esse amor a gente derrama sobre os outros, seja no brilho de cometa do amor de uma noite só, ao amor que vai ficando, até que tá aí desde sempre. Longa vida ao BSC, porque falta ainda liberdade, leveza, espontaneidade (e por que não? cafajestagem da bem-feita) nos relacionamentos.

márcia_biscaloserMárcia Avila — Depois do BSC sempre acho que ser chamada de biscate é elogio e aguardo ansiosamente a minha vez de recebê-lo. (continuo loser). A propósito, se você for gato e disponível, cata meu email no meu post.

suzanaSuzana Dornelles — Foi uma surpresa grande pra mim, quando convidada a escrever para esse Blog onde só “feras” até então escreviam.Confesso que tremi na base, mas como não fui “criada a promessa”, e com o incentivo desse pessoal tão bacana, que acabei indo lá, e abri esse meu coração-bisca-careta-brega. PARABÉNS, Biscas! SUCESSO!!!

dani damasoDani Damaso — Coragem e avante! Biscatagem boa é biscatagem que vem de dentro pra fora, sem medo de ser feliz, do jeito que se é, doa a quem doer. Aquela sensação que faz a gente cantar alto Chico Buarque: “São três horas, o samba tá quente. Deixe a morena contente.  Deixe a menina sambar em paz”. Que os trabalhos do Biscate Social Club continuem sempre abertos pra vida. Bora escrever, bora compartilhar, bora dizer não a essa gente sem coragem!

dandiDandi Marques — É o feminino em alta voltagem energizando tudo que enquadra e enrijece. É a alegria reverberando no corpo/comportamento. É a mente aberta para o carnaval de sensações e possibilidades. Ser biscate é Dionísia na gafieira, celebrando a vida e sua liberdade. Quem não ousa ter uma biscate em si perde parte do colorido na travessia. E o Biscate SC é porteira aberta pra entender a essência na diversidade. Evoé!

mari2Mari Rangel-Biddle — Biscate é um ser livre. Sem amarras. Sem regras. As vezes ela enfrenta a vida de cara lavada. As vezes ela se arruma e se pinta meticulosamente e espera. E todas se encontram aqui, nessa esquina maravilhosa deste blog. Parabéns para nós!

patricia sampaioPatricia Sampaio — No começo, me fazia rir, o que é para poucos. Às vezes, passava dias murmurando palavras de outra Biscate reconhecendo seus sentidos. Foi quando minha alma se distraiu e o post do Adeus me fez tremer. Perdi o chão porque aquelas eram as palavras que gostaria de dizer. Então me enchi de coragem para oferecer as minhas palavras também. Bom demais estar aqui.

miss gardenMiss Garden — Vocês são simplesmente @s responsáveis por me jogar no colo da coragem pra que eu pudesse dar um tapa de realidade na cara do machismo. Orgulho. Biscatági. Feminismo. Amô.

LiliLíli France — Desde que descobri o blog me vejo apaixonada. Sabe daquelas paixões que te deixam boba, de sorriso fácil e falando sobre várias e várias pra todo mundo que encontrar? Pois é. No Biscate SC eu encontrei um lar, onde vi pessoas falarem o que sempre martelava na minha cabeça. E meu coração de bisca se enche de orgulho e satisfação quando vê esse lar completando um ano e espalhando para tantas pessoas o que deve ser dito há tantos anos, tantos séculos. Às vezes num tom mais sério, às vezes embalado pelas risadas de uma mesa de bar, ou até mesmo num clima mais quente de coisas que sempre tomam conta da gente, esse blog é onde me faço presente com o maior prazer (e olha que de prazer a gente entende), e não pretendo deixar tão cedo. Beijos, daqueles que só uma biscate pode dar! 😉

mayarameloMayara Melo — Biscatear…eu biscateio, tu biscateia, nós biscateamos e nos esbaldamos nessa gostosa ressignificação de um termo inicialmente forjado para rotular mulheres. Que delícia ver o Biscate Social Club sambando na cara do conservadorismo e completando um ano de existência e insistência o/ Que bom saber que tem um cantinho, mesmo que virtual, no qual podemos falar e também ser faladas e sentidas. Amo esse emaranhado de gente que decidiu rir, gritar, gemer, sussurrar (ai!) pra deixar claro que “somos o que somos… somos o que somos… inclassificáveis…inclassificáveis…”

Os depoimentos que estão nesse post podem ser conferidos em forma de postal na nossa fan page no Facebook, no álbum #BiscateConvidadxDay.

 

 

 

Feira das Bisca: por que não?

As Bisca tão em festa! *o/* #TodasComemora *o/* É hora de fazer nossa feira. Vai ter rifa, leilão #TodosDáMais o |o| /o/ E resposta a nossa linda clientela! Chega mais #SeusLinda

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É isso mesmo, freguês/freguesa! Você que estava #Xatiada de não ter encontrado algo à altura das suas inquietações biscates lá no Bisca, seus problemas acabaram. *o/* Neste saldão de aniversário resolvemos responder aos termos de busca que trouxeram leitores ao blog, mas que não necessariamente satisfizeram completamente as curiosidades felinas dos leitores #GangDoTeQuiero.

Sendo assim, colega de função da balada, liga Magal bem alto aí, coloque a sua roupa de fim do mundo e se prepare para compartilhar dos #Desejos, #Recalques, #Pudores e #Safadezas da biscatagi! #TodosMorreCuriosa

A primeira dúvida que vamos responder é de um amigue que pesquisou “Agora Eu Entendo Porque Mulher Vira Biscate”.  Mandando a letra:

Uia! E como foi esse “entendimento”? Eu, de minha parte (de várias partes, aliás: boca, mãos, pernas…) entendo que não se “vira biscate, nasce-se biscate” (malz aê Beauvoir). Vê só. A gente tem desejo, tem tesão, vontade, mas ouve o tempo todo que não deve ter, mas tá tudo lá, latente, doido pra sair, ganhar mundo, camas, colchões, tapetes… Aí vem o Biscate Social Club e samba na cara da sociedade dizendo: “eu quero, eu trepo com quem eu quiser. Eu não tenho vergonha do meu gosto e do meu gozo”. #TodosSemVergonha Então amigue, não sei bem o que você entendeu. Espero só que entenda que esse clube de biscates está fazendo (e bem gostoso) uma revolução! Liberte sua biscatice e venha gozar (ui!) com a gente.  #SoltaAFranga

Pois é, Bunito veio a nós entender como é que se faz gostosinho pra chegar de jeito na biscatice das parceira #TodasParceiraComemora. Mas não é só isso, tem um monte de gente na vibe #VenhaaNós procurando “Biscate”:

“O que falar para a pessoa quando chama a gente de biscate? Quando isso acontece eu agradeço. #TodosÉEducada Depois explico que ser Biscate é algo libertador, nós precisamos rever o que é bom e ruim, porque a liberdade é algo ruim? Será que precisamos nos prender ao formato de “mulher perfeita” que a sociedade nos empurra goela abaixo para sermos felizes ou realizadas? Eu não preciso desses rótulos da sociedade para me sentir completa, muito pelo contrário! Eu prefiro que me chamem de Biscate. #TodosAgradecidaComAConsideração

Não é só isso! Às vezes temos vocês, freguesas, que estão com uma ou outra dúvida sobre o que fazer pra agradar na cama, pra tirara a poeira do relacionamento. #SoltaABiscaInovadora E nessa esteira, temos para você conselhos sobre como ficar “Arreganhada Para Meu Marido Ver”:

Querida amiga, aconselhamos arreganhamentos da forma que melhor lhe aprouver, seja dos dentes em gargalhadas escancaradas, seja de qualquer parte do seu corpo para que seu marido, peguete, amante, namorado, homem, parceiro, companheiro, tico tico no fubá ou sei lá quem, possa ver e ir para a luz. Mas principalmente aconselhamos que você se arreganhe para si mesma. #TodasBiscaAutoConhecida Abra sua mente, escancare o coração, abra mão e largue o pé de qualquer preconceito. Caso ele (ou você) não consigam enxergar liberdade com essa nossa dica fofa e singela, sugerimos uma consulta ao oftamologista. #TodosVaiNoAlcoolista

Vocês acham que fica porraí nossa sessão Clarisse Lispector de Auto-Ajuda-Sexual? Claro que não! É muita redondeza para passar! Só não respondemos as questões ambíguas, afinal “mulheres jogando bola pelada“, pelada é o tipo de partida, furreca e mequetrefe ou o galerê tá a fim é de ver a moçada de peito aberto? De resto, temos a dica perfeita pra você, amigue, que está interessadíssima na “Posição Caqueira Voadora” e outros atalhos do naipe:

Você, amig@-leitor@-preocupad@-e-inventiv@-interessad@ com dúvidas sexuais, resolvemos fazer um bate-bola esclarecedor. Lembrando: pra gozar não precisa modelo. “Paus enormes”: não são necessários, pode ser tamanho P M G, acessórios, dedada, língua ou qualquer outra ideia divertida. “Comer vaselina”: não recomendamos, pode dar desarranjo e atrapalhar o rala e rola. “A porra da buceta é minha”: mas na hora da brincadeira pode partilhar, comunismo aí vamos nós. “Sexo gostoso”: façam. “Posição caqueira voadora”: deixe o moço no ponto, afaste-se alguns metros, mire, corra e pule em cima. Não esqueça do telefone da emergência na cabeceira. “Desfrutável”: arrisque. “Bucetas usadas”: lavou, tá novo, #FikaDika. Breve, tudo isso na nossa #CartilhaIlustrada 

E tá pensado que para por aí? Nossa seara de dicas é enorme! Não podemos esquecer que o “CU”, uma das coisas que mais traz pessoas ao Bisca não deve ser negligenciado! #TodosAtentaParaOCu Isso mesmo, sem medo se deixar o cu à mostra, as Bisca senta na janela e, lembrando do post “Manteiga, Gel ou Vaselina? Vontade” aconselham:

Impressiona que muitas buscas falem de cu, em verso e universo. A pergunta prática é se pode ou não pode manteiga, gel ou vaselina. E como biscate não foge à luta, a dúvida procede. #TodosFodeOuVaiÀLuta Você leitor veio ao lugar certo, seu lindo e sua linda que querem dar ou comer bem. A resposta você encontra aqui. #TrazemosOCuAmadoEm3Dias

 E acrescentamos, num clima mea culpa:

Olha, esse motores de busca… Sério, alguém precisa urgente neste blog escrever um post sobre como fazer sexo anal – mitos e verdades. Ao que parece levaram muito a sério O último tango em Paris e todo mundo quer comer cu com manteiga (pessoalmente prefiro pão quente com manteiga) o que só deu certo no filme já que Maria Schneider detestou a cena tão famosa. Tem um monte de buscas assim: “manteiga no cu” (essa aparece muitas vezes, com variações), “gel pra comer um cuzinho”, “vaselina no cu”, “mocinha dando o cu”. Fixação anal define. #TodosBiscaChamaFreud Mas nenhuma busca ganha de: pablo picasso obrazy tapeta na telefon. Se alguém decifrar, por favor, cartas para a redação, grata. Só loucura o que aparece aqui, mas se é loucura tão parando no lugar certo, né?  

E não ficamos só nisso! Na sessão “Variedades Duvidosas” temos de tudo #TodosAmaADiversidade. O galerê não esquece do “Bisclassificado”. Vendemos de tudo! (emprestamos e damos também) Mas se você precisa de um “Fuscão Custelete 2011/12”, explica pras bisca o que é!

O fuscão custelete 2011/12 que eu não achei nem no Google, nem na minha cabeça. Quando vi esse termo na busca aqui do Blog, fiquei imaginando se isso seria uma piada, um nome de grupo musical que irá bombar no próximo carnaval ou um modelo de fusca novo que estariam lançando. Nem o Google conseguiu me explicar com clareza do que se tratava (provavelmente nem para o autor da busca XD). Será que fusca tem alguma relação direta com biscatagi e eu não to sabendo? #TodosMorreCuriosaEGata Isso me lembra uma conhecida, que há muito não vejo. Ela tinha um fusca roxo, com bancos de oncinha e calotas aro 15, todo tunado. #TodosQuéUmIgual Era, sem dúvida, uma das mulheres mais autênticas e decididas que conheci: ela não tinha a menor vergonha de ser como era. Recebia um monte de críticas por gastar tanto com o carro. Mas quem disse que ela ligava? Pena que perdi o contato com ela… Senão, eu perguntaria que diabos de fuscão costelete é esse… Se alguém entender o que a busca pelo fusca tem a ver com as bisca, conte pra gente!

E gostamos também de culinária. Claro! #TodasComeDeTudo porque biscatagi que se preza tem que ser de cama, mesa, banho e balada! E se você chegou aqui tod@ salivante procurando uma “Bruschetta” quente, verás que por aqui todo mundo cai de boca:

64 pessoas chegaram até nós através desse termo. Pois é. Caro leitor que chegou até aqui procurando bruschetta: o que será que achou do que achou? … bom, até tem bruschetta mesmo no blog, aqui. “É pra comer”, diz o título do post da Borboleta-Luciana. Mas fica a dúvida: você parou mesmo na bruschetta? #TodosVaiEmFrenteERebola Ou será que aproveitou pra conhecer, por exemplo, esse post aqui da Bisca-Renata Lima? Vai lá que vale a pena. Afinal, como já dizia um sábio meu conhecido, “comer ou comer, eis a questão”. Ao que, biscatemente, a gente responde: comer e comer, que tal? #TodasSalivando Podemos começar pela bruschetta! Eu, pelo menos, adoro.

Salivou, frequês/freguesa? Eu também! E pra acompanhar uma boa comida, nada melhor que música! E é nessa que eu faço minhas incursões nas dúvidas da galere pelo Bisca. Afinal, me respondam: o que pensar de alguém que #CaiNiNóis com o termo “Músicas para ouvir que falam de uma mulher livre”?

Só digo que é muito amor <3<3 Afinal, quem não se delicia com um “Você Abusou” da nossa querida Dolores Duran, na voz de Maria Creuza? Quem não se derrete com os sussurros de uma Piaf cantando “L’accordeoniste”? Quem não suspira ouvindo Mônica Salmaso dando vida à “Mortal Loucura” do José Miguel Wisnik? Ou quem não delira ouvindo Bethânia cantando “Debaixo D’Água” de Arnaldo Antunes seguida do poema “Agora”? Porque Biscate, para além da mulher, é qualquer pessoa livre! #MePerdoemSeEuInsistoNesseTema

Mas tem leitor@-amig@ que não consegue relaxar e gozar pensando, roendo as unhas e queimando o juízo tentando saber se vai precisar de casacos e botas ou opta pelo básico camiseta de alcinha…ou seja, tem gente chegando aqui pesquisando loucamente “Previsão de Tempo para o Fim do Mundo”. 

Vai chover, sem dúvida, vai chover. Meus calos doem e avisam chuva. A previsão de tempo para o fim do mundo é nublada, nuvens cinzas, pingos grossos, raios, clarões. Mas não se assustem, não vai fazer frio, vai cair água quente em grandes goles. #TodasSeBanha. O fim do mundo vai ser fecundo. Úmido e próspero. Cheiro inebriante de sexo, corpo solto, pessoas soltas aos galopes. #SurubaGeral. Todo mundo vai querer morrer trepando. O último prazer, o último gozo, livre, profundo, intenso. E o mundo acaba. #HoraDaPoesia

Pois Biscatagem é Poesia. E riso. E mais. A biscatagem é o mote da liberdade que nós encontramos e queremos partilhar com vocês! Especialmente se você é ess@ leitor@-cult@-ansios@ que procura por “Coisas Inteligentes”:

50 pessoas chegaram ao Biscate Social Club procurando não por pessoas x ou pessoas y, não por sexo, fantasias ou fetiches, mas por “coisas”, e coisas com adjetivação, coisas com uma qualificação: “coisas inteligentes”. Coisas inteligentes a dizer? Coisas inteligentes = pessoas? Coisas inteligentes = mulheres? Ou coisas inteligentes = biscates? Bueno, não há como saber. Então vou responder genericamente. Você que procura por “coisas inteligentes” veio ao lugar certo. #TodosFazACulta Aqui mulheres inteligentes se coisificam ou se objetificam se quiserem, quando quiserem e com quem quiserem, seu desejo e vontade é a medida da coisificação. Porém se veio ao BSC procurando mulheres inteligentes para coisificar ao seu bel prazer, veio ao lugar errado. Consideraremos seu desejo e sua vontade na mesma medida que considerar o nosso desejo e a nossa vontade. Vale? #TodasSeArrepia

by João Lennon

by João Lennon

E vale! Vale Muito! Que vocês voltem por muitos e muitos anos ao Biscate Social Club e encontrem nossas coisas inteligentes à mostra! #TodosDesavergonhadaPira Que vocês partilhem da nossa liberdade, da nossa liberalidade e da nossa libertinagem. JUNTOS! Com consentimento, fazendo gostoso aquilo que mais queremos no Bisca: te ver livremente feliz! (#AinQueBrega S2 S2) Sem culpa, sem medos, na frente de luta!  Por que não? #TodosBiscateIncentiva AGORA!

Quer brincar com a gente? Tem motor de busca pra #GenteQueParticipa fazer a festa na caixa de comentário respondendo:

por que a eis mulher dis que nao gosta mais quando fica perto fica suspirando e nervosa”

“como a mulher deve se comportar na cama”

dicionário da namorada”

“mulher vendendo caju”

“ponto de interrogação rosa”

 

 

Biscates em Festa

O aniversário é do Biscate Social Club, mas é a gente quem dá o presente (e o que mais tiver vontade por aí, a gente por aqui é bem animad@ nesse negózi de dar). Um ano de blog, 330 textos publicados e muita empolgação, nos desafiamos escolher apenas um de cada bisca escrevente. O post xodó de hoje. Porque, como biscas sabidas que somos, percebemos que o querer bem é construído e relacional e cabe sempre mais um entre as per…ops, no coração.

Entre os queridinhos tem post falando do jeito biscate de ser, de traição, de relações e até dela, justo ela, a buceta. E como em festa boa sempre tem convidad@ bacana, também tem texto de bisca convidada entre os preferidos da galera. Só pode, né, texto gostosinho da bisca-feminista-blogueira-mãe Renata Corrêa e uma das primeiras a responder ao convite de visitar o nosso Club. Aproveitamos (somos dess@s, para agradecer todos os deliciosos posts dxs nossxs convidadxs que toda semana vem nos chacoalhar!

Então, não percamos mais tempo e vamos dizendo que nem a Elba Ramalho e o Gonzaga: quer ir mais eu, vamos, quer ir mais eu vumbora, vumbora sem demora deixa a roupa na porta…

Abaixo os comentários e links dos posts escolhidos:

Ressignificar a Buceta de Renata Lima

“Como escolher um texto só da nossa Delegata? Pois é, meio impossível! Mas tá aí! Ressignificar a Buceta foi um texto quatrocentos uma perspectiva MARA para coisa, um novo jeito de ver (mesmo quem já fez candelabro italiano). Lembrando, com a nossa querida Diva Valesca que “Minha Buceta É o Poder” a Renata coloca em xeque os padrões tradicionais de tratamento da mulhé e de sua liberdade sexual. Lindo!” (Augusto Mozine)

Yes, Nós Temos Barriga de Sílvia Badim

“A Sílvia é uma artesão do sentir e seus textos comovem e encantam. Meu preferido é um texto de babar. Um daqueles posts que acolhem a diversidade, que indicam a beleza da diferença e nos recordam que viver é um gozo. Um texto que lembra o prazer…da boa mesa, da boa conversa, da boa cama.”(Luciana Nepomuceno)

Ele Só Quer Te Comer de Luciana Nepomuceno

“Esse texto mexe tanto com idéias naturalizadas. Não só com o “Ele só quer te comer”, invertendo. Mas com a idéia “religiosa” de separação corpo e …alma? Corpo é a gente. A gente é corpo. Ao revés de todas as convenções, o texto conta do corpo como história, como marcas da vida vivida. A sensualidade como carinho. Libertador como poucos. E no “ele só quer te comer”, a palavra que sobra é o “só”. Olha que lindo.” (Renata Lins)

Orgasmo Masculino Fake: o Desejo X a Culpa de Augusto Mozine

Gostar do que o Augusto escreve é fácil, como amor de biscate. Esse texto, no entanto, me veio logo à cabeça, quando decidimos escolher a escrevinhação preferida de um dos muitos amores que pululam por aqui e o Mozine me foi oferecido (ui!). Porque biscatagem não tem gênero, e prazer e culpa não rimam, esse texto é uma foda das mais bem dadas. Sim, foi ótimo para mim. E para você? (Raquel Stanick)

A Escolha de Ana de Lis Lemos

“Está indo tudo muito bem obrigada. A gata tem algo muito bom com o gato. Sexo, amizade, vinho e risadas. Até que, por conta de uma loucura machista qualquer, tudo desanda quando o gato faz uma oferta  “irrecusável”. A coisa fica mais surreal ainda quando ele decide pedir algo (tão absurdo quanto) em troca. Tem de ler para crer.” (Charô Lastra)

Traição, O Nome do Jogo de Renata Lins

“Renata chegou no Biscate arrebentando com esse texto, fazendo todo mundo pensar e repensar sobre esse tabu cheio de espinhos que é a traição. Acho que ela nem sabe quantas vezes eu reli esse texto, o quanto compartilhei e perguntei com ela: ” E aí, como fica?”. Eu não sei, mas continuo perguntando!” (Sílvia Badim)

Só Fico Com Quem Eu Quero de Sara Siqueira

“Gostei porque explica de maneira sucinta e objetiva que mulher livre não é mulher disponível e merece ter seu direito de ir e vir respeitado por quem quer que seja. Um texto envolvente e que  chama a atenção de modo positivo e assertivo.” (Cláudia Gavenas)

Sexo aos 40 – Liberdade de Bete Davis

“É um post querido  e eu gosto tanto dele porque tem uma série de coisas que me encantam: humor, autoconhecimento, aceitação, respeito ao outro e sexo. E, claro, tem os interesses escusos, já estou quase chegando lá e uma ou outra dica são sempre bem vindas…” (Luciana Nepomuceno)

Minha Cidade se Chama… de Raquel Stanick

“Pelos olhos da Raquel conheci Anayde e fiquei a pensar quantas Anaydes eu nem conheço porque mulheres parecem ser desimportantes na História. A História é sempre contada pelo vitorioso homem branco cristão, não sabemos outras versões dessa mesma História. Se nela havia outras personagens,  oque aconteceu com elas. E é por isso que sou vadia e biscate e vou continuar a ir a muitas Marchas até que tenhamos as Histórias de todas as Anaydes contadas e sabidas aos quatro cantos desse país.” (Bete Davis)

Ai, Os Joguinhos de Claudia Gavenas

“Esse texto da Claudia revela um pouco da alma Biscate Social Club: não negar seus desejos, não ter vergonha do que sente. Criadas para fingir que não amamos, não desejamos e não queremos, vamos aos poucos quebrando isso e biscateando no mundo. Confiram lá!” (Lis Lemos)

Das Musas Improváveis de Charô Lastra

“Eu gosto muito dos textos da Charô porque eles me levam além, me tiram da minha zona de conforto, propõem olhares e enfoques que não seriam os meus mas com os quais aprendo e me regozijo. Me penerei pra escolher o primeirão dela aqui, falando de decoro e talz, mas o texto das Musas não só é excelente no seu conteúdo como a caixa de comentários se tornou um espaço muito rico e por isso é meu xodó.” (Luciana Nepomuceno)

Mocinha de Valor de Renata Corrêa

“Nesse um ano de BiscateSC foram muitos os textos que gostei de ler e escrever. O BiscateSC pra mim, para além do trabalho que dá co-gerenciá-lo, é só prazer. Entre os textos dxs biscates convidadxs, dentre os quais tenho que escolher APENAS UM, também foram muitos que se encaixaram na série “os textos que gostaria de ter escrito”. Mas teve um em especial que me ganhou desde o primeiro parágrafo. Quando o terminei de ler, sabia que ficaria para sempre entre os meus favoritos. Não só porque traduz o BiscateSC — o que somos e queremos e o que não somos e o que não queremos –, mas porque aponta para o surgimento da opressão e do machismo nas nossas vidas. Mais do que isso, ele é uma ode à rebelião contra a opressão, de forma prática, concreta. Quer saber como ser uma Mocinha de Valor? Ou melhor, quer saber como NÃO SER uma Mocinha de Valor? A linda da Renata Corrêa ensina de forma clara, direta e objetiva.” (Niara de Oliveira)

É ela! É ela! É ela!

nideoliveira

tô-muito-gata-e-blasè-sambando-na-cara-do-machismo

E, claro, é graças a ela que essa bagaça toda existe. A linda pimenta-com-limão-biscate-esquerdista-feminista Niara de Oliveira que fez acontecer este blog quando ele era apenas ideia, indignação e riso nas redes sociais. Foi ela com seu jeitinho de mandar pras cucuias o moralismo, o machismo e todas as amarras que querem fazer crer que mulher não goza, ou pior, que existem mulheres e mulheres e as que gozam não prestam… Foi ela quem fez esse sambante blog virar realidade e é por causa dela que estamos todas aqui pra dizer não existe “uma mulher única incrível” e que preferimos ser biscates e donas de nossas vidas! Um salve para a Niara! Por esta razãozita, tod@s nós escolhemos nosso post-preferido-da-Niara…

Augusto Mozine, Bete Davis e Renata Lins elegeram A cena mais biscate do cinema como preferido.

“O melhor post da Ni além de todos? Esse! A cena mais biscate do Cinema. Primeiro porque, por ser um anti-cinefilia (sim, me matem), é um texto que me faz querer mergulhar em cada um dos filmes, reproduzir cada um dos desejos, biscatear à las personagens! Segundo porque é a cara da Ni, a bisca cultura ogramente colocada. A nossa deusa, nossa louca, nossa feiticeira. A Ni é D+. (Tá acabei de usar a licença de borreguice das minhas próximas 4 gerações, mas ela merece!)” (Augusto Mozine)

“O que escolhi da Ni é esse: Um post que fala de mulher e de liberdade, como é o Biscate, como é a Niara. Uma ogra doce como só ela sabe ser, com um coração onde cabe o mundo. Mas que incomoda tanta gente por viver a vida sem dar explicações ou pedir licença. Como a Louise Bryant jogando o John Reed na grama. Viva!” (Renata Lins)

“As biscates adoram o bom cinema, especialmente se o filme tiver biscatagem, feminismo, homem bonito ( cassem minha carteirinha de feminista porque objetifico homens bonitos e charmosos), mulheres liberais e cenas de erotismo com diálogos bem feitos e foi isso tudo que a Niara me relembrou que existe em Reds, um filme que vale ser visto e revisto.  Diane Keaton sempre foi ótima e Warren Beatty um charme e levou mais de meia Hollywood pra cama, dizem que é ótimo no tema. O filme levou três Oscars, não que isso diga muita coisa tem filmes que eu amo que não levaram nenhuma estatueta.” (Bete Davis)

Já as biscas Raquel Stanick e Luciana Nepomuceno escolheram o delicioso Das Minhas Memórias Perdidas, um canto e a lua”…

“Neste post, além de falar mais sobre sua história, a Niara me apresentou uma música que passou a ser minha trilha sonora para minhas noites de lua cheia. Gosto muito também da ideia da lua como rebelde, será espelho da Niara que com sua insistência neste blog, fez mais uma vez vários mundos virarem de cabeça para baixo?” (Raquel Stanick)

“Eu gosto do que a Niara escreve e de como ela escreve. Gosto ainda mais quando ela se desnuda, quando nos deixa entrever o que dói, o que toca, o que pulsa. O post que escolhi  é um complexo emaranhado do que me toca: a escrita da Niara, a lua que me guia e espelha e a música da Denise Emmer que é responsável pelo retorno de memórias importantes e felizes. É um post que aponta a sensibilidade do olhar biscate sobre o mundo.” (Luciana Nepomuceno)

Lis Lemos elegeu a Gramática Biscate como o post mais tocante:

“A Niara explica aqui num “glossário biscate” os verbos, adjetivos, artigos que mais combinam com uma biscate. “Eu acho que o verbo preferido das biscates é QUERER”. Impossível concordar mais com uma frase.”

Já a Charô escolheu um dos textos mais polêmicos e verdadeiros do blog Divergência Semântica, Conceitual ou Preconceito Embutido?

“A escrita da bisca Niara de Oliveira é pura coragem. É por isso que gosto tanto deste post sobre cissexismo e cisgênero, tradução do que a gente lê no editorial biscate: “Não sabemos de tudo. Tentamos construir diálogos.”. Um post cujos erros (a gente erra e assume, claro) e acertos fizeram muita gente pensar, se manifestar e aprender.  Tudibão.”

Então é isso, meu povo biscate, a festa continua com post-mural de bisc@as-convidad@s que já passaram por aqui, um rolê pelo mundo biscate porta afora, um STRIP TEASE de biscas escreventes que pode fazer o mundo acabar e muito mais coisa boa. Não deixe de indicar aí na caixa de comentários um post que realmente mexeu com você. E vamos afastando os movéis que o arrasta-pé aqui no Club já tá animado assim:

Primeiro Aniversário Biscate… ♥

Ai, que susto! Não, pera…

Quando é para comemorar aniversário a gente enfeita a casa e deixa tudo mais colorido e alegre, né? Pois é. Exageramos? Exageramos, êêêê! Pesamos a mão e nossa casa ficou meio over. É FESTA NO APÊ! Essa semana ficaremos com esse visual. A gente aproveita e pergunta o que vocês acham do cara do Club. Gostam mais minimalista, clean como antes ou mais colorido e estiloso?

Bom, a nossa gordinha sexy deu uma saidinha da janela ali de cima porque foi tirar o rest… digo, trocar de roupa para os festejos do níver. Mas fizemos uma fotinha e demos um jeito de mantê-la aqui com a gente.

festa no apê!

Amanhã, 17 de dezembro, o Biscate SC completa um ano de vida. Parece que foi ontem que nos indignamos com aquele post xexelento que tentava nos classificar entre mulheres incríveis e biscates. Fizemos nossa escolha e passamos um ano inteirinho sambando na cara do moralismo e do preconceito. E nessa semana de festa — sim, teremos uma semana inteira de festejos biscates — não será diferente.

No nosso aniversário, óbvio, tem um cantinho especial para os leitores. Queremos saber de quem nos acompanha um dos posts que você realmente gostou nesse um ano de biscatagi. Responda nos comentários aqui, na nossa página no Facebook ou tuíte o link do texto escolhido citando @BiscateSC. Essa ação é específica para as redes sociais e as respostas dos nossos leitores estarão no nosso twitter e facebook.

Fizemos a mesma pergunta, qual melhor post, @s biscas escreventes fix@s numa espécie de mandala ou amigo secreto. Este será o post de amanhã, dia 17 de dezembro, com a seleção dos melhores posts de nossos escreventes escolhidos entre eles mesmos com uma pequena apresentação justificando a escolha.

Na terça-feira (18) faremos uma seleção comentada dos motores de busca do Biscate SC. Afinal, não é só uma curiosidade nossa saber como internautas chegam até nós. Na quarta (19) é a vez dos comentários dxs inúmerxs biscates convidadxs que passaram por aqui nesse ano. Esses recados e comentários estarão disponíveis também na nossa fan page no Facebook.

Na quinta-feira (20) é dia de fazermos um balanço sobre os espaços onde intervimos nesses doze meses e que “mundamos” (verbo novo, criado especialmente para essa festa) neles. Será que o mundo ficou mais biscate? Mundou?

E se o mundo não mundou o suficiente até agora, é hora de darmos uma chacoalhada nele. Na sexta (21), que é dia de gandaia geral, vai ter strip-tease biscate. Uhu! Tirem as crianças da sala, fujam pras montanhas, fechem os olhos se não quiserem ver, mas o time biscate estará aqui, despido, de peito aberto, desavergonhadamente. Será tanto assim? Tanto mais, tanto menos…? Isso, claro, se o mundo não acabar. Ou será que o mundo vai acabar por causa do nosso strip-biscate-coletivo? 😛

previsão para o fim do mundo

previsão do tempo para o dia 21, dia do strip-biscate-coletivo: A TERRA VAI TREMER!

No sábado (22), na ressaca dessa bundalelê todo e do fim do mundo, teremos a melhor parte dessa festa. O título do post e a ordem geral do dia será QUEM AMA O BISCATE LEVANTA A MÃO E DIZ PORQUÊ! Se você nos ama é hora de gritar ao mundo e dizer o porquê. O post será uma coletânea dos comentários e votos de aniversário que receberemos durante a semana aqui, no twitter e facebook. Manifeste seu amor por nós!

E, claro, fica tomo mundo curioso onde vai dar esta bagaça (porque onde cada um@ de nós vai dar é sempre uma surpresa, uma alegria e um prazer)… daí que no domingo (23), já nos 45 minutos do segundo tempo dessa festa de arromba, vamos conhecer o mapa astral do nosso Club. Ou seja, tudo-aquilo-que-você-sempre-quis-saber do Biscate e nunca soube como perguntar (oi, Woody).

Todos os posts especiais da semana estarão reunidos no banner com a nossa gordinha aqui na coluna do lado, bem lá no topo. Ela é anfitriã dessa festa. Acompanhe o agito em #UmAnoBiscateSC

Por fim, resta dizer que finalmente migraremos para o nosso endereço próprio e teremos casa e cara nova. Se não for possível fazer isso logo depois da festa (sabe comé ressaca de festa e tem toda a sujeira para limpar…), do reveillon não passa. E aí já será outra festa…

p.s.: Não, não é mera coincidência o “fim do mundo” colidir com nosso níver… 😀

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